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28 de dez de 2011

Para não pagar mico

Seja no reveillon ou em qualquer ocasião, é muito fácil fugir do mico  que alguns pagam ao abrir uma garrafa de espumante.

Depois de retirar a proteção de arame que cerca a rolha, se você não tiver sacarrolhas específico para esse tipo de bebida, não fique cutucando e empurrando a rolha com a ponta do dedão. Além de ser ridícula aquela mímica toda, que mais parece alguém com cólicas intestinais, você ainda poderá  machucar alguém, ou quebrar algum objeto quando a rolha sair.  

Coloque um guardanapo(pode ser de papel) ou pano limpo sobre a rolha (já livre da proteção de arame, não esqueça!), segure a garrafa com uma das mãos e com a outra gire a rolha, firmemente, no sentido anti-horário. A rolha sai fácil e fica na sua mão.

Deixe para  profissionais de verdade aquela façanha de abrir a garrafa com uma espada. Isso só impressiona se você não começar o ano com uma das mãos decepada, caquinhos de vidro no chão ou dentro da garrafa.

Para preservar o sabor do vinho de que é feita a bebida, nada de sair escorrendo ou esguichando espuma. Deixe isso para quem esteja comemorando a chegada ao pódio.

Segure a taça pela haste para conservar a temperatura.

Espumante não é refrigerante. Não beba de estômago vazio. Beba aos poucos e não exagere para não dar espetáculo logo no primeiro dia do ano. Tome água entre uma taça e outra, quando chegar em casa e ao acordar para não ter ressaca.

Se beber uma taça que seja, entregue as chaves do carro a alguém que não bebeu(se morar em Porto Alegre, chame o Mauro). No Brasil agora é crime dirigir depois de beber.
Saúde a todos!!!!

27 de dez de 2011

E lá se vai 2011

Obrigada a quem teve a paciência de me acompanhar em 2011.

Obrigada por me concederem a chance de ler e ver palavras e imagens, que me ajudaram a fazer desse ano um período de serenidade e alegria, reflexão e crescimento.
(Nascer do sol na praia da Joaquina- 1975)

Tomara que em todos os dias do novo tempo a paz nos permita estar juntos novamente e que possamos conceder ao tempo seu papel. Que o sol sempre anuncie coisas boas.

Desejo que todos possam construir um ano novo muito bom e que tenham consciência dos momentos felizes.

Cuidado com os desejos de virada de ano, que eles podem se concretizar, viram?

23 de dez de 2011

Sonho de consumo

Não sei por que chamaram isto de boy's toys. Mas eu quero um.


Veja  o que ele faz.

Imagine dois gatos e um cachorrinho atrás disso.

21 de dez de 2011

Mareada com essa pressa

Não sou muito adepta da urgência de se viver. Não carrego essa ansiedade de ver tudo e não perder nenhum detalhe. Posso, no máximo, ter urgência de ver assuntos resolvidos, flores que floresçam, dores que passem, horários cumpridos. Pessoas ansiosas me perturbam, incomodam. Cansam mentalmente.

Não consigo carregar as horas do dia como se fosse obrigação não deixar nenhum segundo em branco. Não tenho que. Muito mais frequentemente preciso de.

Perderia o rumo e acabaria maluca se vivesse cada dia como se fosse o último, embora tenha consciência aguda dessa finitude desde a correria para o hospital há alguns anos.

Cada dia inicia um novo ano e cada gesto é o mais possível intenso, mas sem muito planejamento. Também não me preocupa saber o que farão com minhas caixinhas de lembranças depois que eu terminar meu tempo. Mesmo que leiam os bilhetes de amor de várias origens e minhas poesias todas, nunca saberão o que elas realmente significaram. Por isso não há apego. O que é meu carrego comigo.
(Clique para aumentar)
Pertenço mais, atualmente, ao time que se dá ao luxo de parar no meio do caminho apenas pra ver uma onda quebrando, um pássaro disputando uns centímetros de um fio elétrico, uma nuvem mudando de forma, um bichinho crescendo, uma criança que me arregala os olhos com tanto progresso, um final de tarde lilás, respirar profundamente para absorver a paisagem.

Todavia, de repente me dou conta de que existe uma certa urgência em reter a paisagem que encanta meus olhos e faz meu espírito vibrar quando abro a janela pela manhã.  A construção está na altura dos meus olhos e a vontade de manter alguma privacidade me fez borrifar tinta nas vidraças. Tinta verde. E o verde fica lá fora.

Essa urgência me expõe e exige revisão de certezas, impõe limites que me incomodam.

Enquanto isso, lá fora os morros continuam lindos, o ceu está num tom de azul feliz, a areia continua sendo pisada e o sol amorena peles sem se importar com minha vã filosofia.

A fotografia foi feita há algum tempo, mas ainda é possível pegar essa paisagem assim vazia fora da temporada de farofeiros.

19 de dez de 2011

Não tem mais jeito!

Agora você só tem duas semanas para cumprir as promessas de virada de ano. 

16 de dez de 2011

Qual é a sua?


Frases Originais de um Fim de Ano
Mário Prata

FELIZ NATAL!
Próspero Ano Novo.
Tudo de bom para você em 94.
Passei na vitrine, olhei, achei a tua cara.
Tinha certeza que era você o meu amigo-secreto.
No ano que vem vou fazer regime.
Imagine, não precisava se preocupar.
Coube direitinho.
Pode trocar, se não servir.
Só isso, pai?
Nossa, como este ano passou rápido.
Não tinha o seu número, infelizmente.
Foi um ano difícil.
Vai ser o ano do tetra.
Deus te ouça.
Saúde pra dar e vender!
Olha só o que eu ganhei.
Nossa, como eles cresceram!
Discurso, discurso!
Não sei como agradecer.
Juro que eu não esperava isso.
No ano que vem vou parar de fumar.
Gente, tou completamente bêbado.
Este peru é Sadia?
Alguém viu o quebra-nozes?
Meu, que ressaca!
Você viu a pobreza do presente que o chefe me deu?
Juro que nunca mais bebo. De estômago vazio.
No ano que vem eu passo, mãe.
Esse verão vai ser de matar.
Que horas são? Já?
Alguém viu o meu filho por aí?
Se você não for bonzinho, no ano que vem o Papai Noel não vem.
Quem foi que sentou no bolo?
Onde foi que você comprou esse uísque? Sei não.
Pior que 93 não vai ser.
Quem vai buscar mais cerveja?
O meu presente sumiu! O meu presente sumiu!
O médico disse que você não pode beber, vó.
Quem foi que vomitou na escada?
Isso que é vinho!
Hoje é Natal, conversa com o seu irmão, meu filho.
Vamos rezar agora. Todo mundo de mãos dadas.
Que horas que é a São Silvestre mesmo?
Pior é que. no ano que vem, o Natal e o Ano Novo caem no domingo.
O pessoal tá fumando lá no banheiro de cima.
Alguém tem uma Bic aí?
Me disseram que não foi hoje que Jesus nasceu.
O shopping estava assim de gente.
E os preços, então?
Gente, acabou o uísque.
Estou morrendo de sono.
Quando é que cai o carnaval?
Puxa, não te via desde o ano passado.
As crianças estão passando com a mãe.
Vai pra onde?
Cadê o balde de gelo?
O que eu não agüento são essas musiquinhas.
É melhor você não ir guiando, meu filho.
Se você continuar guiando assim, eu desço.
Não desce não, que é você quem está guiando.
Boa noite.
Feliz Natal.
Me passa o celular.
Próspero Ano Novo!

A acentuação tremas e afins foram mantidos como no original, de 1993
Para ler mais textos de Mário Prata entre aqui.

15 de dez de 2011

Memória atávica?

Uma cena recente me levou a uma caverna onde homens e mulheres com medo de raios e trovões pediam, apavorados, que o que quer que fosse que estivesse mandando aquelas coisas apavorantes parasse com aquilo. Era preciso proteger seus pares e descendentes.

O quadro seguinte era de vestais e templos com ofertas para agradecer privilégios e pedir mais favores, perdão e clemência.

Os quadros seguintes são fáceis de desenhar? Os pedidos se transformaram em negociação(se você me der eu te agradeço: eu te dou, eu te prometo e você me favorece com propaganda).

Aí vejo minha mãe, aterrorizada com uma tempestade, queimando galhos de plantas bentas, para que aquele horror passasse. Em um fogão a lenha, com chapa de ferro. Se as folhas queimadas não agradassem a quem estava comandando os raios, talvez um deles, atraídos pelo ferro tivesse mudado a história e a fé de quem estava ao redor dele.

Gestos e atitudes que se repetem sem o menor bom senso, sem questionamentos, sem usar as faculdades tão brilhantes do cérebro.

Por que apenas não admirar o universo, sentir a grandeza do amor entre pessoas e compartilhá-lo? Por que é preciso negociar, convencer, se esse pretenso ser é onisciente, bondoso, generoso, onipotente? Será que nem mesmo nessa teoria do divino existe justiça e igualdade? Só merece quem se ajoelhar, quem se humilhar, quem me louvar? Ini, duni, té...você ganha, ele não.

A próxima cena é de centenas de ônibus com pessoas que precisam estar em determinado lugar para suplicar, louvar, agradecer, contradizendo a onisciência desse ser que tudo vê e ouve, mas que ainda precisa de marketing e construções. Lugares onde há vendilhões, que seriam açoitados, se qualquer um dos tantos messias de AC e de DC por lá aparecesse.

Tão frágeis os seres humanos, tão necessitados de recompensas a perder de vista!

A propósito: turismo religioso mata!

14 de dez de 2011

Oha o que você comeu, menina!

- Hummm... E as sementes de maracujá são tão sensíveis assim?
- Não. É que demoram até 50 dias pra germinar.
- Nossa! Isso tudo?
- E, sim!
- E as abóboras, por que será que tenho visto tantas flores caindo? Será que estou regando demais?
- Não, não tem a ver com água. Acontece que existem flores fêmeas, que são as que aparecem a partir do caule já com uma bolinha, que serão as futuras abóboras. E há as flores masculinas, que duram poucos dias.
- ??????

A essa altura eu me senti uma idiota. Logo eu que vi tanta aboboreira no fundo do terreno?  Eu que comi tantas flores? Nunca ouvi dizer que eram machos ou fêmeas. Na minha minúscula sabedoria de cada flor nasceria uma abóbora.

Diante de minha falta de resposta, o técnico acrescentou, para me colocar de vez no chão:

- Repare bem as flores. As masculinas tem um apêndice dentro.

Quêêêê????

Fui lá no terraço e conferi.
Tem!


Obs.: Não reparem nos respingos de barro. É que ontem e hoje choveu furiosamente.

11 de dez de 2011

Telhado verde ou vasinho verde?

Pensando em criar um espaço no telhado para plantinhas? As indicadas para seu telhado estão neste site, conforme incidência de sol, região, cuidados, etc. O que você está esperando para entrar nessa moda?

Se você preferir cobrir aquela laje feiosa ou dar novos ares a qualquer espaço, com uma pequena horta ou misturar flores, legumes e temperos, vá em frente! É uma delícia semar, ver brotar, crescer, florir. Algumas plantinhas são bem pouco exigentes e há até as que nem precisam de muito sol.

É muito barato ter temperos frescos, por exemplo. Pode plantar em vasilhas descartadas da cozinha, latas e até( acreditem, que essa eu fiz), naqueles blocos de isopor que protegem produtos e que nunca se sabe o que fazer com eles. Alguns pedaços já estão quase prontos. É só escavar  um pouquinho, fazer furos no fundo(isso é indispensável), encher de terra de boa qualidade, regar cada uma conforme o recomendado e voilà! Eis salsinha, cebolinha, sálvia, rosmanim, tomilho, hortelã(pega em qualquer lugar e não é nada exigente), calêndula, vagem, fava, amaranto, abobrinha, pimentas, tomate-cereja, cravínea(são comestíveis), amor-perfeito(também é comestível).

Se as embalagens parecerem feias, compre alguns pacotes de grampos de roupa, separe as partes e cole ao redor delas. Passe verniz ou tinta colorida e terá  um cachepot de dar inveja. Palitos de picolé, rolhas cortadas, rolinhos de folhas de  revistas, papel adesivo, use a imaginação.

Não desista se não acertar o plantio da primeira vez. Pesquise sobre plantio, cuidados e dicas. Há dezenas de excelentes sites.

Para semear experimente este site. Para comprar sementes ninguém melhor do que eles.


Comece com um vasinho e verá que aos poucos isso te conquista e com muita frequência vira passatempo, terapia e assunto pra muita conversa.

Boa sorte.

N.B.: Para substituir telhados por plantinhas consulte alguém que entenda do assunto.

A foto é de um hospital com telhado verde. Confira aqui.

10 de dez de 2011

Baleias e bichos-da-seda

Preâmbulo

Eu procuro ser ecologicamente, vejamos..., mais ou menos correta.

Inclusive tentamos, meu filho e eu, há uns 20 anos, ficar um mês sem comer carne. Quase entramos em depressão. Era uma tristeza quando se aproximava a hora da refeição. Naquela época não existiam muitas opções e a tal carne vegetal era um troço simplesmente horroroso. Eu procurava criar e variar pratos e sabores, cores e temperos, mas desistimos de comum acordo. Muito felizes pela desistência, diga-se de passagem.

Meu lado humano reconhece que fica bem ao saber que sem a proteína animal nosso cérebro não teria alcançado o desenvolvimento de homo sapiens(nem sempre tão).Talvez o ato de comer carne tenha transformado o ser humano em algo muito desumano, mas eu me perdoo, por cozinhar e comer alimentos com todo o respeito.

CASO

Um belo dia( há muitos anos) descobri que aquela coisa maravilhosa chamada seda vem de um bichinho (coró) que come folhas de amora.É muito bonito ver os criadouros. Haja folha pra tanta boca!

Então pensei: Pelo menos eles compensam a matança das baleias com criação de bichos-da-seda.

O documentário de uma década atrás, mostrou que os casulos são desenrolados em fios depois de colocados em água fervente.

Nunca mais compro nem uso seda. Nunca mais!

Foto daqui

8 de dez de 2011

E em primeiro lugarrrrrr....

Se essa não é a árvore mais criativa não sei o que é.  Onde mais se criaria uma árvore de redes, que são produzidas ali e vendidas em todo lugar?

Saiu do blog da cadeirinha de arruar. Além de ser uma contadora de histórias de primeira, ela nos encanta com as coisas típicas de sua/nossa terra.


6 de dez de 2011

Decoração Natalina com Reciclados

Sem grandes reservas para gastar com decoração de Natal? Prefere não aumentar o lixo de plásticos? Gostaria de decoração que não se importa com sol e chuva?  Quer que sua decoração vá para a reciclagem em Janeiro?


Não importa o motivo. Neste site mil sugestões com vários materiais.

Explore todos os links e fotos para ver outras ideias. Ainda dá tempo!

Uma penca de abóboras

Ou seria um cacho?

Essa aboboreira cabe em espaços pequenos, porque não rama, não se espalha como a maioria das suas parentes. Numa floreira de um metro cabem três pés. 

É a abóbora papaya, que, pelo óbvio, se parece com o mamão do mesmo nome.
Cresce e dá frutos em menos de um mês. Muitos frutos. As flores são deliciosas se forem fritas envolvidas levemente em ovo e farinha. As abóboras podem ser comidas verdes ou maduras.

Com os quatro pés que tenho na hortinha vai ter abóbora na mesa até enjoar. Nem precisaria dizer que guardarei sementes para sempre.  Nham! Nham! Estão servidos?

5 de dez de 2011

Um velho cheio de recheio

Recebi um vídeo dele e fui pesquisar. Não esse aí embaixo. O do velho ranzinza. O das feministas é imperdível. Não deixe de ver  todos. E morra de rir!




blog também merece visita. Pena que perguntaram se eu estava "afim " de receber  mensagem deles. Não.

1 de dez de 2011

Pra ler de cabo a rabo

Nunca entendi que bicho ou objeto é esse que tem cabo e rabo, mas vamos ao que interessa. De vez em quando eu tento disfarçar o barulho da obra aqui ao lado. Minha mente ocupada consegue baixar o volume das marteladas, gritos, serras e conversas. (Ainda não consegui ignorar o miado ininterrupto de Suki. Mas estou treinando.)

Sai para pescar novidades na rede e achei este post.

Antes de chegar nele li o que estava em outros escritos da moça. Gostei. Marquei como boa colheita e divido com vocês.

Não fiquem só nesse texto. Leiam mais aqui.

30 de nov de 2011

Pão-duro é o porco canne!

Recebi essa piada já umas dez vezes. Na semana passada duas. Hoje chega de novo. Então vou espalhar e comentar o que me inspira essa fama.

A Piada

Una nonna bem italiana ao telefone indica sua moradia ao neto que quer visitá-la com sua nova mulher:
- Quando vocês chegarem no prédio, na porta da  frente tem um grande painel.
Io moro no apartamento 301. Aperte  o botón do interfone com o cotovelo, que io abro a porta. Entrem, o elevadore é à direita. Aperta o tré com o cotovelo.
Quando vocês saírem do elevadore, mio apartamento é nas esquerda.
Com o cotovelo, apertem a campainha. Tcherto?
- Vó,  parece fácil, mas... por que tenho que apertar todos esses botões  com o cotovelo?"
- Máaaaah que!!!!!!!!  Dio mio!!!!!  Tão vindo de mão vazia?????
(Essa escrita italiana é pior do que a minha.)


A piada é bem velhinha e falsa. Italiano nunca chega de mão vazia e nunca sai de mão vazia. A barriga sempre sai cheia, porque família de italiano quando se visita mastiga o dia inteiro. É coisa de louco! Se for a casa da mãe então, fica perguntando se quer comer isto ou aquilo a cada 15 minutos. Vocês não fazem ideia do que é um grande casamento de colonos italianos. Três dias comendo sem parar.

Eu aprendi e pratico essa lei de generosidade italiana desde cedo, quando minha mãe saía pra visitar as comadres. Era um ritual isso de procurar o que levar. A visitada morria de vergonha se não arranjasse alguma coisa pra retribuir. Imagine deixar a visita sair de mão abanando. Não demorava dois dias e ela aparecia pra retribuir com qualquer coisa. Geralmente comida, frutas, legumes, uma sobremesa.

Italiano tem fama de pão-duro, mas é mais econômico que pão-duro, porque veio da Itália durante a 2ª guerra e passou muita fome aqui no Brasil antes de começar a plantar e colher. Uma polenta tinha que durar 3 dias e todos os 12 filhos olhavam pro salame pendurado no teto... e comiam polenta. hahahaha!

Havia um costume muito bonito, que começou essa troca de pequenos presentes, sempre comidas, que levavam aos visitados. É que quando sabiam que uma família estava passando necessidade, faziam o que se chama de filó, que é a visita noturna. Lá na Itália já era assim. Era um jeito de ajudar sem humilhar o necessitado. Italiano é orgulhoso e pra aceitar caridade, pensa que é assim é? Às vezes era só visita mesmo, pra ouvir o rádio, cantar as velhas canções italianas, conversar, conversar e conversar. Os donos da casa morrendo de sono, criançada pequena chorando, uma gargalhada enfeitando a conversa.

A volta era debaixo da luz da lua, de madrugada, criançada arrastando as pernas cansadas.

Tive a sorte de participar de várias dessas visitas em Seara, na minha infância. Nos antigamentes eles andavam muitos e muitos quilômetros. No meu caso eram visitas de amizade, gente da vizinhança próxima, que se reunia na casa de alguém a convite ou de combinação. Tenho muitas lembranças de caminhar numa noite limpa, céu cheio de estrelas e muitas vezes frio de rachar.

As visitas, os filós, coincidiam com uma farta pescaria ou caçada(quando a palavra ecologia nem existia ainda), ou época de melancia, ou um  bello brodo no inverno, um porco que virava torresmo, copa, salame,...

Os próprios descendentes faziam piada entre si dessa fama de pãodurismo. Meu tio por parte de pai, que morava na velha casa dos nonos, repetia sempre que íamos visitá-lo: Come! Come! Depois não vai chegá em casa e contá pra mãe que passô fome, é! E descolava um sorriso maroto, porque sabia que a mesa era mais que farta.

Os cheiros de comida da roça, que começavam no café da manhã são inesquecíveis até hoje.

Italiano é assim. Enche a barriga de quem chega e as cabeças de seus descendentes de lindas lembranças.

29 de nov de 2011

Que Glória!

No final deste texto vem um suspiro.

Estar feliz é isso. Estar em paz é isso.


Essa paz antecedeu a partida de seu grande(em todos os sentidos) companheiro
Tobias. 

28 de nov de 2011

Erva Daninha

Alguns já nascem maus, de má índole, com as raízes fincadas bem fundo na maldade. Desde o berço são ranhetas, teimosos, rudes desde a infância, odiosos desde a adolescência. Tramam, aprontam, mentem, maltratam. Quando se transformam em bandos não há lógica nem bom senso que os segure.

O que eu afirmo desde sempre agora a psiquiatria vem desenrolando e confirma. Não nascemos tábulas rasas para que o ambiente e as circunstãncias nos moldem. Não, absolutamente. Alguns brotam de espinheiros e viram pessoas amistosas, generosas: outros nascem em jardins e são carentes de uma parte neural, ou seja o que for que lhes falte ou que tenham a mais, e não perdem a chance de demonstrar sua mesquinhez e maldade.

Hoje seria dia de um texto brilhante de uma amiga, que teve momentos de paz antes de ver seu amigo cão partir, mas há algo em minha mente que não sossega e precisa ser desembrulhado, compartilhado.

Um motorista aposentado, 59 anos, continua a trabalhar para conseguir sobreviver. Passa mal ao volante do ônibus e bate em um carro estacionado em frente a um local onde havia um baile funk(eu detesto isso, me permitam dizer).  Uma passageira puxa o freio de mão e consegue parar o ônibus.

O que faz a turba enraivecida ao perceber o ocorrido? Procura socorrer o motorista e depois acionar o seguro, cobrar do dono da empresa os prejuízos? Se alguns não tivessem nascido com a raiz da pura maldade, sim. Mas eles se juntam e espancam o homem. O freio se solta durante o espancamento e o ônibus desgovernado bate em mais carros.

Ainda não decidiram se o homem morreu do mal súbito ou do espancamento.

Virá a lei com suas artimanhas e defenderá essas ervas daninhas, imputando-lhes insanidade. Que não servirá para deixá-los apodrecer numa cela, mas para livrá-los, a fim de que perpetuem através de seu exemplo, mais maldade.

26 de nov de 2011

Recomendo para o final de semana


Quem está acostumado a ver essa dupla em filmes de ação e policiais vai  ficar boquiaberto com a interpretação deles  neste filme . Não que seja duvidosa qualidade de ambos, mas  é um show de expressão, entonação, timing, ritmo.  Você tem a impressão de estar no teatro.

Os diálogos são uma outra aula. É o tipo de filme para se ver mais de uma vez e filosofar a respeito das convicções que cada um deles defende. Cada frase deles poderia gerar uma palestra. 

Nenhuma superprodução, nenhum efeito especial, nem cenários luxuosos ou figurinos milionários. Dois homens expondo suas razões, suas convicções, sua vida, seus medos, seu desespero, seu ódio, seu amor, suas crenças, suas descrenças.

Será difícil achar quem tem razão sobre qualquer um dos assuntos abordados, isso eu aposto!

24 de nov de 2011

União Europeia


Reparem que há respingos suficientes para todos os continentes e países.
Se um deles resolver se sacudir ou sair do poleiro...

Recebi de Lê, sem identificação de autoria.

Não resolve, ajuda.

Pode chamar de apelação


Dez atitudes que valorizam você

Atitudes para você adotar no dia-a-dia e se sair bem com eles. Sem machismo. Não se trata de mudar sua vida só para agradar os moços, mas de ficar de bem com você mesma e, como consequência, atrair gente bacana.

1. Sorria, meu bem, sorria!
Homens adoram mulheres de bem com a vida. Aliás, todo mundo gosta de gente de bem com a vida, que sabe sorrir e tem talento para perceber o lado bom das situações. Esse deveria ser nosso exercício mais frequente. Ter dias de mau humor é um direito adquirido (ainda mais para nós, que somos regidas pelos hormônios), mas aproveite esses dias pra ler um livro ou assistir TV em casa. Ficar reclamando do sapato (que está apertado), do trânsito (que está parado), da sua chefe (que também estava na TPM hoje) afugenta qualquer um.

2. Invista em você
Mostrar interesse pelas coisas que ele faz (e por ele, consequentemente) é importante, mas ser ativa, levar sua própria vida, se atualizar e ter seus próprios interesses é mais ainda. Está sobrando tempo? Ótimo. Aproveite para fazer um curso novo, planejar uma viagem (mesmo que você não possa fazer agora), começar um hobby. Indo de casa para o trabalho e vice-versa, você não vai ter muito assunto para conversar com ele. Além de tornar sua vida muito sem graça.

3. Não reclame dos homens (na frente deles!)
Fazer pose de encalhada nem pensar. Com o déficit masculino no mercado é comum encontrar mulheres dizendo que se desiludiram e já se conformaram com o posto de titia. Tudo bem falar isso entre amigas, é divertido, mas anunciar por aí que desistiu do sexo masculino é assinar atestado de solteirona. Nenhum homem vai apostar no que ninguém quis até agora. Mesmo porque a gente sabe que tanta convicção só dura até a próxima tentativa...

4. Mantenha seus amigos
Se vocês acabaram de se conhecer ou se já estão se encontrando há um tempo, não importa. Continue saindo, viajando e se encontrando com os seus amigos. Isso fortalece a auto-estima, garante sua dose diária de afeto e a diversão no final de semana. De vez em quando, faça questão de programas exclusivos com eles. É um sinal positivo de independência. Mostra que, quando seu futuro par quiser jogar futebol à noite, você não vai ficar ligando toda hora para saber a que horas vão se encontrar. Mesmo que você nunca tenha pensado em fazer isso, homens têm horror a essa postura.

5. Seja você mesma   
Não tenha medo de dizer o que pensa. Inventar uma personalidade para agradar os homens só vai atrair gente que não tem nada a ver com você. Abaixar a cabeça para tudo e adotar uma atitude submissa também é uma fria. Os homens admiram mulheres autênticas. Isso não quer dizer que você tem que brigar por suas ideias, mas que deve ser sincera. Ou seu admirador pode descobrir mais tarde que você não é bem quem ele estava pensando.

6. Conserve o mistério
Preste atenção: essa atitude não contradiz a anterior. Manter um certo mistério a respeito de você e de sua vida estimula os homens a tentar descobrir mais. Ser autêntica não significa descrever sua vida e sua rotina para o rapaz e dá para unir mistério e autenticidade numa boa. É só não contar, por exemplo, tudo o que você fez a cada minuto no final de semana na praia com seus amigos. Mesmo que não tenha acontecido nada demais, ele vai tentar imaginar o que rolou. E isso cria um ciuminho saudável.

7. Paquere, mas mantenha a classe
Paquerar é ótimo, mas se você está há tempos de olho nele, o rapaz já deve ter percebido. Assediar um homem abertamente e de uma maneira agressiva só vai fazer ele perder o respeito por você. É triste, mas é a real. Se você quer dar o primeiro passo, faça com classe e criatividade. Um amigo contou que estava em um bar da moda com os amigos e uma garota sorriu para ele e o chamou. "Quando eu cheguei até ela, ela olhou assustada e me disse: 'Desculpe, mas não chamei ninguém!' Dei risada e percebi que ela tinha conseguido o que queria: já estávamos lá, conversando"

8. Jogue o jogo da sedução
Aquele jogo do bate e depois assopra funciona. Se ele está quase na sua, de vez em quando jogue um charme e depois saia em retirada. Mas tudo tem limite. Não vá enlouquecer o moço e sair correndo no minuto seguinte. Mas experimente lançar olhares mal-intencionados ou dar pistas que você está a fim dele no meio da conversa. Com certeza ele vai ficar pensando nisso por um tempo depois de você ter ido embora.

9. Vaidade é fundamental
Mantenha-se em dia com a manicure, escolha uma roupa legal, dê sempre um jeito nos cabelos, mesmo que seja para ir ao escritório em que você trabalha há anos. Quem vê uma mulher assim conclui que, no mínimo, ela está de bem com sua aparência (até você gosta de se olhar quando está assim, não é?). Mas faça isso sempre. Se ele te conheceu em uma boate e gostou do que viu, nada de aparecer de gata borralheira quando ele for a sua casa no sábado. Não há interesse que resista.

10. Deixe claro que ele foi o escolhido
Quando vocês finalmente ficarem juntos, mostre que para ficar com ele você procurou, analisou e selecionou o melhor. É uma massagem para o ego e não alimenta a tal insegurança masculina com essas mulheres tão liberadas. Em contrapartida, ele vai concluir que, depois de tudo isso, você é mesmo uma mulher especial e vai sentir que estar ao seu lado é o máximo.

Guardo esse texto há muito tempo e não tenho referência de autoria.

21 de nov de 2011

Dia de quê?

Descubro com atraso, o que não me espanta, que no dia 1º de Novembro comemorou-se o Dia Internacional do Homem.

Mas o que é meninos? Nem vocês fizeram festa?

Com  o feriadão em vista eles nem repararam no motivo a mais pra se vangloriar disso e daquilo.

Que bom que vocês são assim tão tão, o que nos faz parecer ainda melhores.

Um beijo, meninos! Ano que vem os cumprimentos serão pontuais.
________________________________________
Hoje comemora-se o Dia da Liberdade, da Homeopatia , da Televisão e das Saudações. Então sinta-se livre para tomar um remedinho homeopático em frente à televisão e bye, bye!

Para saber o que mais se comemora hoje, clique aqui e esqueça o relógio.

20 de nov de 2011

Tal e qual

Desde que esse rapazinho com essa carinha de inocente chegou ...

cenas como essas fazem parte da rotina. 



A diferença é que eu sei quem provocou os desastres.

18 de nov de 2011

16 de nov de 2011

A prática é melhor do que a gramática

A professora de língua portuguesa deu como tarefa a crianças,  que fizessem contato via internet e marcassem encontro com pedófilos, para que a polícia os prendesse.

Alerta para pais e responsáveis por crianças e adolescentes: conversem, questionem, olhem os cadernos e livros deles, ensinem, vigiem, participem da vida escolar deles, mantenham o computador em lugar de circulação de adultos, não no quarto deles. Bloqueiem sites. Instalem software de vigilância.

Para a professora:

Gostaria de sugerir que ela faça ponto na Avenida São João por algumas noites, para que a polícia prenda os gigilôs e fregueses. Que tal, desmiolada?

14 de nov de 2011

Direto de Portugal

 Tomo emprestado o texto de Mário Prata. É preciso ler com sutac.


RECEBO, de Lisboa, da minha boa amiga e cantora lírica Luiza Sawaya, um bilhete com um dicionário hilário, desta vez escrito pelos próprios portugueses. Diz Luiza: "Envio esta toalha do Movies Café (ali no novo Saldanha. Ficou excelente.) para você saborear o nascente senso de humor português. Estão a melhoraire."
Portanto o que segue é coisa de português mesmo.
''Facto: o inglês é a língua mais usada no cinema. Outro facto: poucos portugueses sabem falar bem inglês. Mais um facto: o Movies interessa-se muito por línguas. Consequência: tomem lá suas lições de inglês.
Can—Subs. Para se dirigir a uma pessoa. Can vem lá?
Can't—Adj. Muito usado no verão. Estava um dia can't e abafado.
Year—Subs. Acto ou ação de partir. Tive que year emborar
Beat—Verb. Expressão muito usada no norte. Beat ontem na festa.
Eye—Subs. Expressão de indignação. Eye que assim não pode ser.
Feel—Verb. Pequena corda. Feel dental.
Ice—Subs. Expressão de desejo. Ice ela quisesse...
Vase—Subs. Expressão de ordenação. Um de cada vase, por favor!
So so—Subs. Personagem bíblica. So so e Dalila.
Dark — Verb. Expressão popular. Mais vale dark receber.
Dick—Subs. Expressão amorosa. Dick vale a pena viver sem ti!
Read—Subs. Muito usada na pesca. Para mim, tudo o que vem à read, é peixe.
Jack—Subs. Acto de acomodação. Jack estamos aqui, vamos comer.
Floor—Subs. Expressão de rejeição. Ele não é floor que se cheire.
Loose—Subs. Acto de desligar. Fecha a loose, que já é tarde.
Light—Subs. Substância nutritiva. Olhe, eu queria um copo de light, se faz favor.
Say—Verb. Dúvida filosófica. Eu só say que nada say.
Machine—Verb. Acto de pensar. Machine só, fui aumentado!
Mad—Verb. Máxima antiga. Um homem não se mad aos palmos.
Suck—Subs. Muito popular no Brasil. Não enche o suck!
Rave — Subs. Expressão de indignação. Irritou-se tanto que fiquei cheio de rave!
Hype—Subs. Ingrediente de cozinha. Não te esqueças de juntar hype na sopa.
Cool— Subs. Parte do corpo humano. Se não te calas, levas um pontapé no cool!
Dig—Verb. Tomar uma atitude. Eu geralmente dig tudo o que tenho para dizer.
Crash —Verb. Expressão de ameaça. Crash e aparece!
Movies—Verb. Expressão de movimento. Pára! E não te movies!
Steve—Verb. Eu steve para ir, mas não fui. Estava a chuveire."
Mário Prata-Estado de São Paulo 11/05/1994


10 de nov de 2011

Com laço de fita de cetim

Isto é um presente para você.

Por favor, clique sobre o retângulo no cantinho esquerdo da barra inferior para ver em tela cheia.

7 de nov de 2011

Direto de uma Kombi

Você diria que um cara que se enfia numa Kombi e anda pelo país(de São Paulo até o Oiapoque) é doido de pedra? Pois esse tal de Antonio Lino, que é um cara bem assuntado, fez essa loucura. Tirou fotos sem parar, entrou em muitas roubadas, acidentes e tudo mais, escreveu um livro sobre a viagem(inclusive  sobre os cafundós dele), tem blog, tem muitas coisas. E tem este mapa  Que é uma viagem!

Assim por acaso ele tem também uma galeria de fotos de outros continentes e países. Explore.

4 de nov de 2011

A Mala

Meu pai tinha uma mala do tempo em que prestou serviço militar(lá pelos 1900 e poucos). De madeira. No centro da tampa uma plaquinha de metal com o nome dele. Nos cantos reforços de metal, que era melhor manter longe das canelas quando se carregava. (Essa da foto é igualzinha. Só falta a plaquinha com o nome.)
Eu olhava aquela mala e pensava em como deveria ter sido especial  para a família enorme e pobre arranjar uma mala que se prestasse ao que dela se pedia e, ainda mais, resistir até o término do serviço militar. Pois durou mais, muito mais que os dois anos de sabe-se lá que serviços além de cuidar do cavalo do comandante.
Entrou ano, saiu ano, nascidos os filhos todos, um belo dia aquela mala fez o trajeto que me levou ao internato, em 1965. 
A rotina de chegada consistia, entre outras coisas, em abrir a mala e colocar seu conteúdo, muito bem distribuído, primeiro sobre a cama (gente, quanta cama!) e depois no armário e criado mudo. A ordem era tanta que eu não sei como não desenvolvi  TOC.
Mas não pensem que foi só chegar, abrir a mala e descobrir o número de meu armário entre centenas. Não. Havia um cerimonial que servia para que as mais antigas moradoras descobrissem muita coisa sobre quem chegava. O conteúdo da mala dizia tudo.
Pois daquela vez quebraram a cara, porque eu apareci...com uma mala de madeira! Quem liga para o que tem dentro de uma mala de madeira? Elas perguntavam: Mas é de madeira mesmo? E batiam com os nós dos dedos para confirmar.
Qualquer novidade vira mofo depois de um tempo e ninguém mais ligava para a tal mala de madeira, que uma ou duas vezes por ano enchia a barriguinha e fazia o trajeto de volta para casa e de novo para o colégio. Ela sempre resistiu bem aos solavancos e curvas da antiga estrada entre Seara e Concórdia. Já havia resistido por décadas desde que meu pai a usara. Uns quilômetros a mais, ora quem se importa?
Até que chegou o dia em que a adolescente (tão tímida que morria de medo de chamar a atenção na rua, fosse por qual motivo fosse, mesmo por arrastar o calçado), virou atração na avenida, enquanto corria para a rodoviária, debaixo de um sol de rachar coco. Por causa da mala, claro.
Há coisas que morrem sem explicação e jamais saberei por que cargas d’água aquela mala tão bem fechada com trinco, tão leve das pouquíssimas roupas, tão bem segura pela alça de metal, simplesmente escancarou e desabou o conteúdo todo em plena calçada.
Em segundos que pareceram eternos e que eu jamais esquecerei, meus braços e mãos viraram geléia diante da tarefa de recolher meias bem enroladas, que sem grande esforço foram o mais longe  possível de mim. Sem falar daquelas roupas que jamais se mostra a ninguém, como um soutien, que estava tão escondidinho, um pacote de absorvente que aguardava para ser inaugurado, calcinhas... que horror!
Não. Ninguém me ajudou. Eu era só uma daquelas juvenistas de saia comprida, que havia deixado cair a roupa da mala. Uma adolescente como outra qualquer. Com uma diferença. Tinha uma mala de madeira, que agora carregava uma bagunça em seu interior. Pendurada na sua alça uma pessoa que quase flutuava de tanta vergonha, mas que ainda precisava correr para alcançar o único ônibus do dia.
No mundo da adolescência basta virar a esquina e o que passou, passou. Assim passaram-se anos, as malas agora eram maiores, de couro ou imitação e seguiam para os caminhos do Rio Grande do Sul, depois para o Paraná e, finalmente, para Floripa.
Passaram-se mais de 40 anos dessa vergonha indescritível, antes que eu contasse a história numa  reunião de família, depois de reencontrar a mala. Sim. Ela ainda existe. Agora como objeto de decoração, cheia de cacarecos. Longe de mim, mas fresquinha na minha memória. 

29 de out de 2011

Cheguei!


SUKI, em japonês quer dizer: o que é amado.

E já foi antes mesmo de entrar em casa, enquanto ainda mamava e crescia um tantinho mais. Hoje completa 50 dias.

Por enquanto parece que tem mais orelhas do que focinho. E se esconde na toca o mais que pode. 

Sinta-se em casa, Suki!

Lá vem mais um!

Salve-se quem puder!


Do Chile vem  mais uma ameaça de poeira. Olha  a notícia aqui.
Por enquanto temos ventania. Que vem justo do sul.
Mas logo agora que as sementes germinaram? 
Clique sobre a foto para aumentar

A foto do vulcão Hudson veio daqui.

27 de out de 2011

Bom dia! Boa tarde! Boa noite!

Quando eu era criança e até quase a adolescência, cada vez que botava a cara
fora de casa olhava para todos os lados e não era por curiosidade, não! Era mesmo para dar conta de cumprimentar a todos os que via. Eu achava que se deixasse passar um daqueles tantos colonos que meu pai conhecia, eu receberia uma bela bronca. Era preciso esquecer a timidez e praticar sem descanso. Que trabalheira era aquilo!

Via minha mãe fazer um aceno, ou falar um bom dia em voz alta, e nem desconfiava que essa atitude tinha alguma coisa a ver com as crianças de quem ela era ou fora professora. Imagine não cumprimentar a professora de seus filhos, a vizinha, a comadre! 

Se ela fazia, melhor copiar, antes da bronca. Era bom dia e boa tarde que só acabava com o fim da calçada ou na porta de casa. Sorte minha a cidade ser pequena e que nem sempre eu precisava ir além de umas três ou quatro quadras para o que quer que fosse.

Aos domingos a coisa ficava mais complicada. Dia de ir à missa com a família. Sim, aos domingos era coisa séria! Eu não dava conta de me fazer notar por todos aqueles sisudos de todas as alturas e sotaques, que passavam por meu pai e minha mãe e trocavam algumas palavras ou um “Hop!”,acompanhado de uma mão levantada, o que na língua deles queria dizer “Oi!".  Buongiorno (saía bom giorno)era tão comum quanto “bom dia”. Era mais difícil do que parece, porque nem sempre ouviam meus sinceros cumprimentos. Mas eu me esforçava. E como! Só faltava contar nos dedos a quantos eu havia conseguido me fazer notar!

Depois de adulta comecei a imaginar o que passava pela cabeça daquelas pessoas que viam a filha do Seu Gaitano* e da professora Wilma saudando todo mundo. “Tem algum problema aquela guria dos De Marco? Fica baixando a cabeça para todo mundo, dando bom dia pra todos que passam. Poveretta!!!!”

Aqui na praia eu arrisquei cumprimentar um senhor bem velhinho, que leva a
rede de pesca pra passear todo dia e até puxei uma conversinha sobre o mar, a ressaca e coisa e tal. Depois disso, quando eu passo ele me olha desconfiado. Está certo ele. Até eu reagiria assim. Se um desconhecido me cumprimentar eu "sarto de banda". Ou é assalto ou assédio!


* Não adiantou nada meu nono Ricardo batizá-lo como Caetano. Italiano que se preze fala Gaitano.

25 de out de 2011

Dicas para usar sob o sol

Calor chegando, finalmente, e os primeiros raios brilhantes são uma tentação.

Tomar sol sem proteção é o mesmo que ficar em frente a um de forno de pizza. Afinal a luz do sol é nada mais nada menos que a luz de explosão de gases daquele gigante. Quem vai querer cor em troca de um câncer de pele e rugas, muitas rugas? Portanto, muito, muito protetor solar(passe meia hora antes de ir para o sol, sem esfregar muito), chapéu, boné, juizo e moderação, ou não haverá dermatologista nem oncologista que te salve.

Colhi algumas dicas, no mínimo diferentes e baratas, para quem perdeu o bom senso ou quer diminuir os efeitos do rei sol. Todas vieram do Dr. Oz e quem quiser mais é só clicar aí no link e aproveitar.

1. Para sarar mais rápido das queimaduras do sol coma salmão.

2. Para proteger os olhos do sol, coma muito agrião e outras folhas verdes(isso não dispensa o uso de óculos com proteção UVA e UVB).

3. Para reduzir o risco de queimaduras solares coma pelo menos 10 colheres de tomate por dia. Pode fazer suco, molho, sopa, salada.

4. Para proteger os cabelos-essa vai ser difícil!- coma romã.

No mais, e essa dica é minha, comece agora a comer cenoura, abóbora e outros alimentos com betacaroteno, que o bronzeado acelera. Não exagere a ponto de ficar com a palma das mãos amarelas.

Aproveite a brisa e a paisagem.
Essa foto é uma das que estão no final do blogue. Visite.