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24 de dez de 2005

Recomendado do Dia


Já li o suficiente para não acreditar que esse bambino nasceu em Belém. Também não acredito na lenda de gruta e palha, mas numa comunidade de essênios muito desenvolvida, onde ele passou a juventude, aprendendo tudo o que era necessário para ser o avatar que foi/é. Quem quiser saber mais comece por aí.

Porém...

Tudo mais sobre o Natal? Clique no link e descubra o que cada símbolo representa, a origem das tradições em vários países, de modo muito bem exposto e sem aquele cheiro de mofo de sacristia. Um texto prá lá de caprichado. Excelente fonte de pesquisa, com direito a bibliografia e tudo. Eu recomendo. Guarde o link para ler um pouco por dia. Mostre às crianças e amigos. Tem coisas muito curiosas mesmo!

Explore mais o blog dessa futura mamãe, que escreve de modo muito gostoso.

E FELIZ NATAL para quem acredita e para quem nem tá aí! Eu vou esperar Papai Noel, mesmo sabendo que ele não existe. Vou refletir um pouco mais sobre o lado místico desse dia(eu disse místico, não religioso), depois vou encher a boca de bombons, que eu só estava esperando uma desculpa prá me dar esse direito.

Ho! Ho! Ho! Ho!

Tela e foto de Shakeh, from Irã

21 de dez de 2005

Deu no Poste!

Ano terminando e sobraram problemas?

Ah, por favor! Não dá prá exigir demais de quem dormiu com temporal, acordou com chuva, ficou hooooooras na fila do supermercado. Todos os gaúchos, paulistas, paranaenses, argentinos, uruguaios, cariocas, goianos, bolivianos, colombianos, mineiros (esqueci alguém?), que estão por aqui, tiveram a mesma idéia que eu.

É. Nem todo dia é dia de rede!

14 de dez de 2005

Mineira em verso e prosa

Ela conta causos e histórias e transporta quem quiser para uma cidadezinha, para um sítio, para uma roda de conversa, para uma cidade grande feroz, para a água. Para dentro do coração.

Difícil escolher o que mais me encanta. Em parte me reconheço, em parte arranho a superfície.

Eu peguei a água, essa universal origem e espalho, para os bons olhos, um pouco da poesia de Dalva, a Paloma. Matreira, troquei a foto, que nada mais é, que a seqüência da praia onde fiz a imagem que ela usou no blog.


(Morro das Pedras-Fpolis Clarice De Marco)
Desejo de Oceano
Dalva Maria Ferreira

Eu trago dentro da alma um desejo de oceano,
Tão grande
Que qualquer porto do mundo me basta,
Contanto
Que seja sempre um agente passivo,
Receptivo,
Para toda essa agressividade, toda a força
Dessa voragem.

Que seja um porto e intimidade de enseada,
Concavidade,
Onde eu me atire feroz, sem eira nem beira,
Onde eu me arroje.
Um rochedo ancião, fruto de uma outra era,
Que resista
Quando a fúria dos meus sentimentos libertos
Espancar os seus flancos.

Eu quero me embater contra as muitas arestas
Agudas
Da solidão de outra forma pungente de vida
Insular.
E contornar, com a minha aura amorosa
E diáfana,
O limite oscilante da distinta e abandonada forma
Do corpo vencido.

Quero, afinal, ofegar como fera em repouso,
Pulsando,
Ou maré que retorna, enrolada e mansamente
À eterna praia.
Eu quero lamber com carinho o veludo da areia
Molhada
E deixar para trás tão somente o rastro branco
Da espuma.

13 de dez de 2005

Pequenas alegrias





Fui dormir botão

acordei gardênia.









Foto: a primeira das vinte e oito mini-gardênias, que perfumaram meu paraíso.

12 de dez de 2005

Rapidinha

Juro que ouvi aquela lourinha do BandNews, que dá notícia como quem conta historinha prá criança, dizer "copa das Américas", depois corrigiu para "cópula das Américas".

Ah, bom! Agora eu entendi aquela zorra toda do Chavez! Prô Bush ele gritou " Alca, Alca, Alcarajo!". Já no Brasil...

No tempo que eu lia evangelho aos domingos, só podia encarar microfone quem soubesse ler!

8 de dez de 2005

Pirão de náilon*

Eles chegaram de manhã e foram ficando. A princípio, pensei que fossem pescadores buscando refúgio, obedecendo ordens do vento para entrar na enseada. Muitas vezes olho pela janela e sei que em breve vai ter ressaca ou mar alto, vento forte, chuva, ou temporal, mesmo com céu azul, pelo número de embarcações que buscam abrigo nas águas mais calmas, perto das ilhas, sempre do lado oposto ao que sopra o vento. Fico acompanhando de binóculos a chegada deles.

Esses tinham um formato diferente dos que eu conheço. Conheço baleeira, canoa, caiaque, bateira, iate, barco de rede de arrasto, de camarão, de pescar lula, navio, navio cargueiro. Também já vi por aqui os que armam as redes para pegar lanço de tainha, mas desses eu não sei o nome. Eles chamam simplesmente de barco. E eu também.

Posicionaram-se esses barcos, colocaram as redes, muitas redes, navegando de lá prá cá com os barquinhos vermelhos por toda a orla. Homens de uniforme azul. Não há como negar que a paisagem ficou interessante, bonita. À noite pareciam pinheirinhos adiantados de Natal. Era como se alguém tivesse colocado casas iluminadas dentro d'água. (Minha câmera é muito modestinha e nem me atrevi a fotografar à noite. Mas dá prá ter uma idéia do movimento diurno. Ela também não faz panorâmicas como a de meu filho. Ele teria gostado de fotografar.)

Fazia calor e o mar penteava a areia mansamente. Água limpa, mas fria. Eu saí de casa só prá fotografar, tentando alcançar a última luz da tarde e olhar aquele movimento diferente. Já era o terceiro dia que eles estavam por ali. Saíam às vezes, mas voltavam um depois do outro prá passar a noite. Não podia perder a chance. Eles poderiam sair na manhã seguinte e não voltar.
Na beiradinha d'água, um pescador, dos que eu encontro sempre quando saio para minha caminhada, arriscava uma tarrafeada, numa competição desigual. Os peixes eram cercados, arrastados e sugados por aqueles monstrinhos disfarçados de branco. Mas ele mantinha a esperança. Teimava em jogar a tarrafa, duas, cinco, dez vezes. E eu ali, sentada na areia dourada, esperando o desfecho. Torcendo por ele, contra os peixes e contra os barcos. Arriscando novas fotos. Esperando o final da história.


Foi assim: ele olhou para trás, para mim, depois para o mar, recolheu a tarrafa, baixou a cabeça e saiu andando devagar, bem devagar.

Eu voltei prá casa, imaginando a frase quase suspirada, na soleira da porta de casa, olhando a mesa posta:

"É! Hoje de novo só pirão de náilon!"

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* pirão de náilon: água fervendo jogada sobre farinha de mandioca, mexida até misturar bem e que resulta num pirão com aparência transparente, semelhante ao náilon das linhas de pesca, geralmente acompanhada de peixe, ovo, carne, ou lingüiça.

Fotografias: minhas (Florianópolis- SC)

7 de dez de 2005

Quem comeu essa cara?



Vige! Que susto!

A explicação para essa foto, tem que procurar aqui , no post do dia 2/12/2005.

Eu fiquei de cara. Com cara de manga! Não só com a fruta, mas com o trabalho e as histórias vindas do meio da floresta. Vale ler algumas enquanto procura pelo post.

A cara da manga parece com alguém que você conhece?