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30 de out de 2013

Doces ou travessuras?

Para brincar no dia das bruxas, sem comer doces, entre aqui.

Para outras ideias passe por aqui.
Minha sugestão é colocar um cheirinho dentro delas e guardar nos armários durante o ano.

29 de out de 2013

Amores flutuantes

Por definição seriam perfeitos. Como o sentimento. Mas faltam hastes mais longas para que se espalhem além de vasos e jardins.




Por esta razão flutuam. Como os sentimentos. Como forma de cumprirem seu papel.

Os da foto foram colhidos esta semana, colocados assim em uma tigela d'água, em plena primavera, coisa que espanta quem sabe que são flores de inverno. 

Por via das dúvidas, sem crer muito em sentimentos fora de época, na minha mesa, se não enfeitarem, viram salada.

A julgar pelos termômetros, que hoje marcaram 13 graus Celsius, as flores flutuarão e estarão na minha salada até dezembro.



25 de out de 2013

A cegueira da Espanha

Algumas coisas simplesmente não cabem na minha compreensão. Essa crise despachada feito foguete pelos USA pelo mundo afora e estimulada pelo bloco europeu tem provocado algumas coisinhas bem curiosas. Para dizer o mínimo sem ofender.

Os brasileiros tem gasto horrores no exterior. Em Setembro foram dois bilhões e seiscentos milhões de reais. Viajam, compram, passeiam e passeiam. Os USA de olho messes milhões de dólares (gastos pelos compatriotas desta que não tem viajado), abriram as portas e portões dos aeroportos, facilitam visto, etcetera e tal. Bem verdade que enquanto isso escutam o que não devem, mas recolhem para seus cofrinhos essa grana desejada e comemoram.

Assim, fica difícil de entender o comportamento empedrado há muito pelo governo e autoridades da Espanha, que criam problemas até para ingresso de estudantes. Criam constrangimentos pessoais e internacionais e se negam a coletar os dólares que os brasileiros, deslumbrados ou não, gastariam em seus restaurantes e lojas, teatros, hotéis e até no que já caiu de moda.

O que foi? Não querem a grana brasileira por teimosia, ou já levaram tudo o que queriam em séculos passados?

A imagem é a de um cego à beira do precipício negando-se a segurar a mão de quem tem uma escada.

21 de out de 2013

Com vocês...Lola!

Chegou a nova moradora. Uma escaminha tartaruga de mais ou menos dois anos. Dengosa, carente e fofa.

Ela e outros 39 gatos moravam num galpão fechado e escuro, vítimas de um colecionador de animais, problema psicológico mais frequente do que se imagina. 

Lola(que chegou como Maria Antonieta) está ainda em fase de adaptação. O contato visual com os outros dois gatos foi um show de efeitos sonoros.

O relações públicas da casa chora na porta do quartinho até eu liberar a entrada. Eles se conhecem há dois dias, mas já criaram conexão.
Parece muito interessado no cheiro da ração dela.

Ela esfrega o focinho nele.

Depois volta pra toca, sob o olhar atento do cavalheiro. 

Se você mora na Grande Florianópolis, entre neste site e veja se pode encontrar um cantinho para um dos gatos na sua casa ou na casa de algum amigo. São todos castrados.

É um caso tão sério, que foi preciso acionar a justiça para retirar os animais desse colecionador. Mas ele só libera outros animais quando os disponíveis no site forem adotados.

Cabe um no seu coração?



16 de out de 2013

Convite

Mesmo que você já tenha ido até o final do blog e olhado algumas da fotos do que me cerca, quero convidar para conhecer um caminho diferente.




15 de out de 2013

A Música

Conforme está no post aí embaixo, esta é a música do filme Antes da Meia-noite.

Você escolhe se quer ouvir ao vivo com um arranjo de arrepiar.

Solta a voz, Haris Alexiou!



Ou gravado em estúdio e postado com belas paisagens da Grécia.

For a Tango

All my money I'd give for one tango
and one touch from you under the table
Casually looking around me
For your hand playing on my bare neck
All my money I'd give for one night
for romantic figures on the dance floor
everyone else pushed aside by the fire
that our bodies will be sending out to the treble vista
All my money I'd give for one harm
that will turn your logic inside out.
Our lives need craze and gusto
if you want to find the gates of paradise.
One woman, one man, and one God
a God to mark us with a one romance
That I may give you kisses in the candle's light
taking the things that the mind may forbid.
Por um Tango


Todo o meu dinheiro eu daria por um tango
e um toque seu debaixo da mesa
Casualmente olhando em minha volta.
Por sua mão tocando no meu pescoço nu

Todo o meu dinheiro eu daria por uma noite

por figuras românticas na pista de dança
todos os outros deixados de lado pelo fogo
que nossos corpos estarão enviando para quem nos olha

Todo o meu dinheiro eu daria por um risco

que irá jogar fora sua lógica.
Nossas vidas precisam de loucura e sabor
Se você quiser encontrar os portões do paraíso.

Uma mulher, um homem e um deus,

um deus que nos marca com um romance.
Para que eu possa dar-lhe beijos à luz de velas
tomando as coisas que a mente pode proibir.


As traduções, sabe como são. Então, se quiser acompanhar a linda voz cantando em grego, é só começar. 


Gia ena Tango

Ta lefta mou ola dino gia ena tango
ki ena aggigma sou kato apo to trapezi
Adiafora trigiro mou na koito
Sto gimno laimo mou to heri sou na paizei
Ta lefta mou ola dino gia mia vradia
gia romantikes figoures pano stin pista
Na paramerizoun oloi apo ti fotia
pou tha stelnei to kormi mas sto prima vista
Ta lefta mou ola dino gia mia zimia
pou tha kanei ano kato tin logiki sou
thelei trela i zoi mas kai nostimia
ama thes na vreis tis piles tou paradeisou
Mia ginaika enas antras ki enas theos
enas erotas theos na mas simadevei
Na sou dino ta filia ston kerion to fos
kai na pairno avta pou o nous as apagorevei.

Vai dizer que não arrepiou?


12 de out de 2013

Para ver em casa ou pegar na locadora

Duas sugestões de filmes.

Antes da Meia Noite - Primeiro fiquei encantada com os diálogos, que levam a outros pensamentos, sem serem pretensiosos.

Quando o filme terminou, a música que  ouvi enquanto desfilavam caracteres simplesmente me prendeu. No próximo post tem a música com vídeo e tradução.

O verão do Skylab - Cenas que só acontecem em qualquer família! Leve, divertido e bom pra ficar com pena quando o filme termina.

Por coincidência a atriz principal é a mesma do filme anterior. Delicioso filme.

Para assistir é só clicar nos títulos e escolher como quer ver. 

Dicas- Se aparecerem algumas janelas de propaganda vá fechando e aproveite! Para evitar os pulinhos das imagens baixe um bom trecho antes de começar a assistir.

7 de out de 2013

A idade do gato

Estou preparando o ninho para uma adoção e no caminho encontrei esta tabela da idade dos gatos comparada à dos humanos. Já conhecia?

(Penélope quando adolescente)
Se você mora na região do anúncio, espia como tem miaus precisando de um colinho.

3 de out de 2013

De um cantinho bem guardado

- Foi ele!

Era  o dedo que apontava quem havia provocado, fez arte, interrompeu a brincadeira, roubou um pedaço de lanche. De repente a gargalhada. Aberta, franca. Esbudegada, como se dizia por lá.

Não sabia falar baixo. As professoras reclamavam. Eu, que tinha menos idade, passava por ele desconfiada, quieta, para não virar alvo de suas brincadeiras. Não, não eram maldosas, eram coisa de guri aprontão. Gurizão pra ser sincera. Gordinho, bem além de gordinho. Pesadão para a idade. Que idade? Talvez doze anos. Eu tinha talvez uns sete ou oito.

- Maximino, para com isso!

Ele sufocava o riso, mas os olhos brilhavam ainda por algum tempo. Suor escorrendo pela testa depois do recreio. Não sabia ficar quieto por muito tempo debaixo daqueles cabelos negros encaracolados.

Um dia os ouvidos captaram o motivo sussurrado dele ter desaparecido das brincadeiras. Um nome de doença impronunciável. Condenatória. Entre nossos dias de criança, de repente alguém comentava sobre o tratamento em São Paulo. Minha cabeça dizia que se foi pra tão longe era coisa ruim. Nunca tive coragem pra dizer o que pensava e a tristeza que sentia por ele. Pra ninguém. 

Então entrei na fila de alunos que foram se despedir de Maximino. Muita gente foi. A sala ficou pequena e passei mais rápido do que desejava. Queria ver para onde fora a alegria de Maximino, o olhar de Maximino. O suor de Maximino. O riso de Maximino.

Só vi a palidez. Só vi silêncio. Um silêncio de criança colhida cedo demais. Guardei as duas imagens dele. A que fora e a que sobrara. E silenciei a dor pela perda da alegria. 

De vez em quando remexo nessa lembrança. 
Adolescente, senti vontade de me aproximar dos pais dele e dizer o quanto eu sentia pela perda deles, mas minha timidez não me deixava ir além de encontrar nos olhos deles uma tristeza funda, escura, sem fim. Uma dor com segredos. Imagine a dor de um pai vir de São Paulo com o filho inerte e silente, deitado no banco de trás do carro, porque o dinheiro era quase nada, não dava pra pagar a coisa legal. Corpo coberto para o caso de a polícia, sabe lá no que daria. Assim voltou pra casa, Maximino.

Aqui essa dor de criança guardada por quase cinquenta anos. Quem tinha tempo pra ouvir uma criança sofrendo?

E finalmente vem o choro. Talvez por ele. Talvez por mim. Choro breve, para não apagar a gargalhada de Maximino.

2 de out de 2013

Para encantar você

Procure na grade de programação de sua televisão e não perca esta semana o documentário Walachai. Veja um trechinho no site.
Foto de divulgação do filme
Juro que senti a frescura da pilha de folhas mandioca, que enchiam a carroça puxada por Pintado e Bugre. Tia Olga nos empoleirava sobre elas, quando íamos passar uns dias de roça nas férias.

Você vai sentir saudade até do que não viveu. 

Repare o cara enchendo um fusca de legumes e verduras. Quer mais singeleza do que isto? Flores plantadas na beira das estradas apenas para enfeitar o caminho. Há quanto tempo você não vê isso?

Para quem mora na redondeza, a comunidade fica a 100Km de Porto Alegre. Que vontade de fazer as malas!

Procure no oráculo e veja mais fotos, se não conseguir ver o filme.

Aqui o link para assistir no Youtube, por obra de Neu: 
https://www.youtube.com/watch?v=SCtbvwALUig

Ai, que não te aguento!

Que aporrinhação esse tal de Linkedin.

Nem encerrando a conta param de encher a paciência de uma aposentada, sem interesses profissionais de ninguém.

Para com iusso! Deixa diusso!