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31 de dez de 2013

Se olhar bem, o coração é só uma represa

Crônica de uma velha história regurgitada

Eu lembro que chorei todas as noites, todas, durante quase seis meses. Por saber que aquele homem não era real, não dizia o amor que eu esperava, apesar das palavras bonitas. Quem não gostaria de ouvir um homem dizendo que se rasgasse suas veias  delas sairia meu sangue?

Chorei durante seis meses. Todas as noites. Sozinha. Antes e depois dele ligar da delegacia às três horas da manhã pra contar que haviam roubado o carro. O que isso se ligava a nós? O choro. Só o choro.

Eu chorei todas as noites. Durante meses sem fim. Depois de interromper o banho e escutar no telefone que o filho drogado havia avançado contra o pai da namorada, mãe de sua neta. Eu escorregava palavras de ânimo, de consolo, porque era o dia dos pais e você sofria.

Você sofria e eu chorava. Durante meses que nunca acabavam.

Chorei de solidariedade quando a filha descobriu-se grávida e precisou ser internada porque a hemorragia provocada por droga ilícita escancarou que nada ia bem nessa desunião ainda mal resolvida.

Chorei por noites de calor e de inverno, Acordava no meio da noite soluçando. Com a alma sábia, que só tem mulheres que amam sem medida.

E por isso eu não chorei quando o encanto se quebrou e você tirou a fantasia. Não consegui salvar uma lágrima daquela enchente noturna. Nenhuma. O coração estava seco. De tanto me entregar.

Assim eu me salvei. Porque soube seis meses antes que o horizonte não existia. Que era hora de me resgatar e diminuir o volume de tua importância.

Eu sempre soube ser precoce. Foi o que me salvou de você.

24 de dez de 2013

Ainda dá tempo

Ainda dá tempo de fazer ou deixar de fazer alguma coisa que você goste ou desgoste muito, antes de repensar propósitos. Nem que seja amontoar a louça na pia, ou dar uma banana pra seriedade. Que tal cantar o mais alto que puder e dar um susto na vizinhança, hein? Nossa, já estou rindo antes mesmo de me ouvir.

Faça o que tem vontade, que esse negócio de esperar a melhor ocasião, ó! 

Não vivem dizendo que alguém lhe deu a vida? pois então, use. Ela é sua.

Pare de se prometer coisas. Apenas tire a bunda da cadeira e comece. Plateia muda sempre, então mande todos pra aquele lugar e viva sua vida, não a dos outros. Agrade a você mesmo. Só se sente feliz quem tem um pouco de egoísmo. Até caridade é egoísta, acredite. Então não se sinta mal por se agradar. Ou vai esperar até que seus ossos não aguentem o peso de tanto arrependimento por não ter feito isso e aquilo?

Um dia "a indesejada das gentes" chega pra todos.Não adianta fingir. Não somos eternos e esperar que alguém nos faça feliz é um engano sem tamanho. Só somos felizes por momentos e se nos permitirmos. 

Sinta-se feliz! Comece agora.



16 de dez de 2013

Coisinhas assim sem importância

O dia que eu parar de rir de miudezas, de besteirinhas, será porque perdi a graça geral. 

Entrevista no programa do Jô. O entrevistado contou as gafes dos outros no rádio e algumas da Tv. Adoro isso!

A risada escancarou quando veio a da CBN. Pra quem não conhece é a rádio que só tem informação, nada de música. Números  e mais números entre entrevistas e jornal.

Imagine você ouvindo taxa disso e daquilo, cotação do dólar, bolsa que subiu tanto por cento, índice que variou e aquela enfiada de índices que nos atormentam e dirigem nossa vida. Depois de uma lista imensa, o cansado radialista finaliza a numerística, muito sério, com essa:

Em Brasília, três horas e trinta e três por cento!

Que foi? Não riu? Seu sem graça.

14 de dez de 2013

Quer moleza com sabor?

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Se você é do tipo que tem cuidado com sua saúde, mas tem uma preguiça doida de lavar, descascar e guardar frutas, é só botar a boca na caixinha!


Vai lá e descubra que tem amostras grátis para quem tem site ou blog.

Yam!!!

11 de dez de 2013

Qual é o seu?


Nooossa! Eu tenho uma listinha, mas na família e em Seara é/era Bugra, por conta da pele morena e nariz arrebitado. 

Conta a lenda que um tio me viu no berço e lascou em sonoro italiano, a frase que definiria esse apelido: Parece mesmo uma bugrinha ! (Grazzie, tio Beppi.)

Outros apelidos foram aparecendo ao longo da estrada: Clara, Cacá, Crara, Clá, Clarinha, Bugrinha, Sisse, Tati. 

E o seu qual é? Tem mais de um? Conte  sem medo.

5 de dez de 2013

Que Homem!

Poucas pessoas me causaram emoção na vida política. Eu reverencio este, que foi exemplo de um homem de verdade e me emociona com sua partida.

Como faz falta que olhem para a verdade calma e persistente desse homem, em busca de um sonho coletivo, apesar do sofrimento. Que bem sempre fez esse sorriso aberto, apesar de tanta dor acumulada.

Qual brasileiro ou não, seria capaz de mais de duas décadas de trabalhos forçados e sair com a alma leve, usando sua força para o bem comum e não para revanche ou para o próprio benefício.

Vá em paz, homem ilustre de verdade. Vá em paz.

Neve na sua janela

Esta é uma época que começam a chegar balaios de mensagens do tipo final de ano, aquela mesmice enfadonha. 

Se você quiser arriscar uma diferente sobre o mesmo tema e que pode até encantar alguma criança escondida atrás da janela, clica aqui e manda pra seus amigos. Ou não. 

Na hora de escrever o endereço, siga a ordem:
número, rua, bairro, cidade.


Vá buscar seus esquis. Vai nevar! 


Bonitinha essa, Lê!