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31 de jan de 2006

Investimento a Fundo Perdido


ESTIAGEM


Gota que fez vibrar o lago adormecido.
Brisa leve que despertou
todas as minhas folhas.

Saudade de fogo
de um passado que sequer tivemos,
que me leva a sonhos
por nós ainda não visitados.

Cada segundo dividindo
o mesmo ar que respiras
transforma-se em fugaz conforto.

Apenas pensar em ti já não me basta!

Me toma com urgência e ardentemente!
Permita ao teu desejo fluir em meu regaço.
Me envolve em teu calor.
Me abriga no teu peito.

E que isto nos incendeie!
Que nos consuma inteiros e lentamente
Qual estrelas.

(Percebes nos meus olhos a mesa de loucuras que te ofereço?)

Se ainda não nos é permitido voar,
esconde de mim essa imensidão azul.
Se ainda não podemos mergulhar em sincronia
nessa paixão,
não apontes, mesmo que brevemente,
o coral profundo.
Que isto me consome e agonia.

Que de tanto esperar já te sonho
e nos sonhos te possuo e me entrego.

Mas não me tomas...

Permaneço fenda
À espera da cálida luz

que me devolverá à vida.
Porque dependo de ti

para não fenecer.


Fpolis, 04/07/2001


Foto de Mike Donahue

27 de jan de 2006

Atolada no nada


Nenhuma idéia e, até agora, nenhum propósito.Quem mandou deixar para a manhã seguinte? E eu nem bebi uma taça para cada quilômetro dessa estrada! Mas que parece, parece.

O bolo estava uma indecência de gostoso, sem espaço prá velinhas(ainda bem!).

Foto de Jim, fireman do Flickr

26 de jan de 2006

"Caminhando contra o vento..."





Hoje é dia de balanço. Dia de relembrar coisas boas. Dia de tentar deixar menos intensos os sinais do que e de quem me fez perder sono e alegria. Também é dia de propósitos, já que eu não creio em promessas.

Talvez eu deixe os propósitos para amanhã.


Hoje vou só viver.
Vou viver só.
Vou só.
Só viver.
Hoje vou.
Vou viver.
Só vou.
Se vou!!

Enquanto isso você curte esses trabalhos fantásticos. E eu que não sei desenhar nem um simples palitinho de fósforo! Só poemetos pernetas.

24 de jan de 2006

Filosofando baixinho (cabeleireira dos infernos!)



O que seria do mundo se o espelho não tivesse sido inventado?

Nãnnnnn. Nada de desenvolver o tema. Só a dica.

Depois de matutar sobre o assunto, penteie o cabelo( o meu já não tem jeito), arrume um pouco a gola da camisa, retoque o batom, veja se a marca da calcinha aparece, se seu vestido é tão elegante quanto o da fulana, se seu peso está de acordo com sua altura, se o nó da gravata está torto, se a calça combina com a camisa, se os pelos do nariz estão aparecendo, se o fio da meia está puxado, se aquela espinha está mesmo vermelha.

Depois, só depois, clique aqui e entre pela porta da frente. Clique sobre qualquer espaço, visite cada cantinho.

Não esqueça de entrar na sala dos espelhos, que prá facilitar, já tem uma foto aí em cima.

Oh, mon Dieu!

22 de jan de 2006

Ai, se ele falasse!


Bem, se ele falasse, a gente descobria logo quem é esse "fila".

Eu tive três desses. Um era azul-táxi. Placas ..2684. Com ele fiz uma de minhas três mudanças, donde se conclui sem muito esforço, que as tralhas eram pouquíssimas. Se bem que, do continente para a ilha, precisei fazer algumas viagens. Detalhe: a porta do passageiro não fechava de tão cheio de coisas e tinha um defeito, coisinha de nada. Ia e vinha amarrada com uma cordinha, no que se chamava de filho-da-puta mesmo. Alguma coisa a ver com curvas fechadas e uma velha gritando esse palavrão, enquanto se segurava na alça do teto.

Meu filho, com 4 anos e pouco, vinha no banco de trás, em cada viagem daquela mudança, com uma bruta febre. Quem já entrou num fusca sabe que se colocar alguém deitado no assento de trás, rouba a metade de sua capacidade de carga. Mas demos um jeito. O importante era sair do antigo apartamento para mais perto do novo local de trabalho.

Um belo dia, descobri que se não vendesse o azul, acabaria sem nada. Foi quando apareceu o branco, que passou alguns anos comigo, sem muita personalidade, porque nem lembro da placa dele, prestou bons serviços e foi trocado pelo fafá-de-belém. Quem não lembra? Aqueles faróis horríveis, que nada tinham a ver com o formato tão simpático do fusca. Placas AE 9011. Isso foi lá por 1983, ou 1984. Alguns dez anos depois, soube que o azulzinho continuava vivo, enceradinho e de motor novo, rodando por aí com uma família muito alegrinha com ele.

O fafá foi vendido às pressas, quando Maneca, mecânico da maior confiança, coçou a cabeça, entortou os olhos e me chamou num canto prá dizer que o motor não iria me enganar por mais muitos quilômetros. Ou eu mandasse retificar o motor. Orçamento feito, nem houve dúvidas: vai embora!

Os peitos do fafá foram parar na mão de um indivíduo, não, de um elemento(não é asim que chamam salafrário?), lá das lonjuras de São Joaquim. Pois. O cara tentou me dar o golpe lá daquelas alturas frias. Cheque que não tinha fundos. Naqueles tempos eu ainda não tinha nem amostra do desconfiômetro que tenho hoje, mas de ingênua passei a leoa. Nem que eu tivesse que subir a serra o cara não iria me dar esse gelo assim fácil. Quem me conhece sabe que tenho direito e avesso e que o avesso é lixa! Houve até quem se oferecesse prá ir lá em cima dar um susto no cara!

Passei uma semana pendurada no telefone. Só não falei com o prefeito, porque o delegado me garantiu que teria uma conversinha de pé-de-ouvido com ele. O safado era vereador(é, já naqueles tempos!).

Deixa estar, que eu pouco uso isso, mas sou(era) boa em rogar praga, que nem te conto! Passaram-se alguns dias e alguém ligou avisando que eu deveria colocar o cheque em cobrança outra vez. Ah, e por falar nisto, o motor do carro tinha fundido quando ele subia a serra.

Cedo demais eu comemorei a doce vingança. Na saída do fusca eu me deixei levar por um Fiat 147!

Prá quem não soube, neste final de semana foi comemorado o dia nacional do fusca.
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Oficina de texto: Conserto feito, mineira! Mais algum?

20 de jan de 2006

Põe uma prá gelar, que eu tô voltando!

Estivemos fora do ar por motivos informáticos.

Obrigada pelos cliques e comentários e pela teimosia em voltar e ver sempre aquele mesmo texto.

Por estas bandas muito calor, muito vento, muito sol, muita chuva, muitos argentinos e demais brasileiros tomando conta das areias mornas e claras. Muitos fugindo da água, que ficou geladíssima a partir de 04 de janeiro, não sei por causdiquê, antes mesmo daquele teimoso vento nordeste, que morou por aqui por mais de quinze dias, virar os costados para sul e trazer um refresco. Mas pelo menos choveu, o que nos deixa respirando um pouco melhor, dormindo um pouco melhor e com disposição para encarar uma dietinha sem pressão, assim em pleno verão. Só prá garantir o shape de cinqüentona sem medo de ser feliz, nem de usar biquini.

Sim, sim, os gatos estão bem. Gordos, sonolentos, calorentos(pudera!) e dengosos.

A alegria e felicidade reinam absolutas. Basta deixar de lado os piquitriques dessa rotina humana e tudo fica bem. Até enfrentar esse trânsito maluco, que recebeu milhares de afoitos e nervosos, por conta do verão dá nos nervos mas logo passa. Mesmo tendo que descobrir uma saída para o computador ter sido entregue sem o cabo de força. Mesmo que o centro da cidade esteja de meter medo. Nada que uma espiadinha pela janela não resolva.

Aproveitei o interregno para reler alguns do Sabino, um pouco de Josephine Hart e Grishan. Tudo leve prá combinar com o clima de descompromisso(exceção à Hart, que quase me deu um nó outra vez). Foi muito bom rever um amigo e ex-colega, voinho-coruja juramentado, enquanto planejava a pintura do meu cantinho. Interessante isso de vender cores.

Muito bom também, simplesmente deitar na rede e ficar ouvindo os ruídos da rua, de aviões passando, de passarinhos, vozes e choros de crianças, latidos, a força do mar que estava estranhamente silencioso e voltou a se assanhar.

Felicidade é feita de coisas simples assim, não é mesmo? E vem em porções pequenas, para serem saboreadas devagar, língua contra o paladar, respirando fundo, estalando os lábios, engolindo leve.

A franja está um horror, por conta de cabeleireira nova. Prá consertar o estrago joguei um descolorido arrebitado, o que fez a cor da pele mudar de repente. Esquisito isso, né? Sabe o que é cor-de-burro-quando-foge? Pois é. Quem topar comigo nessa fase antes da nova cor, desculpe o susto!

Os blogs serão lidos(o tilt elétrico aconteceu justo quando eu descobria que Paloma estava de visual novo - me aguarde, mineira!) com certeza durante o final de semana ; as mensagens respondidas num ritmo, digamos, de passeio.

Depois dessa missiva assim tão sem frescura e sem censura, só resta um beijo prá selar a volta.

A propósito: que sons você está ouvindo por aí?

13 de jan de 2006

Do tempo que seu avô se trancava no banheiro

Sites de sacanagem não são minha preferência, nem mulheres peladas, homens só ao vivo, mas este site, que não é uma coisa, mas outra, é tão diferente, as fotografias são tão bonitas, que eu repasso para quem gosta de mulheres, de belas fotografias e de ver o que sua avó ou bisavó xingava. Ou imitava.

Você acessa este site. Depois espera o termômetro ir até 100 graus Celsius. Antes de ver as fotos!

Eu também não entendi nada do que está escrito, mas adivinhei algumas coisas e outras acompanharam a sugestão: Clique nos cantos das páginas para ver as próximas fotografias. Sim! Pode até arrancar uma folha se gostar da garota ou da foto.

Concordo. Comparadas com essas bundas e peitos fáceis, de mulheres retocadas até serem esgotados todos os recursos, elas parecem ingênuas. Mas não esqueça que são do tempo de seu avô!

E essa música...



11 de jan de 2006

TAPA NA CARA!

Eu tenho fé na humanidade, nos valores morais, no bem, e em mais uma porção de coisas que os fatos contradizem a toda hora. E gosto de ser assim(bom que eu diga, antes que alguém resolva me reconstruir).

Eu também confio nessa turma que vem por aí, cheia de idéias e ideais, ou eu teria que me enforcar num pé de cebola. Exceções à parte, universitários parecem ter a oportunidade de aprender, não só o que está escrito nos livros, muito embora isso já fosse bastante para a maioria, que perdeu a chance de aprender com os pais e a vida ainda não lhes foi mostrada de todo.

Por alguns anos estive com a bruta responsabilidade(embora naqueles tempos eu não tivesse a total noção disso) de ensinar alguma coisa para algumas crianças e jovens, como professora, inclusive para uma turma de relegados(assunto para outro post). Mesmo assim, não consigo imaginar o que deve ter sentido o professor que recebeu esse e-mail.

Por favor, não se assuste com a extensão do texto. É para ler devagar, que é prá acreditar. É prá ler sem reparar nos erros de ortografia e de concordância, mesmo sendo jornalistas(santo Deus!) alguns desses formandos. Outros, administradores e por aí vai. O professor que escreveu a resposta também cometeu lá seus errinhos, mas a ele eu desculpo, pois acabara de receber um tranco e tanto! E os erros de escrita não são nada diante do conteúdo. É ler prá crer!

Quando minha irmã entregou o convite da formatura dessa turma e contou o que está aí abaixo eu acreditei, sim, mas fiquei pasma, chocada, e assustada, pois uma de minhas sobrinhas está nessa turma.

Hoje recebi cópia dessas "honrosas" missivas e, felizmente, minha sobrinha, que fez parte da comissão de formatura, não assinou essa coisa vergonhosa. Ou levaria um esporro daqueles na primeira oportunidade. Afinal, madrinha não é só prá dar presente e pedir bênção. Também serve prá cutucar e garantir que os valores mais básicos sejam mantidos. Pelo menos foi o que disse o bispo e, eu sei, os pais dela ensinaram.

Será que esses jovens e seus pais são parte do grupo que critica propina, mensalão, corrupção; que diz que o Brasil não tem jeito, que a educação é fraca, que a bandidagem é vergonhosa e coisas do gênero?

Eu não encontro uma palavra que defina esses ex-estudantes, que mal sabem escrever, que enviaram uma coisa dessas por e-mail e que nesta semana devem, vergonhosamente, receber um diploma. Canalhas seria forte demais?

(O itálico é meu.)

"EMAIL DA COMISSAO DE FORMATURA:

Assunto: Desconvite Patrono Estácio Data: 02/12/2005

Excelentíssimo Dr. Professor Rubens Araújo de Oliveira

Nós da comissão de formatura 2005/2 dos cursos de Administração, Turismo,Jornalismo e GSI da faculdade Estácio de Sá de Santa Catarina, vimos por intermédio desta, comunicá-lo de uma situação que nos deixa muito constrangidos e de certomodo frustados:Há alguns meses, em visita pessoal entre os membros da comissão de formatura àVossa Senhoria, solicitamos e fomos prontamente atendidos e correspondidos na solicitação do convite, que muito nos honraria, para homenageá-lo como Patrono dasturmas acima mencionadas. Até então, também foi abordado a possibilidade de umauxílio para amenizar os custos referentes a formatura. Hoje pela manhã, fomos informados formalmente que o auxílio que poderia ser repassado aos formandos seriade R$ 1..000,00, que entendemos que esteja dentro das suas atuais possibilidadesfinancerias.Ao repassar esta informação, a comissão e os demais formandos ficaram em uma situação delicada em face da dificuldade em completar o orçamento. Os mesmosreagiram e sugeriram o auxílio de outra pessoa, que era também cogitado a serhomenageado, cujo valor disponibilizado amortizará o custo relativo ao local da colação de grau, pois contávamos com a disponibilidade do novo auditório daEstácio.Então, diante desta situação extremamente complicada, nós da comissão acatamos oque a maioria dos formandos optou, que é de homenagear como Patrono a outra pessoa que fará uma contribuição mais elevada.Gostariamos de agradecer o aceite e o comprometimento, nos desculpar pelaalteração e pelo não cumprimento do convite que fora gentilmente aceito pelosenhor, mas diante dos fatos, a maioria decidiu que seria mais justo homenagear a pessoa que se propos a fazer a maior contribuição para com os formandos.Ficamos no aguardo de um retorno do recebimento deste.
Atenciosamente;
Alex ( ADM ) / Sabrina ( TUR ) / Deise ( JOR ) / Rafael ( ADM ) / Juliana (TUR ) / Mônica( GSI ) Comissão de formatura 2005/2"

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RESPOSTA DO PROFESSOR:

"Prezados Acadêmicos da Comissão de Formatura dos Cursos de Administração,Jornalismo e Turismo 2005-2,
Vocês não devem se sentir constrangidos. Frustados sim. Constrangidos nunca! Quem sabe este constrangimento não se trata de vergonha!Ou falta de caráter! Ou ainda falta de ética! Entendo que estou "desconvidado" paraser Patrono. Em minha vida de quase 30 anos como professor, devo ter sido patrono, paraninfo, nome de turma e homenageado dezenas de vezes. Jamais imaginei queformandos convidassem e "desconvidassem" patronos por dinheiro! Enfim, sempre háuma primeira vez para tudo.Se eu utilizasse a mesma moeda (literalmente) é uma pena não ter sido comunicado antes... Neste caso, por idêntico critério não teria pago minha parte como"patrono" na última festinha de confraternização dos formandos.Meus queridos ex-futuros afilhados:Eu é que me sinto constrangido. Decepcionado. Surpreso. Triste mesmo! Constrangido porque pensei que o convite realizado fosse uma homenagem ao Ex-Diretor Geral daEstácio pela sua capacidade de administrar e levar adiante um projeto que em cincoanos tornou-se a maior escola de administração de SC. Todos os cursos que ora estão se formando obtiveram a nota máxima de avaliação do MEC Patrono é isso: uma pessoaque os formandos entendam deva ser exemplo na área de atuação dos cursos.Decepcionado porque pensei que nossos alunos honrassem o título de Bacharel após quatro anos muita de luta e sacrificio. Patrono é isso: uma pessoa que dignifica aprofissão.Surpreso porque jamais imaginei ter sido "comprado" como Patrono. Isto é, fui"eleito" pelos formandos somente porque iria dar dinheiro para a formatura. Patrono não é isso. Patrono não se vende.Triste porque vejo que não consegui - após quatro anos de curso superior - mudar osvalores de alguns alunos da Estácio SC. Patrono é isso: uma pessoa que possuivalores que prezam pela ética, moral, honra e palavra. Sinto-me aliviado. Dormirei melhor... Não consegui comprá-los por R$1.000,00.Obviamente a honraria de ser patrono vale muito mais que isso.Tivesse eu as qualidades de um patrono acima citadas - talvez me sentisse "enojado" com a situação. Como não as possuo, sinto-me aliviado em ter poupado um dinheirinhoque seria gasto com pessoas das quais me envergonho ter sentido alguma consideraçãode relacionamento.Assim sendo, e como não resta alternativa com muita alegria aceito o "desconvite". Entendo que outros formandos não devem compartilhar da mesma opinião dessaComissão. À estes desejo sucesso e sorte.À Comissão de Formatura e aos outros que trocaram o patrono por dinheiro o meudesprezo. Seguramente a vida lhes ensinará o que a faculdade não conseguiu! Por último, desejo à todos a felicidade da escolha de um Patrono bem rico! Que elepossa pagar todas as despesas e contas... Seguramente a maior qualidade dohomenageado.Que tenham uma excelente formatura. Estarei lá - presente na qualidade de professor da Estácio. Digam ao acadêmico orador - que em seu discuro não fale em qualidadesdignas do ser humano. Muito menos em decência, honra, moral e ética. Se assim ofizer - irei aparteá-lo e chamá-lo de mentiroso! Atenciosamente,
Prof. RUBENS OLIVEIRA,Dr Ex-futuro Patrono dos Cursos de Adm, Jor e Tur da Estácio de SC"
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Tá bom assim ou quer mais?

7 de jan de 2006

KI SOBORÔ


Isso tá com jeito de inauguração de uma nova série, tipo " eu me lembro bem", mas isso é lá com o Pinto e Cia.

Eu não jurei como Tara, que faria qualquer coisa, até matar ou roubar, mas quando eu estou sentada debaixo da sombrinha, na sacada, comendo o kisoborô do peixe com camarão de ontem, olhando a paisagem estonteante, mar trincando de azul, um calor ainda, e felizmente, esturricante, de repente olho para o prato e lembro de quando eu tinha que escolher entre comprar um pacotinho de macarrão instantâneo( prá não ir dormir de barriga vazia e fazer sobrar para o dia seguinte), ou um litro de leite, para aquele carinha lindo e fofo, que hoje está com 28 anos.

Eu tenho mais é que fechar os olhos enquanto a cerveja desce gelada. Ou não? Trabalhar como uma condenada eu já trabalhei. Agradecer todo dia eu agradeço.

Saúde!

4 de jan de 2006

Coisas que eu não vi


O curioso de viver num canto(arredondado) de uma ilha linda assim, é que além do sol e praia e gentes e gentes que chegam por aqui(nesta semana a praia tá cheia de gente, de crianças e de argentinos; umas quinhentas pessoas, com direito a barraca no meio da areia impedindo a passagem e um homem belíssimo, de braços abertos prá ninguém passar:"... porque estamos fazendo uma gravação, desculpe, senhora!"), a gente fica assim meio alienado, nem se sabe nada sobre essas picuinhas de televisão, sobre fatos nada interessantes da cidade e assuntos que nos enchem a paciência todos os dias. Se bobear nem se reconhece mais a cara dos sujeitos que volta e meia apareciam na telinha. De vez em quando uma CBN básica, só prá saber umas três notícias e bau! vira a chave prô cd, que eu não agüento.
Em compensação o rato do Bush aparece todos os dias em noticiários e o boletim de guerras é um primor.

Aí, a gente vai comprar areia prôs mijões, logo ali, a uns 5 quilômetros, e fica sabendo que passou um tornado no norte da ilha. QUÊÊÊ?????

Quando Neu manda votos de que o sol tenha voltado depois do tornado e coisa e tal, aquela preocupação de amigo com nossa saúde e felicidade(ai! isso é tão bom, né?), resolvi contar que estamos todos bem, nem ficamos sabendo de vento nenhum naquele dia. Fazia uma temperatura sufocaliente, não havia água que matasse a sede, céu brilhando de azul, com algumas nuvens só prá ficar bem na foto e uma chuva tipo refrescante no final da tarde.

Já foi assim no incêndio do Mercado, agora um tornado quase me deixa tonta(mais tonta). Coisas que eu não vi. Só na Tv. Só se virarem notícia em jornal de parabólica.

Por favor, alguém me avise se os portugueses tomarem conta da terrinha outra vez, viu?

A foto(minha) é dum gravetinho que caiu depois do vendaval de Agosto/2005.

2 de jan de 2006

Escreva aí!

A dica de Paloma(clique no link aí ao lado e acompanhe a poesia e exagero de inspiração dela).

Eu ando assim meio sem vontade de escrever coisa alguma, talvez ressaca dessas tantas mensagens de final de ano, ou, quem sabe, esse tempo que passa e que está me levando para o quilômetro 52. Sabe lá!


Ela tirou daqui:
"Pegue o livro mais próximo de você. Abra o livro na página 23. Ache a quinta frase. Poste o texto em seu blog junto com estas instruções."

Pois eu mudo um tiquinho:
Pegue o livro mais próximo de você. Não tem livro? Vale manual, apostila, o que for, desde que tenha 23 páginas. Encontre a página 23. Copie a quinta frase nos comentários. E diga de onde tirou, claro!


Quando eu vi isso lá no blog de Christiana(também tem link aí ao lado), há algum tempo, estava desprevenida: só tinha contas nesta mesa. Mas hoje estou melhor acompanhada. Descobri que além de sociólogo ele faz poesia. Da boa(eu estou com esse livro na mesa, querendo postar um trecho dele faz uns 5 meses).

Veja só, a quinta frase diz:

"...percebi que o urgente é viver. Estou aprendendo."
Eros e Tanatos, Darcy Ribeiro(Editora Record, 1998) extraído de Maíra, do mesmo autor, publicado em 1996.

Escreva aí!