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30 de jan de 2007

At the end of the rainbow

Sol e chuva
casamento da viúva;
chuva e sol
casamento do espanhol!
Quando eu era criança, ficava imaginando que onde ficava o final do arco-íris as cores eram mais fortes e que as pessoas nem conseguiam abrir os olhos com tanta luz. Depois ouvi dizer que havia um pote de ouro, mas que ninguém conseguia encontrar a "ponta" final do arco-íris, onde ele estava enterrado. Aprendi algumas linhas da canção de Earl Grant(menores de 40 nem puxem da memória!) e cantava até me mandarem calar a boca.
Eu calei, mas segui o arco-íris. Algumas vezes fiquei cega, outras tropecei, às vezes quase desistia de andar. Cavei e algumas vezes pensei ter encontrado o pote de ouro.
O arco de luz e cores me faz e sempre fará sentir as mesmas emoções da infância. Se eu tivesse receio de ser ridícula me conteria, mas eu me engraço, me ilumino, fico feliz! Parece que o coração cresce e dá vontade de dançar. Nem reparo se tem alguém por perto e deixo os olhos arregalarem. O sorriso e o suspiro aparecem ao mesmo tempo.
Arco-íris dura um momento. Só o tempo de fazer alguém feliz.
O pote de ouro são as lembranças. As boas lembranças.
Quem conhecer mais alguma lenda sobre arco-íris, conte aí!
Foto: este eu fotografei ao lado de meu filho, dia 20/01/2007. Quer pote mais cheio de ouro que isso?

26 de jan de 2007

Local de Nascimento: Seara, Santa Catarina

O que faz um lugar especial são as lembranças com que o povoamos.


Quase caindo da foto, à direita, no canto inferior, ficava a casa onde vivi por menos tempo do que o que moro por aqui, mas as boas lembranças vieram comigo.



Quando o motorista chega a essa bifurcação, hoje coberta de asfalto, sabe que terminaram as 3.567 curvas e que não tem mais para onde descer. Ufa!



Se você já comeu embutidos ou carnes SEARA, saiba que tudo começou aqui.
Onde você nasceu?

24 de jan de 2007

Tramas na beira do mar


Por algumas semanas a troca de mensagens parecia comunicação em tempo de guerra. Vamos amanhã. Não vamos mais amanhã, só segunda-feira. Mudanças de planos. Vamos sair às 4:30. Pararemos em Pinhal. Não iremos mais a Pinhal. Estamos na Pinheira, já em Santa Catarina. Alô! Estamos chegando....
Mauro vai postar as peripécias dessa preparação para a viagem e assim vamos saber o outro lado dessa ansiedade.

Finalmente as letras se transformam em calor humano e a família honra esta casa e esta praia com sua presença. É preciso que se diga que eu me policiei para não receber o escritor, mas o pai de Bruninha, o marido de Gilda. Não fosse assim, eu ficaria sem graça como fica qualquer fã perto de um ídolo.

A conversa rolou fácil. A simpatia, simplicidade e generosidade de Mauro são notáveis. A alegria e doçura de Bruna, contagiantes. Sua beleza e fotogenia só comprovam seu interiror: linda, meiga, inteligente. Gilda, mãe extremada, dona de um coração imenso, bonita e sem frescuras, foi imprescindível para garantir que tudo ficasse com aquele jeito de gente que se conhece há muito tempo. Uma pessoa maravilhosa.

Eu ameacei um discurso sobre o quanto representava essa visita, mas recolhi as falas antes que eles disparassem porta afora, até sem almoço, se fosse o caso.

Mauro, encantado com a cor do mar, visto do terraço, enchia os olhos: "Que cor! Parece o Mediterrâneo". E parecia mesmo. Ele nem faz idéia de quanta torcida eu fiz para que o mar estivesse assim, gremista.
O vento forte estragou o almoço ao ar livre. Cada um teve que manobrar o prato da melhor forma, dentro de casa.
Como ninguém veio aqui para ficar dentro de casa...praia neles!

Verdade que Bruna passou algum trabalho para convencer Mauro a cair na água. Duas, três vezes foram experimentar com os pés. Eu garantindo uma toalha grande para a saída e que depois de entrar não quereriam sair tão cedo. Gilda molhou a ponta do dedão do pé e arrepiou as canelas: "Nessa água fria, de jeito nenhum!"


Mais que as fotografias e o livro autografado(com direito a caricatura do punho do escritor), fica a certeza de que esse dia foi um presente para guardar com muito carinho.
E repetiremos a dose: o banho, a conversa, o sol, o peixe, o mar azul...

19 de jan de 2007

Pega ladrão!

Imperdível alfinetada


Eu sempre achei esse sujeito com cara de vampiro, sem elegância, sem espelho em casa, e burrinho que só, mas encher a sacola no cemitério! A coisa tá danada no mundo da moda brasileira! Um não consegue emprego e vira deputado, outro rouba vasos no cemitério?
Mais detalhes aqui
TUIMMM!!!!

Recomendo

Nada a ver com comida, mas com banhos de interpretação de alguns atores.

Julianne Moore mostra o que é ser atriz em A cor do Crime. Que desempenho fantástico dessa mulher, que na minha modesta opinião é uma das melhores atrizes americanas. Samuel L. Jackson impecável como sempre.Clique aqui para saber mais.

E tadinho do Richard Gere(o feio charmoso), que quase desaparece com o desempenho extraordinário de Edward Norton em As duas Faces de um Crime. Veja mais detalhes aqui

O final dos dois filmes é surpreendente! Vale ingresso, aluguel ou a tarifa da Directv+, sem qualquer dúvida!

(Bruninha, você vai ter que esperar até fazer 18 aninhos para ver isto, então para você eu recomendo A Era do Gelo I e II- que foi o filme que mais rendeu no mundo em 2006-, O Expresso Polar...)

18 de jan de 2007

Cinco centímetros fazem muita diferença!




Não adianta alguém falar e jurar que as coisas são assim e assado. Volta e meia eu preciso fazer pela minha cabeça. Primeiro olho, penso, repenso, calculo, ponho o dedo no queixo, tiro medidas de novo e de novo, teimando em achar espaço onde não tem.

Passo de memória algumas sugestões desses duzentos programas sobre reforma e decoração com suas brilhantes e nem sempre baratas idéias, depois deixo passar umas duas semanas, mas de idéia fixa e volta e meia olhando desconfiada para aquele armário que não atravessa paredes.

Um belo dia, saio de arrancada, depois de ver o orçamento do semestre, enfrento todos os da terra e turistas(ninguém estaciona para olhar o mar, simplesmente reduz a velocidade a quase zero, ou faz conversões e "diversões" inimagináveis, ô raça!).

Entro numa loja bem tradicional, onde já tenho cadastro, filial nova, perto de casa e aponto o dedo para a cama que eu imagino que vá caber naquele espaço. Não! Ó, desgraça das desgraças! Tem cinco centímetros a mais. O colchão vai caber nela, mas ela não vai caber naquele espaço mais que justo, entre a parede e o armário. A não ser que..., não, do computador eu não abro mão e não vou colocar aquela parafernália no meu quarto.

- Moço, tira a medida de novo. Vai que você se enganou e tem cinco centímetros a menos!

- (???)

Imagine a cara do "moço", diante dessa mulher que parece que tem alguém em casa sem dormir há umas dez noites e quer por que quer levar uma cama hoje mesmo. E ainda tem o desplante de duvidar de sua competência em tirar medidas.

-Volto um dia desses, viu? Vou tentar mexer o armário os cinco centímetros que faltam.
Como se eu pudesse empurrar paredes!

Mas eu voltei, sim senhores! E teimei, teimei, tanto olhei e espiei, que encontrei naquela loja a bendita cama que caberia naquele espaço de astronauta. Glória das glórias! E é dupla e ainda tem gavetas a danada! Quase pelo preço daquela onde só dormiria um. Ser chata e insistente tem suas recompensas.

Valeu até a pena ficar com aquela cara de sem-teto, esperando que aprovassem a compra. Ai! Ai! Fossem outros tempos eu diria uns desaforos e sairia em busca de outra loja. Onde já se viu? Cliente há mais de vinte anos e fazendo esse alarde para uma prestaçãozinha dessas? Coisas de filial nova, gerente mais que fresco em vários sentidos.

Aí é esperar que entreguem no dia seguinte. Gente! Entregaram! Veio o montador de móveis dois dias antes do previsto(deve ser alguma conjunção astral a meu favor). Barulhento que só, mas botou a cama naquele es-pa-ci-nho, es-pa-ço-zi-nho!

Enquanto montava, olhava de lado, entortava a cabeça e continuava. Dá-lhe parafuso, prego, ripa que cai e martelo que bate.

Eu sabia que a pergunta viria:

-A senhora tirou a medida antes de comprar ou acertou" na gata"?

Considerando que só passa uma perna de cada vez entre o aramário e a cama para eu chegar à janela, a pergunta não é nada descabida.

- Ah, meu filho, já fiz muuuuita mudança! (Dito assim, com cara de quem só tinha tirado a medida uma vez e entendia tudo de móveis.)

Mas... mas...

No dia seguinte...

- Mas será o benedetto, que essa p... dessa cama não cabe mesmo encostada na outra parede?

Uma hora e meia depois, lá fora trinta graus e aqui dentro uns quarenta e cinco, suando feito cavalo de corrida, eu me rendo e recoloco a cama embaixo da janela. Isso depois de encostá-la na parede, sim, mas sem encontrar jeito de caber a mesa do computador(trocada já por uma menorzinha e arrastada em todas as direções). Depois de fazer malabarismos e esforços dignos de uma comédia, quase tragédia, considerando o tamanho do móvel e o espaço para manobras e ainda tomando cuidado para não engavetar os gatos, curiosos com aquele bufa-bufa. Sem deixar a preciosa cair sobre meus pés.

Se eu aprendi a acreditar em medidas? Sim. E de quebra ainda confirmei que dois objetos não ocupam o mesmo espaço de jeito nenhum. Mas eu nem lembrei dessa regra, enquanto ocupava o espaço vazio de meu estômago com uma cervejinha mais que merecida.


(Tenho a impressão que o título vai pegar alguns incautos pesquisadores!)

8 de jan de 2007

Não tenho tempo para isto!



Tédio? Não sei o que é isto, não!

Quando eu canso de ficar lendo na rede vou para a cadeira. Se a cadeira me cansa vou caminhar na praia. Se estiver chovendo, vejo documentário e filme na tv, enquanto ouço os barulhinhos da água. Se tiver sol, cuido de minhas plantas. Se um gato pedir colo eu dou. Se o telefone tocar eu atendo. Se o cara que ficou de terminar o armário não aparecer, eu ligo e dou bronca. Leio mensagens e blogs. Vou até a janela ver se as andorinhas já pousaram na antena do prédio vizinho. Quando o sabiá-da-terra faz seu show no alto do prédio eu paro o que estiver fazendo e fico ouvindo, quase com nó na garganta, extasiada. Cozinho com muito boa vontade. Como sem pressa.Espio as nuvens adivinhando o tempo. Levo o lixo. Sigo o helicóptero de binóculos. Telefono para o filho. Fotografo qualquer coisa. Feira para abastecer a geladeira. Creche de vez em quando. Tem dia para dar trabalho ao cabeleireiro. Dia de massagem para ajeitar a coluna. Olho a paisagem pela janela umas dez vezes por dia. Hora de pegar uma cor e espantar o calor com banhos e banhos. Pago contas. Varro o chão. Volto para o livro, ou para a tv, ou para o computador.

E já é hora de dar comida aos gatos outra vez. Hora de limpar a areia-toalete. Mais uma espiadinha no computador. Pinto uma porta já cansada de esperar pela nova cor. Penso no que escrever. Lavo o carro. De vez em quando uma conversinha, rapidinha, pequenininha, com alguém que passa pela garagem. À noite tem mais livro, revista, filmes, talvez um vinho. A lua está lá no alto para ser olhada, então,vamos olhar!

E quando as luzes apagam, ainda dá tempo de ficar feliz por mais um dia, antes de limpar a lixeira da mente com sonhos, que irão ocupar alguns minutos no dia seguinte em busca de interpretação.

Como sentir tédio?

Tédio é coisa de seres desocupados, pouco criativos, ou de sensores embotados? Talvez existam dias menos emocionantes, outros com dificuldades a serem superadas, calor sufocante, um dodói ocasional, gente chata, trânsito enlouquecedor, vizinhos barulhentos, notícias terríveis, mas tédio? Seria desculpa para sua própria chatice?

Eu nunca entendi e morro de pena de gente que não se suporta sozinha. Que não consegue conviver consigo mesma, que precisa estar cercada de barulho e gente o tempo todo. Que não sabe o que fazer com um dia inteiro a sua disposição.

Tédio? Não sei, não!

Arte: The Persistence of Memory, Dali, 1973

3 de jan de 2007

Você já tem?


Claro que você sabe que quando instala e desinstala programas, deleta arquivos e pastas, sempre fica um lixinho no seu HD, que só serve para atrapalhar.
Mesmo que você costume eliminar cookies, arquivos temporários e desinfetar a lixeira, vai arregalar os olhos para a cacaca que vai encontrar. Quer dizer, não vai, se não fizer a faxina como deve ser.

Geralmente os tais experts costumam cobrar para limpar e volta e meia arriscam formatar o HD para facilitar a limpeza. Não entre nessa! Só deixe formatar se for absolutamente a única alternativa. De tanto formatar, o disco perde e corrompe as trilhas usadas para gravação.

Então, se ainda não tem, instale esse faxineiro, que vem de fonte segura, Marcos Velasco, referência nacional em matéria de proteção para seu computador. E é de graça!

Primeiro você entra no site: clicando aqui

Depois você procura o link "MV Regclean 3.99.5". É o último da lista de softwares. Salva e instala o programinha e bota pra limpar a sua máquina. É fácil e leve. É em português e muito bem explicado.

Depois recolha o queixo quando enxergar a montanha de lixo. A madame aqui que limpa o computador toda a semana, deu de cara com 349 arquivos viúvos, que "sobraram" de atualizações, instalações e remoções, que eu sempre faço pelo Painel de Controle.

Se ficar animadinho/a com a faxina, desfragmente o disco. Nada como começar o ano de casa limpa, hein?


Foto: recolhida aqui