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30 de set de 2016

Encontrei por aí

"Quantos anos tenho?
Tenho a idade em que as coisas são vistas com mais calma, mas com o interesse de seguir crescendo.
Tenho os anos em que os sonhos começam a acariciar com os dedos e as ilusões se convertem em esperança.
Tenho os anos em que o amor, às vezes, é uma chama intensa, ansiosa por consumir-se no fogo de uma paixão desejada. E outras vezes é uma ressaca de paz, como o entardecer em uma praia.
Quantos anos tenho? Não preciso de um número para marcar, pois meus anseios alcançados, as lágrimas que derramei pelo caminho ao ver minhas ilusões despedaçadas, valem muito mais que isso...
O que importa se faço vinte, quarenta ou sessenta?!
O que importa é a idade que sinto. Tenho os anos que necessito para viver livre e sem medos. Para seguir sem temor pela trilha, pois levo comigo a experiência adquirida e a força de meus anseios.
Quantos anos tenho? Isso a quem importa? Tenho os anos necessários para perder o medo e fazer o que quero e o que sinto..."
[José Saramago]


Será mesmo do Saramago?

Justine a palavra é sua.

3 comentários:

Justine disse...

Clarice, se me desses a fonte de onde foi retirado esse texto, seria bem mais fácil, pois não o conheço. Assim, só posso dizer-te:
- o tema é um dos que preocupou Saramago
- o tipo de reflexão é muito ao género de Saramago
- a forma é diferente, pois o texto tem muita pontuação, enquanto que Saramago não usava pontuação
- o português utilizado é o português do Brasil, não é o português de Portugal sempre utilizado por Saramago
Estou portanto com dúvidas de que esse texto seja escrito por ele. Contudo concordo contigo: é de facto um texto muto interessante.
Beijo e bom fim de semana (aqui está um outono magnífico, de temperaturas amenas e muito sol!)

Clarice disse...

Obrigada, cara Justine, feliz por estares aproveitando um dia magnífico depois de tanto calor. Obrigada pela apreciação do texto. A origem inicial quando se trata de Facebook é impossível. Copiei de uma página que se reportava a outra e assim segue... Um grande abraço e fique bem!

Anônimo disse...

Belo texto Clarice. FALA DE TRAJETÓRIAS E NÃO DO TEMPO. mAS SÃO TANTOS OS CAMINHOS QUE FICA IMPOSSÍVEL GENERALIZAR. cOMO FICA A TRAGETÓRIA DOS REFUGIADOS DO NORTE DA ÁFRICA, ?
sOFRO POR ELES E POR NÓS QUE A TUDO ASSISTIMOS PASSIVAMENTE. bEIJO lê