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25 de nov de 2005

Qual é a sua Graça?



Entre tantas correspondências trocadas, recebi, há muito tempo, possivelmente há trinta e cinco anos ou mais, uma lista de nomes colhidos do banco de nomes do INSS, que naqueles tempos era INPS, ou INAMPS, ou , como dizia aquela italiana da minha cidadezinha: INEPISSETA.
Essa lista está em uma das caixas de papéis ainda invioladas desde a mudança. Mas recebi outra, nada real, mas muito engraçadinha. Brasileiro, prá não deixar escapar um lugar-comum, é criativo até na desgraça, quanto mais na gozação da cara do vizinho.
A propósito, a lista é anônima.

OS NOMES

Ana Lisa - Psicanalista

P. Lúcia - Fabricante de Bichinhos

Pinto Souto - Fabricante de Cuecas

Marcos Dias - Fabricante de Calendário

Olavo Pires - Balconista de Lanchonete

Décio Machado - Guarda Florestal

H. Lopes - Professor de Hipismo

Oscar Romeu - Dono de Concessionária

Hélvio Lino - Professor de Música

K. Godói – Portador de hemorróidas

Alberta Alceu Pinto - Garota de Programa

H. Romeu Pinto - Garoto de Programa

Eudes Penteado - Cabeleireiro

Sara Vaz - Mãe de Santo

Passos Dias Aguiar - Instrutor de Auto-escola

Édson Fortes - Baterista

Sara Dores da Costa - Reumatologista

Jamil Jonas Costa - Urologista

Iná Lemos - Pneumologista

Ester Elisa - Enfermeira

Ema Thomas - Traumatologista

Malta Aquino Pinto - Médico especialista em doenças venéreas

Inácio Filho - Obstetra

Oscar A. Melo - Confeiteiro


Rabisque aí aqueles nomes que têm a ver com essa lista.

(Na foto, Mayuko, fotografada pelo marido .)

22 de nov de 2005

É muita cara de pau!


Não sei se fico furiosa ou torço prá que Luiz Fernando Veríssimo jamais receba o anexo que eu acabei de abrir. Alguém quis se valorizar, pegou o nome do inspirado e respeitado escritor e tascou no meu texto, publicado neste bloguinho, no dia 08/09/2005.

Pelamor!

Além de copiar mal e porcamente, não colocou crédito algum, desconsiderou o final do texto em que fiz referência a Shakespeare e ainda tirou uma lasquinha, mandando beijos.

Não sei quem é M@, mas cá prá nós, não seja rato! Não ofenda Luiz Fernando Veríssimo. Tenha dó! Aquilo foi uma brincadeira com o tão importante e mais que louvado Shakespeare!
Se quiser se valorizar, respeite a autoria de seja lá o que for. Treine. Estude 17 anos. Faça cursos. Leia. Leia muito. Mais de mil livros. Escreva durante vinte e oito anos para ganhar a vida. Leia blogs de gente interessante e inteligente. Leia alguma coisa sobre ética e respeito.

Depois pegue um lápis e escreva seus textos. Escreva e apague até aprender a ler o que está escrito. Ou procure um terapeuta.

Já ouvi dizer que Luiz Fernando Veríssimo declarou, que se tivesse escrito tudo o que colocam como de sua autoria, estaria devendo anos de vida, ou algo parecido.

O texto original tá aqui. Sem os meus pensamentos minhocais que o acompanharam.

Prá deixar saber o quanto fiquei furiosa, tenho que repetir. Tô furiosa! Tô furiosa! Possessíssima! Não interessa se é um texto mixuruca ou sem pé nem cabeça. Não devia usar o nome do cara(desculpe L.F.V.)prá valorizar as fotos.

Meu texto:

"Por que Romeu e Julieta são ícones do amor? Por que são falados e lembrados, atravessaram os séculos incólumes no tempo, instalando-se no mundo de hoje como casal modelo de amor eterno? Recebem aplausos de quem já amou, de quem nunca teve essa sorte. São citados por quem nunca leu nem ouviu uma linha do gênio.Porque morreram e não tiveram tempo de passar pelas adversidades a que os relacionamentos estão sujeitos.Eles eram apenas dois adolescentes e quem já foi sabe que um “não” cria muito amor por aí afora.Senão, provavelmente, Romeu estaria hoje com Manoela e Julieta com Ricardão. Romeu nunca traiu Julieta numa balada com uma loura linda e siliconada, motivado pelo álcool. Julieta nunca ficou cinco horas seguidas esperando Romeu, fumando um cigarro atrás do outro, ligando incessantemente para um celular desligado. Romeu não disse para Julieta que a amava, que ela era especial e depois sumiu por semanas. Julieta não teve a oportunidade de mostrar para ele o quanto ficava insuportável na TPM. Romeu não saía sexta-feira à noite para jogar futebol com os amigos e só voltava às seis da manhã, bêbado e com um sutiã perdido no meio da jaqueta. Julieta não teve filhos, não engordou, não ficou cheia de estrias, celulite e histérica com as tantas tarefas para fazer. Romeu não disse para Julieta que precisava de um tempo, que estava confuso, querendo na verdade curtir a vida. Nem disse que ainda era muito novo para se envolver definitivamente com alguém. Julieta não tinha um ex-namorado. Nunca ficou com aquela cara de mosca tonta, deixando Romeu com a pulga atrás da orelha. Romeu nunca deixou de mandar flores para Julieta no dia dos namorados alegando estar sem dinheiro. Julieta nunca tomou um porre fenomenal, nunca se descontrolou, nem deu um sonoro tabele em Romeu no meio de um bar lotado. Romeu nunca se preocupou com a virgindade de Julieta. Julieta nunca ficou com o melhor amigo de Romeu. Romeu nunca foi a uma despedida de solteiro com os amigos. Julieta nunca teve uma crise de ciúme achando que Romeu estava dando mole(ou duro) para uma amiga dela. Romeu nunca disse para Julieta que, na verdade, só queria sexo e não um relacionamento sério e que ela deve ter confundido as coisas. Julieta nunca cortou dois dedos de cabelo e, depois, teve uma crise porque Romeu não percebeu a mudança. Romeu não tinha uma ex- mulher que infernizava a vida da Julieta. Julieta nunca disse que estava com dor de cabeça, virou para o lado e dormiu. Romeu nunca fez amor e roncou em dez minutos. Romeu nunca chegou para buscar a Julieta com uma camisa xadrez horrível, de manga curta, cheirando a perfume barato. Nenhum deles chamou o outro para uma conversa séria. Julieta nunca quis passar as férias em Roma e Romeu na Grécia. A sogra de Julieta nunca se meteu na vida e cozinha dela.Eles morreram se amando. Tudo o que morre jovem se eterniza.O genial escritor sabia disso desde sempre. E sabia esconder a simbologia por trás de uma história bem contada.
(...)"

Clarice, muito De Marco, ratão!

HUMPF!

16 de nov de 2005

Por mais estranho que pareça


Hoje é (quase já se foi) o dia internacional da tolerância. Faz muito tempo que inventaram esse dia, na ingênua pretensão de que, assinando um papel, as diferenças seria nubladas ou clareadas e todos dariam batidinhas amistosas nos ombros uns dos outros.
Depois disso é que inventaram as tais casas pelo mundo afora. Sempre tem quem entenda mal as coisas!
Por essas ironias que acontecem neste planetinha, o tal documento que instituiu esse dia foi assinado na cidade que hoje se esbugalha em manifestações de intolerância. É. Paris.
Eu tenho minha dose de intolerância, a maioria gástrica ou por ruídos fora de hora, principalmente na hora de dormir e na hora de não acordar. Por violência, burrice por opção e tantas cositas más...Alguns cuidados que não chegam a perturbar o mundo, muito menos este bairro mais que lindo onde eu moro.
Hã-hã! Pensou que eu iria contar sobre meus preconceitos? Nã nã nã! Posso não ser muito esperta, mas não sou burra de escrever aqui e levar um puxão de algum advogadozinho-de-porta-de-cadeia, que esteja fazendo a ronda.
Você é totalmente tolerante? Peninha de você! Assim tipo bateu ali oferece o outro lado? É?
Claro que não é disso que se trata essa tolerância comemorada hoje. Trocando a palavra por "respeito" o mundo ficaria mais igual, menos metido a besta. Não acha, não?
Desde cedo estou matutando sobre a intolerância que invade todos os lugares e corações, mas não me sinto com um currículo que me permita falar muito sobre isso.
Melhor desejar que a tchurma seja tolerante com as mudanças deste rascunho de diário e que continue a me acompanhar nessa minha viagem de vaidade.
Ah, você é novo por aqui? É que eu já registrei até em cartório que fotografo por prazer e escrevo por vaidade. É prá dar uma alternativa. Se não gostar do que escrevo ainda tem a chance de ver o que fotografo e mostro aqui e o que eu mostro pros gringos verem. Tudo na maior tolerância. Se gostar pode dizer; se não gostar, também. Com respeito, por favor!



A foto é dela

15 de nov de 2005

Palavras Guardadas


VERBOS DA VIDA
Ser
estar
andar
ficar
amar.
Ser
estar
andar
ficar
amar
partir.
Ser
partir
ficar
chorar.
Morrer.
(Seara, 1975)

14 de nov de 2005

Para uma Folguinha em Véspera de Feriado

Houve um tempo que eu tinha chefe. Tive vários. Demais. Alguns marcaram pela capacidade, outros pela petulância e outros por não serem nada além de chefes. Só isso. Mas houve entre os tantos que tive, um que me remetia a uma estratégia especial, depois que ele tinha ataques de sei-tudo-porque-já-li-tudo-e sei-enrolar-você. Eu, geralmente, fingia que ele me enrolava e depois fazia do jeitinho que eu queria. Ele esquecia o que tinha falado, porque o excesso de perfeição tem um efeito colateral: o cara fica tão, mas tão preocupado em controlar tudo, que sempre deixa escapar alguma coisa.
Bem verdade que até tivemos algumas discussões bem ao estilo Alemanha versus Itália, e quando o sangue parava de ferver, eu precisava terminar de esvaziar o balão, antes de voltar ao trabalho que havia sido motivo da discussão. Então, eu procurava um papel qualquer e rabiscava até furar, ou abria meu arquivo de piadas seletas( entenda-se: boas porcarias) e lia por cinco ou dez minutos. O teto que caísse! Eu tinha que colocar uma barreira entre a discussão e a retomada do trabalho. Quando parei de fazer isso fui parar no SOS Cárdio, portanto era um santo remédio essa fuga.
Um dia topei com esse texto. Não pare de ler até o final, que não é nenhum daqueles textos que foram fabricados para abrir telas e telas de apresentação, apelando para teus sentimentos e no final te ameaçam se não passar adiante. Nada disso. E sem figurinhas, prá não distrair.




Joe tinha uma carreira de sucesso, mas ele era golpeado por uma dor de cabeça crônica, que aumentava a cada ano. Quando sua saúde mental e sua vida amorosa começaram a ficar ameaçadas ele procurou auxílio médico. Depois de perambular de um especialista para outro, ele finalmente descobriu um médico que resolveu o problema.
- A boa notícia é que eu posso curar sua dor de cabeça. A má notícia é que isso requer sua castração. Você tem uma condição muito rara, que causa o esmagamento de seus testículos contra a base da espinha. A pressão causa uma dor de cabeça insuportável. A única maneira de diminuir a pressão é removendo os testículos.
Joe ficou chocado e deprimido. Ele questionou se havia algum motivo para continuar vivendo. Mas mesmo não tendo encontrado a resposta, algum tempo depois decidiu entrar na faca.
Quando deixou o hospital, sua cabeça estava límpida e sem dor, mas ele sentia que algo importante dele havia desaparecido. Andando pela rua, ele percebeu que era outra pessoa. Ele podia recomeçar e viver uma nova vida. Ao passar por uma loja de roupas masculinas ele pensou: -"É disto que eu preciso: um terno novo".
Entrou na loja e disse ao vendedor.
- Gostaria de ver um terno.
O vendedor olhou para ele e disse:
- Vejamos... tamanho 52, longo.
Joe riu:
- Você está certo! Como você conseguiu?.
- É minha profissão, disse o vendedor.
Joe experimentou o terno. Caiu feito uma luva. Enquanto Joe olhava-se no espelho, o vendedor perguntou:
- E que tal uma camisa nova?
Joe pensou um segundo:
- Tá certo...
O vendedor olhou para Joe:
- Vejamos... 42 largo.
Joe ficou surpreso:
- Você está certo! Como você conseguiu?
- É minha profissão, disse o vendedor.
Joe experimentou a camisa e ficou perfeita. Enquanto Joe ajustava o colarinho pelo espelho, o vendedor disse:
- E que tal um par de sapatos novos?
Joe não hesitou:
- Vamos lá!
O vendedor olhou para os pés de Joe:
- 42.
- Você está certo! Como você conseguiu?
- É minha profissão!
Joe experimentou os sapatos e eles encaixaram como chinelos. Ele andou um pouco dentro da loja para confirmar o conforto. E o vendedor aproveitou para vender-lhe um chapéu, uma malha e uma camiseta, sempre acertando o tamanho só de olhar.
Por fim, o vendedor ofereceu-lhe uma cueca nova. Joe aceitou e o vendedor disse:
- 42.
Joe deu uma risada.
- Agora você errou! Eu sempre usei 40!
O vendedor balançou a cabeça e disse:
- O senhor não pode usar 40. Vai ficar muito apertada, irá pressionar seus testículos contra a espinha e vai lhe dar uma puta dor de cabeça.


Pára com isso! Eu avisei que era um bela porcaria! Só falta um título, que fica por sua conta.

11 de nov de 2005

Não Vá se Perder por aí!


Pensando em viajar no feriadão? Ah, vai a Curitiba, aquela chamada cidade- modelo?

Prestenção! Siga o roteiro ou você ficará tão perdido, que nunca mais será encontrado, nem por fiscal da Receita Federal.



* O Parque Tingui fica no Pilarzinho e não no bairro Tingui;
* O Hospital do Cajuru fica no Cristo Rei e não no bairro Cajuru;
* A Guabirotuba fica no Prado Velho e não no bairro Guabirotuba;
* O Presídio do Ahu fica no Cabral e não no bairro do Ahu;
* A Rua da Cidadania do Portão fica na Fazendinha e não no bairro Portão;
* O bairro Champanhat não existe, pois é apenas um condomínio fechado no bairro Bigorrilho;
* O bairro Jardim Botânico não existe, pois o nome oficial é Vila Capanema, onde se localiza o Parque Jardim Botânico;
* O bairro do Carmo não existe, pois é somente uma praça no bairro do Hauer;
* O bairro Ecovill não existe, pois é apenas um condomínio fechado no bairro do Mossunguê;
* O Carrefour Champanhat não fica no Campanhat, nem no Bigorrilho, mas no bairro do Mossunguê;
* No Edificio Bradesco fica a agência do Banco Itaú;
* O bairro Boa Vista tem esse nome por causa de um primeiro morador muito fofoqueiro, que mesmo tendo um olho de vidro, via tudo o que acontecia na sociedade da cidade e contava a todo mundo;
* Se o destino de ônibus for Santa Cândida, Capão Raso ou Pinheirinho, tome muito cuidado. O terminal de ônibus do Pinheirinho fica no Capão Raso. Já o terminal Capão Raso fica no bairro Novo Mundo e o terminal Santa Cândida, no bairro Tingui.

Esta é Curitiba, a cidade que sorri. Deve ser de desgosto.

Tudo isso foi publicado no Jornal Gazeta do Povo, em 25 setembro 2005, página 5, como garante Neu, meu amigo nada anônimo, que enviou essas preciosidades.

Na foto, coisas desta praia, encontradas pelo filhão.

9 de nov de 2005

8 de nov de 2005

Ora, Pílulas!


Você é do tipo que não toma remédio nem se estiver desmaiando de dor? Confesso que não admiro gente assim, porque ninguém nasceu para sentir dor. Isto eu ouvi de um médico. E adotei como uma boa frase. Não que eu mesma tome remédio por gostar e também não por qualquer fisgadinha no dedo mínimo do pé. Mas quem é colunável ou já teve uma enxaqueca daquelas que dão vontade de bater com a cabeça na parede, sabe que existem dores e dores.

Ah, você é do tipo que se o médico(ou quem sabe a mocinha da farmácia) receitar, toma qualquer coisa, não quer nem saber se tem prazo de validade, se tem interação medicamentosa, ou se tem algum componente que vai causar "distúrbios gástricos"? Também não invejo você, nem um pouquinho. Gente assim não se gosta muito ou gosta muito de remédio. Ou gosta muito da mocinha da farmácia.

Quem gosta de saber um mínimo sobre o que está botando goela abaixo, quer tirar dúvidas sobre algum remédio e está cansado de tentar entender aquele palavrório hermético, aqui tem um site da ANVISA que ajuda. Bom para consultar e bom para guardar.

Como dizia a mensagem de minha amiga, "um presentinho para os hipocondríacos". E para gente normal também.

Já que o assunto é da área, alguém aí quer saber mais sobre homeopatia , o que é, como escolher um profissional e outras informações muito interessantes?

Dica: meio copo d'água a cada hora previne contra muitos dodóis e cura muitos outros. E é quase de graça!

4 de nov de 2005

De Cinema!

O dia hoje está tão-tão, tão-tão de lindo e gostoso, mesmo com esse vento teimoso, que fica complicado descrever esse céu azul, o sol abusado desde cedo, esse clima de verão se anunciando, essa sensação de que a vida é uma coisa de louco. Sei lá se choveu semanas a fio! Nem lembro. Pelo menos até a próxima.

Fotos não vão fazer justiça, mas eu arrisco uma.


Um dia assim faz esquecer até minhas dificuldades em acertar meu novo site de fotos no flickr, neste computador, que funciona com válvulas desde que voltou do conserto.

Tem que aproveitar dias como este prá fazer um pouco de alongamento, esquecer qualquer coisa que incomode. Talvez um soninho relaxante...


O gato é do MIKE e a foto também.

1 de nov de 2005

Uma Nuvem é uma Nuvem, é uma Nuvem...


Eu sei que é difícil, porque a paisagem é majestosa, impressiona, dá vontade de estar lá(aqui). Mas, se conseguir desviar um pouco os olhos do mar da praia da Armação, que eu fotografei do alto do morro do convento, você vai perceber que tem uma nuvem estranha, baixa, densa, sobre a vila da Armação e já subindo o morro.


Depois eu avanço para dentro dela, passo por baixo e fico esperando que ela suba o morro e vá para o outro lado, prá ver no que isso vai dar.


Fico espreitando. Ela chega como uma cascata. Não tem outra forma de descrever: a nuvem desce soprada por um vento manso, acha espaço entre dois morros e invade a vila do Pântano do Sul. Cobre tudo, aos poucos, como se fora um rio. É estranho ver como a nuvem flutua em direção ao mar, espichando-se, espalhando suas minúsculas gotas, e desaparecendo na paisagem marinha.

É um fenômeno especial, porque nuvens já as vi de todas as formas, tamanhos e cores. Do chão, da sacada, da janela, de dentro d'água, da janela do avião. Elas dançam com muita freqüência sobre os morros por aqui. Anunciam temporais ou chuva miúda. Ou apenas nos dão uma folga em dias de calor. Mas ficar acima da nuvem estando não mais alto que 15 metros, é especial. Ser invadida por ela a essa altura é mais especial ainda.

Naquela noite fui dormir de alma cheia, a máquina estourando de tanta fotografia. E sem computador para ver tudo no tamanho que a paisagem merece. Nem dava prá saber se as fotos tinham ficado boas. Foi uma longa espera, um sofrimento. Mas valeu cada segundo de ansiedade.

A seqüência toda está neste espaço especial. Vá espiar com calma e depois me conte o que achou.

Ângela, prá você olhar outra vez, enquanto digere as panquecas.