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30 de jun de 2007

OOOOPS!!


Excelentes dicas para quem se preocupa com a segurança dentro de casa. Seja para pessoas com mais de 60 anos, para quem tem alguém idoso em sua casa, seja para quem quer proporcionar segurança para si prórpio, independentemente da idade que tem.

Não fique com essa carinha aí, tipo é cedo demais! As dicas servem para pessoas que querem segurança e conforto dentro de casa, sem correr riscos de acidentes, em qualquer idade!

Se liga, aí, mermão: A maioria dos acidentes dentro de casa acontecem na cozinha e no banheiro.

Você não vai esperar escorregar no tapete e quebrar a perna, ou levar um tombo debaixo do chuveiro para tomar alguma providência,vai?

As dicas são bem específicas, inclusive quanto à altura, tipo e posição dos móveis(camas, fogão, mesas, poltronas, acessos, tomadas, torneiras, tudo).

Interessou? Clique aqui e veja o que pode corrigir e melhorar em sua casa e na casa daquele seu parente que você gosta tanto.

Tem um filão esperando empresários que invistam em móveis para pessoas mais velhas e com necessidades especiais.
A foto veio deste site

27 de jun de 2007

Cante lá!




Por mais que eu insistisse e abrisse uma quase centena de links, não houve jeito de ouvir essa música. Só consegui uma amostrinha com o autor cantando, mas fica tipo olhar pela vitrine uma colher lambuzada de chocolate.

Passei por todos os sites de letras e música, sim, inclusive o Youtube, o site do autor, do cantor, rádios e nada!

Eu cantei muito acompanhando Jair Rodrigues no rádio. Você também?


A canção de Billy Blanco fez parte de um dos festivais da TV(não dá saudade?). Em 1968, segundo li.

Aqui, vai então, a letra inteira dessa epígrafe que coloquei no post aí de baixo. Não tem nada de velha e tem tudo o que se precisa saber para viver bem e de bem com a vida.

Se alguém descobrir como ouvir conte pra nós.

Canto Chorado
(Billy Blanco)
O que dá pra rir dá pra chorar
Questão só de peso e medida
Problema de hora e lugar
Mas tudo são coisas da vida
O que dá pra rir dá pra chorar

No jogo se perde ou se ganha
Caminho que leva, que traz
Trazendo, alegria tamanha
Levando, levou minha paz

Tem gente que ri da desgraça
Duvido que ria da sua
Se alguém escorrega onde passa
Tem riso do povo na rua

Alegre é lugar de chegada
É triste com gente partindo
Tem sempre o adeus da amada
O riso chorado mais lindo

Eu posso cantar meu lamento
Também sei chorar de alegria
As velas no mar querem vento
No porto é melhor calmaria

Somente a palavra "sofrência"
Que em dicionário não tem
Mistura de dor, paciência
Que é riso e que é pranto também

Define o Nordeste que canta
O canto chorado da vida
Reclamam no Sul chuva tanta
Errou de lugar na caída

O que dá pra rir dá pra chorar
Questão só de peso e medida
Problema de hora e lugar
Mas tudo são coisas da vida

O que dá pra rir dá pra chorar

Descubra ou relembre outras músicas desse autor no site oficial dele


26 de jun de 2007

Hora de tomar medidas


"O que dá pra rir dá pra chorar
Questão só de peso e medida..."
(Canto Chorado, de Billy Blanco)


Não é só uma questão de estética.

Mulheres: 89 cm
Homens: 100cm

Se sua cintura passa dessas medidas, você é candidato/candidata a infarto.

Não acredita? Pergunte ao seu médico!
A foto veio deste site interessante

25 de jun de 2007

Apaga a lanterna, tchê!

Sem muitas milongas: quem não viu, terá que esperar muito até ver um jogo como o GRENAL de ontem.

Que jogo! Que gols!

23 de jun de 2007



Quatro anos depois que você deixou de tomar sol perto de mim...



Eu continuo com saudade de você, Sacha...


22 de jun de 2007

Na saúde ou na doença, na cama ou fora dela...

Acompanho esse blogueiro faz algum tempo. Sempre em silêncio. Eu demoro a criar coragem para deixar um comentário no blog do amigo de um amigo.

Hoje tive que pedir vênia para criar o link para esse texto, porque é irresistível. Pode ser hilário ou desesperador, depende de quem o lê e de com quem se dorme. Pode servir a feministas e machistas ferrenhos. Tese de terapeutas? Sim! Tema para debates em família? Sim! Piada no ponto de ônibus. Êpa! Lágrimas depois de um porre? Quem mandou?

Para aprender como é que se escreve um texto do qual é impossível desgrudar. E mesmo quando ele termina, você fica querendo que a história continue.

Reparem que é pura ficção, hein? Que não vá alguém se reconhecer nessas entrelinhas e estragar o final de semana com um suicídio, assassinato, divórcio, votos de celibato eterno, ou começar a desconfiar de tudo, ou melhor, de todas, de todos.

Se bem que...



Psiu! Textos assim tão bons, não demora muito, vão começar a ser retransmitidos por e-mail. Tomara que o nome do autor sempre esteja junto.

20 de jun de 2007

Não exagere nem faça economia


"Manhã de sábado no Mercadão do Produtor, na Avenida Érico Verissimo, em Porto Alegre. Os trovões de chuva causam estrondos, mas o que chama a atenção de quem passa é Francisco Graça dos Santos, o Chico Graça, como é popularmente conhecido. O vozeirão do ex-puxador de samba anuncia as vantagens do consumo da banana e brinca:

- Faz bem à saúde, tem potássio, evita cãibra, é bom para pele e dor no calo...

Servidor público federal aposentado, 57 anos, Chico não poupa simpatia, gentilezas e conversa com quem se aproxima. Em seis anos, perdeu a conta dos convites de clientes para festas de casamento, aniversários e batizados. Lembra nomes de clientes, pergunta pela família, dispensa atenção a todos, arrancando sorrisos até dos mais sisudos. O resultado? Em frente à banca da distribuidora para a qual Chico trabalha, clientes fazem fila e, certamente, não é por causa do preço, praticamente o mesmo da concorrência.

- Não tem segredo, é só trabalhar com bom humor, respeito, educação e sensibilidade - ensina Chico.
(...)"

Você continua lendo aqui=

Ou passa para as dicas aí embaixo( o negrito é meu)


"Para não errar na dose

Confira como agir, segundo indicações de especialistas na área:

> Você não precisa ser um comediante, apenas demonstrar bom humor para trabalhar e resolver problemas. Dificuldades de relacionamento são comuns, por isso procuram-se pessoas com características que facilitem as relações.

> Não se deve confundir alegria com falta de concentração, desrespeito ou ousadia. Por isso, antes de fazer uma brincadeira ou uma piada, tenha certeza de que não irá provocar constrangimento ou aborrecimento.

> Sorrir libera substâncias químicas que trazem sensação de bem-estar. Isso não quer dizer que você tenha de ficar brincando ou falando o tempo todo.

> Existe um limite entre o bom humor construtivo e o destrutivo. O sarcasmo e o preconceito podem vir disfarçados na forma de brincadeiras aparentemente inocentes."

Veja aqui na Folha se tem alguém com distimia convivendo com você ou dormindo no seu travesseiro.
A figurinha da foto veio deste blog de Saturno

18 de jun de 2007

Ora! Vá cortar o seu!


Segundas e quartas-feiras levo Pipoca(o bonitão aí ao lado) para tomar soro. Só vai fazer tratamento dentário depois de colocar em ordem os rins. São 45 minutos na sala de espera da clínica. Ele fica escondido e, rapazinho bem educado, atrás de portas proibidas, comporta-se de dar inveja, segundo a veterinária. Enquanto isso passam bichos de todos os tipos à procura de ajuda, curativos, agrados, banhos, tosas...

Hoje entraram, numa caixa minúscula, menor que uma caixa de sapatos, alguns filhotes de cachorro com poucos dias de vida, para cortar o rabinho. Eu franzi a cara de dó. A recepcionista viu e disse que não dói nada. Dez minutos depois escuto o chorinho, quase um assobio baixinho, de tão sem uso e digo: Se não doesse não chorariam, não é? Ela diz que é melhor fazer enquanto é novinho. Que depois de grande judia. (?!?)

Isso me remete a mães desnaturadas que furam as orelhas da menina com meses de idade, definindo que usará brinco, sim senhora! As minhas são furadas e depois que vi uma criancinha passando por essa violência não solicitada, detestei o que minha mãe fez comigo. Como sentir pena de aplicar injeção e submeter uma criança àquilo? Beira a sadismo, vingança por ter parido.

Os cachorrinhos se calaram, Pipoca saiu do soro, bateu mais um papinho com Summer, o gatão da clínica que reclama quando é fotografado e partimos em direção ao almoço. Por enquanto eu não esqueci do chorinho daqueles indefesos bichinhos. Se fosse para não ter rabo eles já nasceriam sem, ora bolas!


As fotos são minhas.

15 de jun de 2007

Paranóia



Tem alguém espiando você!

Tem alguém olhando, agora mesmo, na sua nuca.
Tem alguém analisando você no escritório.Tem alguém lendo seu currículo, seu perfil.Tem alguém que sabe sua origem.Tem um click que você não vai ouvir enquanto fotografam você na rua, na praia, no prédio, no elevador, nas escadas, no banheiro. E você nunca vai saber quem verá seu rosto, seu corpo, seus passos.Tem um vizinho que espia você de binóculos e você nunca vai saber quem é.Tem um satélite que vê objetos e pessoas lá de cima. Tem câmeras em cada loja que você entra dizendo pra você sorrir.Tem alguém seguindo você no ônibus, no metrô, na rua, no carro.Tem alguém sabendo sua religião, seu estado civil, seu apelido, seu CPF.Tem alguém sabendo quantas dores de cabeça você teve, quantos remédios tomou, quanto você mede, quanto você pesa, o número de sua calça, de sua blusa, dos seus pés.Tem alguém sabendo quanto você retira e quanto você deixa na conta . Qual o seu banco, qual o seu cartão, qual o seu partido.Tem alguém lendo você.Tem alguém que sabe se você sorri na frente do espelho, se você chora antes de dormir.Tem alguém que sabe o que você come e o que você detesta comer.Tem alguém que sente seu cheiro.Tem alguém que sabe seu perfume e quantos dentes você tem.Tem alguém que sabe que você o amou.Tem alguém que pensa que conhece você. Tem alguém que pensa que entende você.Tem alguém que sabe que você não é fiel.Tem alguém que sabe quanto você deve.

Tem alguém que viu você nascer.

Tem alguém que verá você morrer.

O pôster veio deste site

14 de jun de 2007

Boa Viagem!

Leve pouca bagagem e um chapéu. Para tudo o mais que você precisar, use "um sorriso, um abraço, um aperto de mão". Em Tóquio, reverência e cartão de visitas!



Autoria da fotografia: Pablo Rodrigo De Marco(Num cantinho do Pântano do Sul)

13 de jun de 2007

Nem todos os caminhos levam a Roma


Fora aquelas frases lugares-comuns de que é bom experimentar todos os caminhos, etc, eu alegro os olhos e o coração cada vez que me encontro com esse poste.


No próximo post, eu mostro como chegar a Roma.
A foto é minha. Se copiar, cite a autoria/blog.

O que vale divulgar

Cirurgia corretiva para Crianças

O Centro Nacional de Estudos e Projetos - CNEP, juntamente com a ONG TAMIM, estará cadastrando crianças de 0 a 12 anos de idade, comprovadamente de baixa renda, moradoras de qualquer município do estado do Rio de Janeiro, portadoras de deformidades inestéticas diversas (lábio leporino, fenda palatina, cicatrizes, seqüelas de queimaduras, seqüelas de violência, síndromes e outras), durante a Ação Global, para receberem cirurgias corretivas GRATUITAMENTE.

Falar com: Michelle Lima (21) 2223- 8110 Coordenadora de Projetos

Mais informações acesse o site: http://www.cnep.org.br

http://www.grandesencontros.com.br/plasticacriancas.htm

A dica vem da pérola Mara Regina.

10 de jun de 2007

Bom dia! Boa Tarde! Boa Noite!

" Olá, como vai? Eu vou indo. E você, tudo bem?..." (Paulinho da Viola)


Quando eu era criança e até quase a adolescência, cada vez que botava a cara fora de casa olhava para todos os lados e não era só por curiosidade, não! Para dar conta de cumprimentar a todos os que via, porque eu achava que se deixasse passar um daqueles tantos colonos que meu pai conhecia, eu receberia uma bela bronca.

Eu via minha mãe, professora primária, fazer um aceno, ou falar um bom dia em voz alta. Nem desconfiava que essa atitude tinha alguma coisa a ver com as crianças de quem ela era ou fora professora. Imagine não cumprimentar a professora de seus filhos!

Naqueles dias e naquele lugar como tantos daquele tamanho, a escala de importância ou de respeito era mais ou menos esta: prefeito, padre, delegado e professora. Mais tarde intrometeu-se o juiz. Hoje em dia melhor nem fazer lista!

Era bom dia e boa tarde que só acabava com o fim da calçada. Sorte minha a cidade ser pequena e que nem sempre eu precisava ir além de umas três ou quatro quadras para o que quer que fosse.

Aos domingos a coisa ficava mais complicada. Dia de ir à missa com a família. Sim, aos domingos era coisa séria! Eu não dava conta de me fazer notar por todos aqueles sisudos de todas as alturas e sotaques, que passavam por meu pai e minha mãe e trocavam algumas palavras ou um “Hop!”, acompanhado de uma mão levantada, o que na língua deles queria dizer “Oi!. Era mais difícil do que parece, porque eles nem sempre ouviam meus sinceros cumprimentos. Mas eu me esforçava. E como! Só faltava contar nos dedos a quantos eu havia conseguido dar bom dia!

Depois de adulta comecei a imaginar o que passava pela cabeça daquelas pessoas que viam a filha do Gaitano* e da professora Wilma saudando todo mundo. Espero que tenha servido de exemplo para algum filho malcriado e turrão, mas cá pra mim, tenho minhas dúvidas. Acho que estive mais próxima de algum comentário do tipo: Tem algum problema aquela guria dos De Marco? Fica baixando a cabeça para todo mundo, dando bom dia pra todos que passam! Poveretta!



* Não adiantou nada meu nono Ricardo batizá-lo como Caetano. Italiano que se preza fala Gaitano.

Aqui você ouve a música (Eu prefiro com Elis ou com o próprio Paulinho, mas esses dois deram conta do recado)

A figura veio deste renascido blog

7 de jun de 2007

Mande para seu amor!

Clique em mim!

Triste descoberta: Tenho isto guardado há tanto tempo, que esqueci quem mandou.

Update: a dica deste site foi do reclamante Waldemar Henrique. I love You too, my friend!

Vade Retro!


Estava lendo um texto de Mauro Castro, no TAXITRAMAS (25 de maio), poxa, onde estava escondida essa lembrança? Cruz credo!

Sempre fui curiosa no que tange ao misticismo, esoterismo(erotismo, como dizia aquela loira burra fazendo biquinho na TV!), nem que fosse apenas para saber alguma coisa além da viseira de cavalo de padeiro. Cultura não pode ter preconceito. Informar-se sobre alguma coisa não significa aceitar ou condenar. Quem nunca fez aquela fezinha de jogar moeda e flores na passagem do ano nas águas do mar? É por aí! Mas também já vi muito teatro de mulheres de mais de 100 quilos desabando no mar, com chupetas na boca, em estertores nada dignos. Uma lástima!

Chega de conversa e vamos aos fatos:

Quando eu estava morando há bem pouco tempo aqui, fui convencida a ir à presença de uma pessoa que teria uma energia muito especial, que poderia vaticinar algumas bem-aventuranças para mim e meu filho, recém-sabido em mim.

Vamos ver do que se trata, ora, pois!

Na entrada do terreno vi que o profeta seria alguém ligado a charuto e pinga, o que de forma alguma correspondia à minha expectativa. Via de regra, há muito teatro nessas performances e sob a influência de generosas doses de álcool, além de cantar muito bem, eu até sou capaz de dizer a profundidade de todas as cavernas de Marte. Quem vai duvidar? Quem já esteve lá?

Mesmo a contragosto e manifestando de forma nada discreta minha relutância em entrar, deixei-me convencer. Sentei, olhando ao redor à procura de saídas estratégicas. Matuta, mas não de todo burra, né?

Tudo ia bem enquanto o rapaz, já tonto, dava baforadas naquele charuto fétido(nem todo santo garante a qualidade de suas oferendas), e esvaziava um copo generoso de pinga, ao tempo em que resmungava algumas frases, sabe, do tipo que adivinhólogos de todas as partes do mundo dizem sobre felicidade, dinheiro, saúde, sucesso e coisa e tal.

Enquanto ele se dirigia a uma outra pessoa eu fui seguindo as cenas, olhos atentos, tentando não fazer julgamentos apressados, mas já decepcionada, doida de vontade de ir embora, antes que ele chegasse até meu lugar na fila de cadeiras.

À medida que eu percebia o grau da charlatanice, minha benevolência foi virando mau-humor. Meu mau-humor é impossível de disfarçar. Sempre foi. As moças que estavam comigo faziam gestos para eu parar de me mexer e resmungar, mas foi inevitável um final desastroso para o talvez bem intencionado profeta.

No capítulo em que ele se aproximou de mim e me convidou a participar do ritual eu fiz sinal que não com a cabeça. Ele insistiu, ofereceu o copo. Eu disse que não podia beber, estava grávida. Ele persistia na oferta: aquilo não me faria absolutamente mal, porque era a bebida de...e disse um nome que eu jamais vou lembrar, alguma coisa ligada a uma entidade. Eu recusei novamente, com mais veemência. A moça ao meu lado sussurrou:” só finge que bebe!”. Em milionésimos de segundo eu respondi com os olhos: “Encostar a boca num copo que esse babão bebeu? Nunca!”

Quando viu que era inútil, ela disse ao rapaz que eu estava tomando remédios, que não podia beber nada!

O ambiente estava na penumbra como sói(Hã! Hã! Esse verbo só se usa uma vez na vida!) fazer para impressionar as incautas pessoas que buscam consolo, conforto para suas dores e para sabe lá, esconder o pifão do sujeito.

Naquela altura eu já estava com vontade de mandar o cara à pqp e dizer uns desaforos enquanto saía. Vinda do interior há pouco tempo com um estoque de coragem de dar gosto e pronta a defender meu ponto de vista sem qualquer censura, eu faria um escândalo daqueles.

A moça ao meu lado quase suplicando com os olhos, que eu me mantivesse pelo menos indiferente, mas que, pelo amor de D...,não! de Odum, Ogum, Olorum, Iemanjá, não me levantasse, nem falasse nada.

Eu me agüentando, fazendo cada respiração ficar mais barulhenta. Bufando para ser honesta.

Mas não teve escapatória. Assim que o sujeito se aproximou de mim novamente, desssa vez com o charuto, eu vi a saída ali, piscando para mim, irrecusável, irresistível. Deixei que ele se aproximasse, estendesse bem o braço e soltasse as baforadas até que uma alcançou meu rosto. Aí botei a mão na boca, fiz aquele ruído característico de quem vai botar os bofes para fora e saí disparada, acho que pela porta, mas não tenho certeza. E fiquei lá fora, sapateando de raiva e vendo todo mundo sair apressado.

Por alguns minutos elas me xingaram. Que eu não deveria desrespeitar, que não deveria menosprezar o que não conhecia, que tudo o que era usado lá tinha energia para matar qualquer micróbio(Acho que suficiente para me matar junto!). Eu calada, furiosa, bicuda.

Em casa, quando viram o ridículo da coisa, não tiveram outra opção se não a de escangalhar o riso.

-Você acabou com a carreira desse cara! Do jeito que você saiu correndo escada acima(escada?), todo mundo que estava na sala pensou que você tinha visto o capeta.

Como dizem os ciganos: *Me dicas vriardâ de jorpoy, bus ne sino braco. Traduzindo: Estou vestida de lã, mas não sou ovelha. Ou “da boiada não sou boi”.

*Citado em Carmen, de Prosper Mérrimée

Nota curiosa: Meu sobrenome materno é Romani, que na língua cigana, significa cigano, turminha também chegada a vaticínios economicamente lucrativos. Para eles.

A foto veio daqui

5 de jun de 2007

Tatibitati coisa nenhuma!


Esta dica é para crianças. Cedam as cadeiras para seus filhos, sobrinhos, netos, alunos...

Quando eles saírem é bom espiar também, para não ficar com cara de não sei, se eles perguntarem alguma coisa.

Quem mandou a dica foi Mara Regina, uma pessoa muito especial, que além de poeta premiada é terapeuta de crianças com paralisia cerebral. Fazendo uma campanha pessoal em Sorocaba, ela montou uma brinquedoteca não só para as crianças, mas para as famílias delas também.
Sim, tem gente que faz! Obrigada, Pérola!
A foto é minha.

4 de jun de 2007

Mordendo as próprias orelhas


Tudo começou quando ela resolveu fazer uma limpeza geral no teclado. Porque volta e meia alguma tecla negava fogo. Uma vez era um acento, daqui a pouco a exclamação. Não adiantava sacudir, bater nas costinhas, soprar, nem passar o palito com álcool pra remover sujeirinhas e sujeironas. E assim como a tecla desmaiava sem razão, assim também voltava à vida sem qualquer providência. Um dia simplesmente se assanhava e fazia o que nasceu pra fazer.

Então, ela, acostumada a fazer pequenos consertos e a se virar com emergências sem se descabelar-não é verdade que os homens gostam de valorizar os consertinhos que fazem, e também não é verdade que depois de alguns consertos as coisas ficam até piores?- então, ela, como eu ia dizendo, resolveu sacar da caixa de ferramentas a chave certa para desparafusar o teclado.

(Ah, eu adoro quando alguém aparece aqui para um conserto mais complicado e diz assim meio com cara de que vai pedir, com certeza, alguma coisa que eu nem sei o que seja:”A senhora não teria uma chave, sabe, aquela da estrelinha?” E eu apareço com a chave certa, do tamanho certo e ainda digo que não, não é estrelinha, é philips, moço! Quase derrubo o cara da escada!)

Voltando ao teclado, a primeira descoberta dela foi a de que o teclado tem parafusos demais. Alguém deve ganhar para colocar parafusos sem necessidade numa peça tão imprescindível ao progresso da humanidade. (Vire o teclado e concorde comigo. Tem parafusos demais!)

Cuidadosamente, pacientemente, tirou e separou os parafusos por tamanho e memorizou sua colocação. Isso que é organização! É assim que funciona o mundo!

Tirou o fundo, a placa e opa! O que são essas conchinhas de silicone? Resposta imediata: substituem as antigas molinhas! Gostou da novidade e reparou que alguns avessos de teclas não tinham as conchinhas. Hum..! Então é por isso que não adianta tocar nelas, não fazem contato, não podem funcionar. A placa em ordem, “conchinhas” no lugar, hora de girar aquela mais que dúzia de parafusos.

Por que essa F11 tá assim encolhidinha, abaixadinha? “Mas que merda! diz ela.Troquei a tal conchinha de lugar!"

Toca a desparafusar aquela dúzia e meia de novo. Um breve estudo mostra que “quebrar” a linha de contato(aquelas marcas metálicas das placas de plástico)faz o telado inteiro ficar inativo. E algumas teclas não ganham conchinhas porque são o final da linha de contato.

Resolveu deixar o teclado em paz e caminhar. Quem sabe o aumento de oxigênio e a serotonina fazem brotar alguma solução. No meio do caminho ela lembrou que no dia seguinte teria contas para pagar e, a menos que consertasse o teclado, estaria a 50 quilômetros do posto bancário, ou pagaria juros no mês seguinte.

À noite, na maior empolgação, ela retira os parafusos de novo, confere uma a uma as teclas, recoloca as placas com todo o cuidado, torce e torce aquela chave, dá o trabalho por encerrado e abre um sorriso: Agora sim!

PLEC! PLEC! PLEC! PLEC! PLEC! PLEC! PEF! PEF! PEF! TUF!TUF!TUF!FFFFFFFFFffffff!!!!

No dia seguinte, 25 quilômetros depois:

- Moço, por favor, quero um teclado. O mais simples que tiver. Brasileiro. Com cê cedilha, hein?

Ela saiu da loja com um teclado para conectar em porta USB. O outro era mais antiguinho. Mas sabendo que as duas portas USB já estavam comprometidas, levou também uma extensão para portas USB. O hub, rub, rab...o râbio que o parta!

Em todos os dias seguintes:

Se ela quer conexão com Internet e teclado, tem que desligar a impressora.
Se quer teclado e impressora tem que desligar a Internet.
Se quer baixar as fotos da câmera, tem que tirar na moedinha qual dos plugs tira do CPU.
Que está embaixo da mesa.
Que já foi virado de costas para facilitar a tarefa.
Que ela tem que se ajoelhar e enfiar o buzãfã para o alto cada vez que tem que trocar os plugs.

Pelamor! Alguém aí entende de configuração de USB hub?

1 de jun de 2007

E essa, agora!



A médica olhou os exames, correu os dedos pelas linhas. A cada resultado balançava a cabeça afirmativamente, mas de cara séria. Eu já havia lido, claro, mas, e se de repente tivesse deixado escapar algum dado negativo importante? Se a conjunção daqueles números resultasse em alguma coisa pra encher minha prateleira de remédios outra vez?

De cabeça baixa, me espiou pelas sobrancelhas, como se usasse óculos, botou as radiografias no quadro de luz, olhou para os papéis de novo, riu, me encarou:


-Meu Deus! 53 anos e não está nem entrando na menopausa! Se você continuar com esse colesterol tão bom- o bom está ótimo, ótimo, mais de 100, muito bom mesmo... Clarice! Você vai ficar pra semente!

Pois é, amigos: VOCÊS VÃO TER QUE ME ATURAR!

As rugas, quero dizer, a foto, veio deste site



Responda essa!

Ah, você como eu: não resiste a uma pesquisa? Então, entre nesse site, faça o registro(cadastro completinho e guardado a 8 chaves).

Clique aqui

Depois é só aguardar a remessa de questionários, via e-mail, que fazem avaliação de produtos, alguns ainda nem lançados(uma glória saber antes de todo mundo, não?); outros para saber a opinião a respeito das mais diversas coisas(equipamentos, brinquedos, computadores,telefones, câmeras, utilidades domésticas, softwares, comidas...).

E daí? Bem, além de você saber o que está para aparecer no mercado e descobrir algumas coisas sobre seus gostos que nem você sabia, concorre a prêmios, alguns em dinheiro.

Até dia 3 de junho está sendo feita uma pesquisa que tem a ver com um lançamento. Corra, faça o registro e pode ser que ainda dê tempo de concorrer comigo.

(Vrummmmm...Lá vou eu, torcendo para que a greve que rola por aqui não me deixe trancada do outro lado da ponte!)