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24 de jun de 2009

Mentalidade masculina


Ops! Eu adoro homens, mas não há como negar que o cérebro deles foi programado de um modo muito especial.

Analise isto:

O jovem ficara quase 21 dias confinado(se é que ficar numa *fazenda daquelas possa ser chamado de confinamento) e, no dia seguinte ao da saída, é informado, num programa ao vivo, sobre algumas das coisas que aconteceram aqui fora naquele período.

Uma expressão de genuíno espanto, horror e compaixão se seguiu à notícia de que o avião da Air France havia caído no Atlântico com mais de 200 pessoas a bordo. O apresentador estava concluindo a informação, dizendo que havia muitos brasileiros no acidente, quando foi interrompido pelo ex-confinado:

- E o Brasil, que ia jogar com a Itália, jogou? Ganhou?

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*Sim, eu estou vendo isso, morrendo de rir com a ignorância daquele povo para com as lidas da roça, conforme já confessei a Mila. Saudade de muitas férias de minha infância!
Aliás, querendo muito morar numa fazendinha daquelas. Sei tratar dos bichos, cozinhar, lavar, ordenhar, arrumar camas, varrer, cuidar da horta, da piscina... Alguém na linha?

A foto veio daqui.

22 de jun de 2009

O pior cego é o que fecha os olhos


Em 22 de junho de 1633, numa sala do convento dominicano de Santa Maria Sopra Minerva, em Roma, encerrou-se um dos episódios mais controvertidos da história: o julgamento de Galileu Galilei pela Santa Inquisição, sua condenação e subsequente renúncia à crença de que a Terra gira em torno do Sol.

Galileu Galilei, físico, astrônomo e matemático, aos 69 anos de idade, foi obrigado a ajoelhar-se perante o Tribunal da Santa Inquisição e a proferir a seguinte abjuração(Um primor de declaração!):

" Eu, Galileu Galilei, filho do falecido Vincenzio Galilei de Florença, com a idade de setenta anos, sendo trazido pessoalmente a julgamento, e ajoelhado diante de vós, Eminentíssimos a Reverendíssimos Lordes Cardeais, Inquisidores Gerais da Comunidade Cristã Universal contra a depravação herética, tendo diante de meus olhos o Sagrado Evangelho que toco com as minhas próprias mãos, juro que sempre acreditei, e, com a ajuda de Deus, acreditarei no futuro, em todo artigo que a Santa Igreja Católica Apostólica Romana mantém, ensina e prega.
Mas por ter sido ordenado, por este Conselho, a, abandonar completamente a falsa opinião que mantém que o Sol é o centro e imóvel, e proibido de manter, defender ou ensinar a referida falsa doutrina de qualquer maneira (...).
Estou desejoso de remover das mentes do nossas Eminências, e de todo Cristão Católico, essa veemente suspeita acertadamente mantida a meu respeito, portanto, com sinceridade de coração e fé genuína, eu abjuro, maldigo e detesto os referidos erros e heresias, e, de modo geral, todos os outros erros e seitas contrários à referida Santa Igreja; e juro que jamais no futuro direi ou asseverarei seja o que for, verbalmente ou por escrito, que possa motivar uma suspeita similar de mim; mas que se eu souber de algum herético, ou de alguém suspeito de heresia, denunciá-lo-ei a este Santo Conselho, ou no Inquisidor ou Ordinário do lugar em que eu esteja.
Juro, mais ainda, e prometo que cumprirei observarei plenamente todas as penitências que a mim tenham sido ou venham a ser impostas por este Santo Conselho. Mas, caso aconteça que eu viole qualquer de minhas promessas, juramentos e protestos citados, eu me sujeito a todas as dores e punições decretadas a promulgadas pelos sagrados cânones e outras constituições gerais e particulares contra delinquentes dessa descrição.
Assim, que Deus me ajude, a Seu Sagrado Evangelho, que eu toco com as minhas próprias mãos; eu, o acima citado Galileu Galilei, abjurei, jurei, prometi e me comprometo como acima; e, em testemunho do que, com a minha própria mão subscrevi o presente escrito de minha abjuração, que eu recitei palavra por palavra."

O julgamento de Galileu, em Roma, ficou marcado por uma especial indulgência, e nunca viria a ser preso. Mas o veredicto foi, mesmo assim, de culpado por ter "mantido e ensinado" a doutrina de Nicolaus Copernicus (1473 - 1543), astrônomo e clérigo polaco.

Ao sair do tribunal, Galileu disse uma frase célebre: "E pur, si Muove!", que traduzida diz, "E contudo, ela se move!". Morreu cego e condenado pela Igreja, longe do convívio público.

Em 1983, 341 anos após a sua morte, a mesma igreja, revendo o processo, decidiu pela sua absolvição.

18 de jun de 2009

Palavra de quem entende da encrenca

A única coisa que me ocorre depois de ler isto é que sobre minha cabeça passam umas vinte aeronaves de todos os tamanhos e tipos, todos os dias.



Um dia desses coloco aqui fotografias dos abusos de alguns helicópteros em treinamento por estas bandas.





Texto de autoria do Comandante (aposentado) da Varig, Manoel Jorge Pahim Dias





" Minha modesta opinião é, no mínimo, pragmática.Aproveitando o "gancho" de opiniões abalizadas de colegas da aviação, temos que encarar,e assumir,que há uma linha de aeronaves ditas de "última geração"que deverá passar por sérias e urgentes reformulações no projeto,a exemplo do que ocorreu com o Comet(que explodia no ar devido ao perfil angular das janelas);Electra(explodia em vôo devido à rebitagem que não resistia à vibração das hélices);Trident e Boeing 727 que tinham deep stall;o "Zarapa"que teve que implantar a quilha porque não saia do parafuso;o Bandeirante que teve que de reestruturar por completo o sistema de compensador do profundor porque a cauda saia em vôo, etc.



A linha recente da Airbus,em várias condições de vôo,sobrepuja,e por vezes chega até a anular qualquer ação de comando proveniente da cabine,o que não deixa de ser um absurdo.Cito um exemplo:uma manobra evasiva anti-colisão será limitada pela não-aceitação de comando brusco. Pelo mesmo viés, o fato dos comandos de vôo serem fly-by-wire totalmente potenciados eletricamente,sem qualquer back-up que não seja o elétrico,simboliza necessarimente que a perda total de energia elétrica redunda inexoravelmente na perda total de atuação nos comandos de vôo!Um exemplo recente ocorreu com o Swissair FLT 111 em 1998,que se estatelou sobre o mar sem qualquer tipo de orientação e comando(maiores detalhes:site
www.jetsite.com.br/acidentes/blackbox).



Até hoje não há uma conclusão definitiva sobre a ocorrência da superposição do comando proveniente do computador de bordo x comando de cabine no acidente com o avião da TAM em Congonhas.Mesmo que se dê razão ao ilustre investigador que afirmou que o recuo das manetes tem que ser total,ao ponto de uma folga de 2 mm simbolizar que o piloto quer arremeter é de um absurdo paralisante,característica de quem não sabe pra' que serve um "curso de manete".




Mas esse acidente foi o 5 ° em circunstâncias idênticas. Várias operadoras,após esse acidente,passaram a incluir no treinamento de simulador o corte do motor quando tal fenômeno vier a ocorrer,ou seja,há um reconhecimento tácito de que o projeto é falho e temerário.



Mas,voltando a nova geração dos Airbus,é bom lembrar que durante o vôo de demonstração inaugural em Fairbourough, a aeronave entrou voando sobre as árvores porque os computadores de bordo não aceitaram o comando dos pilotos .Mais cinco acidentes idênticos ocorreram após esse.Dois incidentes de brusca variação de atitude sem comando da cabine ocorreram no ano passado com Airbus A-330 na Austrália e mais um na Nova Zelândia.




Hoje,04/06/09, já estamos vendo as primeiras manifestações "plantadas" pelo interesse do fabricante ,no sentido de sutilmente colocar na opinião pública a idéia de que os pilotos incorreram em erro ao adentrar em turbulência com velocidade inadequada.Nada mais patético! Qualquer piloto sabe qual a velocidade de penetração em turbulência,quanto mais os colegas de vôo internacional de uma empresa como a Air France!Mesmo que você seja pego de surpresa o ajuste é rápido:motor no "esbarro" pra' pouca velocidade;speed-brake e power off pra velocidade alta.Em segundos você se acerta,não é mesmo?



A propósito,quando saímos para um vôo levamos conosco o folder contendo todas as informações necessárias,incluindo a surface prog e wind aloft prog,ou seja,ninguém vai voar sem saber o que tem pela frente.Seguramente não pode ter sido diferente com os colegas franceses,portanto a pífia imputação de desconhecimento das condições meteorológicas da rota também não pode prosperar.



O AF 447 emitiu 4 wakes antes da queda,com coincidentes 4 minutos de intervalo:o 1° reportando falha elétrica no sistema principal;o 2° reportando a atuação do sistema stand-by operando com restrição nos comandos de vôo(spoilers,yaw damper etc);o 3°informando a perda do sistema de navegação lateral e vertical e,finalmente,o 4°:o mergulho na vertical com despressurização(o que é previsível,pois não há sistema que agüente descida no cone "sustentação zero") .Diante disso conclui-se que em tudo se assemelha ao acidente ocorrido com o Swissair em que a aerovane ficou totalmente desgovernada,sem qualquer tipo de orientação E SEM QUALQUER TIPO DE COMANDO NA CABINE,INCLUINDO POTÊNCIA.



Estamos diante,MAIS UMA VEZ,de um avião projetado por engenheiros que se dizem perfeitos,que acham que pilotos só servem para atrapalhar.Estou de pleno acordo...desde que eles mesmos voem essa máquina,levando a bordo outros tantos! A pergunta que fica:até quando vamos aceitar com passividade voar aviões como esses?Associações e sindicatos não devem temer o poder econômico,principalmente quando há vidas humanas envolvidas. É como penso! "



Texto enviado pela carioquíssima Lê.


Colori algumas frases para ressaltar. As aspas e maiúsculas são do autor.



16 de jun de 2009

Duas Palavrinhas

Tem cara que pede licença pra duas palavrinhas e bota a platéia a dormir. Não é o caso, que eu ando entre ocupada e preguiçosa pra tanto. Então vamos à primeira.

Passarinhos, Árvores e Pernilongos

Recebi de minha querida amiga Lê uns slides que abordam esse curioso assunto. A relação entre essa mania de plantar palmeiras onde passarinho não bota sua casinha de jeito nenhum, que não é bobo, e a invasão de pernilongos em seu quarto.

O texto é lindo e longo, mas eu vou resumir: Quando pensar em plantar alguma coisa, plante árvores e arbustos, trepadeiras, onde passarinhos pousem, cantem, montem seus ninhos, criem seus filhotinhos e...comam muitos insetos!

Chega prá lá, mosquitinho!

Já de meu amigo W. Henrique veio a salvação de quem detesta, como eu, aqueles mosquitinhos que cercam a fruteira sempre que existe alguma banana.

Para que as bananas não atraiam esses chatinhos, tire uma a uma da penca, cortando bem na base, quando ainda estiverem amadurecendo. As pontas ficarão seladas e os mosquitinhos, coitadinhos, irão para a fruteira da vizinha.

9 de jun de 2009

A imaginação e a realidade



Hoje é dia de conferir isto.


O que me faz lembrar de um concurso de uma revista de grande circulação no Brasil, que premiava a melhor idéia científica para o futuro. Quem ganhou foi um sujeito que arriscou que no futuro alguém inventaria vacina contra cárie.


Por mim, nesta semana bastaria que um erro odontológico- leia-se placa de proteção-não tivesse deixado minha boca mais travada que goleiro do Uruguai.


Mastigar, falar e escovar os dentes se transformou num show de contorcionismo.


Ai! Ui! Ui! Ui!

3 de jun de 2009

Só pra chatear

É de praxe que podemos ler e falar palavras estrangeiras como estão escritas. O princípio disto é que não somos obrigados a falar todos os idiomas do mundo. Quem dera! Mas há alguns exageros na mídia, que beiram o ridículo. Quem dá a notícia tem que ter alguma familiaridade com essas línguas mais usadas, tais como o inglês e francês. Ou espanhol. Principalmente nomes repetidos à exaustão.

Já nem critico a locutora brasileira que não sabia ler Telêmaco Borba e lascou um Telem(á)co. Vá lá, que no Brasil devemos ter as maiores esquisitices em matéria de nomes próprios(Wesldey, Pauderley e outras idiotices), todavia não custa ler o texto antes de entrar no ar, pois não? E mesmo que fosse criança quando a tragédia aconteceu, deveria perguntar como se lê Bateau Mouche para não falar Batô Muchê. Por pouco não vira michê.

O que se ouve quando começam campeonatos de tênis na França é de rasgar as vestes e jogar cinza na cabeleira!

Senhores,
Roland Garros é o nome do sujeito homenageado e a regra para nomes próprios é pronunciar o "s" final. No máximo suprima o "d", já que quer engolir letras.

Roger Federer é suíço, sim, e usa o sobrenome de sua ascendência alemã. Nome e sobrenome alemães. Nada de Rogê Federê. Diga R(ó)ger F(é)derer ou F(ê)derer. Não, eu não falo alemão, mas, caramba!, convenhamos que o rapazinho já é famoso há algum tempo.

Isso me faz lembrar a jornalista querendo ser chique e mostrar que sabia falar inglês, direto de Brasília, a elogiar nosso Senador, o respeitadíssimo Pedro Simon, e arrancou um sorriso do próprio, quando mudou seu sobrenome para Saimon.

Mardita enguenorança!

Como diz meu amigo Neu: Não falamos fralda nem frauda. Falamos frarda, pra não errar.