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30 de out de 2014

Din! Den! Don!

Sem ideias para presentear aquele povo que tem de tudo, ou não quer repetir presente?

Bem, eu aceitaria qualquer pacote cheiroso e gostoso deste site.

Quer ver como ajuda?

Neste ano você dá o moedor. Tem de todo preço, a partir de pouco mais de R$100,00. A família inteira vai gostar.


No próximo Natal, ou aniversário, você dá uma cafeteira francesa. Bonita, prática e impressiona. Pouco mais de R$150,00

Depois de dar a cafeteira ou o moedor nunca mais vai faltar ideia, porque o que tem de café diferente e excelente pra escolher é um abuso! 

Um pacote de café de uma marca que o sujeito ou a sujeita nunca viram, garanto que vai fazer sucesso.

Presta atenção, aí. Falta pouco para aquela correria de final de ano. 









27 de out de 2014

Testado e (a)provado

O menino se nega a comer banana? Aveia nem pensar? O ferro do açúcar mascavo é o bicho?

Lá vai uma receita da Rita Lobo, que acabei de testar e aprovar em grandes bocados. Serve para o café da manhã, aquele lanche da tarde, o café da noite, para aquela visita que vem esperando delicias...

Você vai precisar de

2 bananas maduras grandes ou três médias
1/2 xíc. aveia(farinha, flocos, tanto faz)
1/2 xíc. farinha de trigo branca
1/2 xíc. farinha de trigo integral
1/2 xíc. de açúcar
1/2 xíc. óleo
2 ovos inteiros
1 colher de chá bem cheia de fermento em pó
uma colher de chá bem cheia de canela em pó

Agora minhas dicas:

O importante é que as medidas sejam iguais para todos os ingredientes. O tamanho da xícara pouco importa.
Se quiser que seja mais saudável troque o açúcar branco por demerara ou mascavo. 
Pode usar azeite virgem ou extra-virgem.
Para ficar menos calórico use aquele açúcar de baixa caloria(Magro, Finn, etc). Use quantidade menor de açúcar, que também fica muito bom. Só não pode usar adoçante líquido, certo? 
Não use só farinha de trigo integral para não ficar pesadão.
Invente  moda: coloque castanhas raladas e depois me conte.

Amasse as bananas com um garfo.Tudo na tigela, mexa com uma colher e coloque numa forma de bolo inglês, ou aquela com buraco no meio, enfim o que tiver na sua cozinha, mas não muito baixa para não torrar sua delícia de pão de aveia com banana. Unte antes, claro!

Pouco mais de meia hora de forno(fure com um palito; se sair seco desligue o forno) e ulalá! Acredite, você vai ter que resistir bravamente para não comer mais do que eu comi. Esqueci que tinha a foto por fazer e lá se foi a ponta.


Claro que você tem que provar enquanto está quente. Tem mais alguém aí que gosta de bolinho que acabou de sair do forno?

No dia seguinte continua uma maravilha, mas experimente colocar algumas fatias na torradeira. Mama mia!!!!

Juro que comer fruta e fibra nunca foi tão fácil.

24 de out de 2014

Atopia canina é cruel

Não é que eles tenham consciência de sua aparência, mas em algum lugar do cérebro deles, tem o registro de mudanças, principalmente as que acontecem de repente.

Há vários artigos sobre atopia canina. Deixo sua curiosidade ativa para pesquisar.

Aqui em casa lido com essa doença há quase sete anos. Ela em nada diminuiu a energia ou a alegria e disposição de Sunshine. Somente quando as tentativas de alimentação deram errado e ele quase se esvaia em problemas intestinais, tinha febres altas e tomava muitas picadas de injeção para diminuir seus sintomas. Aí ficava prostrado de dar dó.  Aos poucos, com testes de laboratório e por eliminação de alimentos, fomos acertando a dieta e ele come muito bem.

Mas a doença é cruel com a aparência deles, pois eles sentem muita coceira, a pele fica extremamente seca, acabam se ferindo de tanto se coçar e mordiscar. Muito hidratante, muito ômega 3  e 6, muitos cuidados, shampoos de todo tipo, complementos alimentares, tudo em vão. Aquela pelagem exuberante vai diminuindo, até pela medicação tópica que é bem agressiva e queima a raiz dos longos pelos.

Que eram assim.

Para dar um pouco de conforto, tosamos um pouco os pelos para que não criassem nós, acertamos o comprimento dos bigodes, desmanchamos e cortamos uma infinidade de bolas de pelos. Ah, clareamos os bigodes com colírio de eufrásia. 
Quem resiste a esses olhinhos negros?

Este ano, em poucos meses, a pelagem desistiu de lutar e ele ficou assim.

Esta semana nos rendemos e deixamos os pelinhos bem rasos, já que o calor está mais amigo. Os hidratantes e cremes chegam mais facilmente à pele.

A reação dele foi radical. Continua comendo, sai para caminhar contra a vontade, com a pele pelada protegida, bem cedinho. Mas desde ontem parou de brincar, só fica deitado, de roupinha de inverno. Ficou friorento de tremer.

Não é de dar dó?

Eles, dizem, também ficam deprimidos. Isso passa em alguns dias. Já aconteceu antes.

Mas para quem está ao lado, é de rachar o coração, não é, não?

17 de out de 2014

Debaixo d'água

Para alegrar e provocar seus olhos e emoções veja essas fotos diferentes.

Explore a página, o site, os links. É um mundo de coisas lindas.

A propósito de fotografias, você sabia que um, digamos, tapado diretor da National Geographic pediu demissão(que bom!), porque há tempos idos, não concordava que a revista passasse a apresentar também fotografias, em lugar de só textos?

Bom final de semana.

5 de out de 2014

Comme il faut

Encosto a cabeça no travesseiro, acendo a luz do abajur, espero o cão acomodar o sono no almofadão, apago a luz e num suspiro lanço um sorriso no escuro.

Tudo está no seu lugar! A casa prendeu o botão, o chão foi varrido das sujeiras acumuladas nesses três dias de ausência. Limpou-se o vômito do gato guloso que roeu a embalagem de ração. O susto com o cheiro da comida azeda do cão passou depois que ele encheu a pança, avidamente, com sardinha misturada com farinha de rosca(o que  a mãe da criatividade nos obriga a inventar!). A gata cirurgiada(se não existia isso passa a existir agora) saiu de seu triste isolamento na gaiola do veterinário, onde ficou por três noites, pobrezinha, para não apanhar do gato gulosão. Um pano molhado limpa mal e rapidamente a trilha onde passa o senhor bispo. 

Enquanto o filho avisa a esposa que chegamos depois de vencer um “puta engarrafamento” eu nem sei para que lado virar e dar conta de tantas coisas a fazer antes de considerar que este voltará a ser o meu ninho e de meus patudinhos.

Há menos de duas horas eu estava ansiosa esperando a liberação. Agora pareço uma faxineira cansada e mal treinada, contratada às pressas. Uma banana mastigada sem medo para que o vazio não cause nova crise(vade retro!). Lixo que foi largado no meio da pia, louça sem lavar nem guardar, chinelo atravessado no tapete, trapos e panos dos bichos esticados como bandeiras protestando contra o abandono. Nessas horas a lista de prioridades se define.

O primeiro a lançar sua incontida saudação foi o cão, que de repente descobriu que nada disso de abandono: Ela voltou!!!! Subir pelo ombro ou lamber o rosto? Oferecer a orelha ou deitar de barriguinha? Braços e abraços desenrolados e só depois de um banho purificador e simbólico eu me dou o direito de sentar e comer, decentemente, alguma coisa. Nada na geladeira que eu pudesse comer. CREMOSO, disse o poderoso doutor, separando as sílabas e VOLTE SEMPRE QUE QUISER, disse alto ao sair. Pelo menos temos humor.

Reconhecer a forma da cama, a textura da fronha, o cheirinho de suas roupas que nada tem de antisséptico, acomodar-se sem medo de cair da cama. Eu confesso, aquelas camas são altas demais, são estreitas demais. Cada vez que eu me viro nelas sinto o medo subir pelos quadris. Parece que meus joelhos vão crescendo e vou parecer batata podre caída no chão. Como dormir com aqueles travesseiros que escorregam debaixo de sua nuca, não param debaixo de sua orelha, não afundam com o peso de sua cabeça? Como dormir com aquela rotina de leva e traz coisas a cada quarto, a cada quarto de hora?

Agora tudo está no seu lugar. Reconheço o estado de graça por ter superado mais uma e estar em casa, saída de mais um pesadelo. Apenas quatorze dias depois de enterrar a mãe, saio à procura de socorro para ir ao hospital, dobrada de dores. Velhas inimigas desde a cirurgia em 2003. Aprendi a fingir que estou num teatro e que em breve a apresentação vai terminar. Não diminui a dor, mas ajuda na passagem dos dias, que deveriam ser dois e viraram três. Aprendi a fazer o que é possível a distância e deixar o resto para consertar, se possível. Isso mantém a pressão estável e não assusta o doutor.

Então, hoje estou em casa outra vez. Apago os dias que me tiraram daqui. O gato disputa uma ponta de cobertor(sim, voltamos aos 14 graus). O cachorrinho dorme cansado de esperar por mim e de barriguinha cheia. O cobertorzinho mal se mexe, tamanho o cansaço da espera. Resmungo baixinho, com a garganta ainda raspando por ter ficado três dias sem comer nem beber absolutamente necas: What a wonderful world e fecho os olhos. 

É preciso sempre reconhecer o estado de felicidade e aplicar o que repassei a uma das enfermeiras: encontre sempre um motivo por dia para comemorar.

VIVA! Estou em casa.

Hoje, um dia depois da volta, estico esse texto jackkerouackiano na telinha e encerro o capítulo.


Uma voz que vem do ombro esquerdo, cochicha debochada: Então, porque você não conseguiu dormir essa noite, hein espertinha?