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28 de jan de 2014

Chega de cheiro

Quem nunca pegou na mão um pincel(eu quase escrevi brocha) e brincou de pintar alguma coisa, que comece agora! Ou quem nunca teve uma arteiro ao seu lado depois de pintar uma porta ou um cadeira em casa, que fosse?

O duro é suportar aquele cheiro horroroso de solvente pra tirar os respingos de tinta, que só ficam charmosos em filmes.

Então foi assim que eu descobri uma alternativa sem cheiro. Saí do banho depois de fazer umas artes com tinta a óleo nessa sauna em que estamos neste mês e, imagine se eu não havia esquecido uma lambuzada da mais pura cor de nogueira no meio da perna. 

Como eu pretendia dormir sem aquele mau cheiro, fui buscando entre os neurônios, algum coisa que não fosse o solvente. 

Hum... Óleo de cozinha tira manchas de piche da praia, que são basicamente feitas de petróleo, de onde provavelmente vem as tintas. 

Lá do fundo do armário do banheiro salta o glorioso óleo mineral.

Tiro e queda! Bom até para algum restinho que fique nos dedos, embaixo das unhas. 

Nunca mais aquele cheirinho que não desgruda.

A foto veio daqui.

21 de jan de 2014

Fogo na praia

O helicóptero passou às duas da tarde e se foi. O fogo continuou fechando a paisagem, enchendo tudo de fumaça. 
Depois de sete horas fechada em casa, chega, finalmente, o barriga d'água, que vai e volta do mar. Já contei mais de trinta viagens. 



Desculpem a falta de qualidade do videozinho. A maquineta é um fió de simples. As marteladas saíram muito bem  :D

Mais notícias e fotos profissionais, aqui.

Talvez amanhã os pássaros voltem a voar e cantar. Mas muitos perderam seus ninhos e casas, com certeza.

Quem precisa de brinquedo novo?

Pois...

Você tira um tempo e fica clicando em sites e mais sites, à procura de preços e artigos que convençam seus bichinhos a brincar longe de seu colo.

Aí, eles escolhem...isto!


Aproveito caixas grandes, abro janelas e reforço a parte de cima com uma fita adesiva. Eles treinam picote para reciclagem e fazem a caixa ficar na sua casa por meses. Serve de casinha, de cama, de esconderijo. Custo quase zero!

Põe na sacada, tira da sacada, põe na sacada...

Essa da foto está servindo a bicharada desde antes do Natal.

15 de jan de 2014

Com merda na cabeça

Caso 1

Os jovens saem de uma festa e um deles resolve "brincar" de assaltante de carro. Errou o alvo e deu de cara com um motorista armado, que acertou o alvo.

Caso 2

Depois de dois anos nos EUA, o panaca resolve testar a segurança da empresa aérea e manda mensagens com ameaça de bomba.

Caso 3

A mãe do menino, que parece ter sido morto pelo padastro, viciado e ciumento, vai para a cadeia por omissão. Sabia do risco que os filhos corriam com esse desqualificado dentro de casa. Hã???? Daria pra escrever um livro. 

Detalhe: O outro filho é do padrasto e tem menos de um ano. Agora fica sem pai nem mãe. 

Caso 4 

A menina Maria Clara, seis anos, morre com mais de noventa por cento do corpo queimado. Foi assada viva. O animal jogou combustível na mãe e nas meninas dentro do ônibus e ateou fogo.

Detalhe mórbido: Um dia antes, a mãe de um dos animais, que obedeciam ordens vindas de um presídio, recebeu um telefonema, gravado pela polícia, avisando que não usasse ônibus no dia seguinte.

Tem alguém aí que possa esclarecer por que essa mãe não foi presa por cumplicidade?

Cada dia o esforço para manter a emoção cristalina aumenta. Ou você dispersa e vira hipócrita ou arrebenta a cabeça na parece.

2 de jan de 2014

A hora de dar uma clareada

Nem pense naquelas promessas de sempre. Faça hoje, ou quem sabe amanhã, uma limpezinha no seu copritcho. Afinal, só não comeu nem bebeu além da conta quem perdeu a festa, não é?

Assim:

Um litro de água numa vasilha que vai para o fogão.
Ferveu? Coloque de uma vez cabelo de milho(peça pro feirante), um belo maço de salsa e outro de funcho.

Desligue o fogo, tampe a vasilha, espere uns 10 minutos, coe e passe o dia bebendo.

Pode colocar na geladeira, mas nada de açúcar, nem mel, nem melado, nem adoçante. É pra limpar não pra sujar, minha filha, meu filho!

Com esse calor é bem provável que você beba até mais de um litro.

Nos trinques pra enfrentar o final de semana.

Importante: Nunca use chá feito no dia anterior. 



Cansada disso

E ai? Mudou alguma coisa de ontem pra hoje? 

Passada a ressaca...

O ser humano é tão programável, tão permeável. Difícil não deixar transparecer essa alegria programada de horas e depois, cara, o que vem depois?

Fiquei um dia inteiro sem telefone. Último dia do ano. Só acesso tv por internet, que vem por telefone, porque a SKY, essa joia, demora mais de uma semana pra substituir um controle remoto. Então, fiquei sem Tv, sem telefone, sem conexão. Nada de fogos. Só os daqui. Muitos.

Nada de reveillon de rotina. Fiz o meu. Debaixo de chuva. Comi um porquinho e chupei umas uvas.  Champanhe atrás da orelha. A romã me espera no refrigerador. A onda me carrega.

Hoje acordei, a conexão voltou, vi os mesmos fogos de dez anos seguidos e as notícias continuam as mesmas. Controle remoto chega em 7 dias.

Quando aprendi a filosofar, mal sabia dessa armadilha que é estar consciente da hipocrisia, da mesmice, da enganação. E de cair nela pra fazer sentido. No dia seguinte recolhem setenta toneladas de lixo só numa praia.

Melhor comemorar quando o sol bate no olho, de manhã, enquanto leva o cãozinho pra fazer xixi, pra ter certeza de que vem mais um dia por aí. Limpo. O resto é evolução da humanidade. 

Henry Thoreau e sua Pandora. O ano que finda sempre é uma praga a ser abandonada. Que venha a peste de Camus no próximo ano, certo? Que apague da história esses mandantes coreanos, sírios, brasileiros, israelenses, russos, sudaneses, americanos, paquistaneses, afegãos, caramba, quantos!... Assim o mundo será..., ai! ai! sei não. Quando se pensa que não pode ser pior, surge uma dilminha medíocre e nos bota na cesta do pão e circo.

Na geladeira o champanhe choca esperando um motivo.

Enquanto isso eu amanheço e comemoro a vida. Simples assim. Sem tv, sem conexão, sem telefone.