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30 de set de 2005

Antes que Desapareça!

Recebi de Lenora, com a recomendação de ver isto com urgência, antes que as agências de controle norte-americanas retirem o site do ar. Depois de ver dá prá adivinhar as razões.
Eu até pensei que já tivesse visto tudo e até demais sobre esse assunto- tem hora que enche, confesso- , mas vale parar, assistir e duvidar de tudo o que se viu e ouviu. Quando se trata desses meninos é bom deixar o tempo passar, como deve ser com todos os fatos históricos.
Sempre achei que eles são muito bons para fazerem "roteiros" em países de terceiro mundo, mas na terra deles? Isto tem cheiro e não é de bolo de chocolate!

29 de set de 2005

Não são legítimas, têm cheiro e soltam as tiras

A filha de um grande amigo, que mora com marido e filhos, no país do cara que não concorda em reduzir a poluição, pediu, já faz algum tempo, que eu colocasse aqui algumas sugestões de como poupar o planetinha de tanta sujeira.

O Pai dela assistia e participava de minhas campanhas bem escancaradas para que houvesse menos desperdício de papel. Todo mundo sabe que depois que colocaram impressoras ao lado de computadores, não há papel que chegue - todo mundo quer cópia de tudo-, o que destruiu a teoria de que a tal caixa de lata reduziria o consumo de papel e de árvores.

Assim, eu sugeria que colocassem uma caixa de papelão embaixo da mesa e recolhessem os papéis descartados. Foi meu mísero mas fulgurante sucesso nesta área. Alguns demoraram para adotar a medida, mas quando cinco ou seis aceitaram, outros não quiseram ficar para trás. Em poucos meses, centenas e centenas de folhas e restos de papel foram aparecendo nas caixas. Mais tarde despachados para a reciclagem ou reutilizadas.

Meu argumento foi de que numa empresa com mais de cinco mil empregados, se cada um jogar fora uma folha de papel por dia, bem, a conta é fácil, não é? E onde você trabalha como é?

A figura de quem defende o bom uso da natureza já deixou de ter aquele sabor de antipatia generalizada. Não precisa ser chato para ser ecologicamente correto, nem fazer milagres ou absurdos, nem desfraldar bandeiras. Não precisa nem ser radical. Basta ser um pouquinho inteligente e coerente.

Trago do WWF uma regra muito simples: Os três "RE"

REduza o consumo
REcicle tudo o que puder
REutilize tudo o que puder



Gostou do modelito?

26 de set de 2005

A Eterna Boazuda


Ela fazia o tipo bonita e gostosa. Com carnes fartas onde deveria ter e um sorriso ensaiado para não fazer pés- de-galinha ao redor dos olhos. Dizem as más línguas que depois que clareou o cabelo ficou burra. Se não era fazia o tipo. Será que alguém se importava com isso? Vai ser linda para sempre, porque morreu antes da chegada da celulite e antes que peito e bunda despencassem, como aconteceu com Bardot. Ainda faz suspirar moços e velhos. É de crer que se tentasse entrar no mundo do cinema nos dias de hoje, seria devolvida à cidade de origem, com frete a pagar, nestes tempos em que cabides de ossos estão na moda. Para nós, mais pesadinhas ou pesadonas ela ainda é modelo de beleza.

Uma beleza triste, é verdade. Teve quase tudo o que quis e o que não esperava. Viveu. Por mais espetaculares que sejam todas as fotos e engraçadinhos os filmes que fez, sempre lembro dos olhos dela enquanto saía pela última vez de uma clínica. A beleza sempre custa caro.

Ela tem site oficial, sim senhor! Mesmo que você não entenda lhufas de inglês, explore as fotos e outros links.

23 de set de 2005

MANEZINHO É A MÃE!

Lá no fim do mundo onde eu nasci, chamar alguém de mané, era alguma coisa entre chamar de burro ou simplório, tacanho, ignorante. Coisas assim. Em Florianópolis esse substantivo vira quase adjetivo e perde esses significados. É motivo de orgulho, de preconceito, e vive na boca de todo mundo, como se ser manezinho da Ilha fosse passaporte para algum clube de pessoas muito especiais.
Até onde eu sei, manezinho é aquele que conserva as tradições da Ilha e tem atitudes e comportamento muito tradicionais. Coisas que a quase totalidade dos orgulhosos manezinhos já esqueceu.
Faz algum tempo que alguém, anonimamente, ironizou esse orgulho e empáfia dos que se dizem manezinhos da Ilha. Já circularam diversas versões, mas para os que conseguiram sobreviver aos falsos e chatos manezinhos, vai uma delas.



Ser mané é:

Ir ao açougue e pedir dox meio quilo de boi ralado;
dobrar às ixquerda na servidão e seguir toda vida;
assar um surraxquinho;
acreditar no Expiridião e ter uma prefeita, que além de fanha é sua esposa(dele);
ter como bar famoso o box 32, agüentar aquela catinga de peixe, pagar os olhos da cara e achar que está abafando;
achar o shopping”Beiramar” muito grande;
ir naLlupus e tomar aquela cerveja horrorosa;
sair na noite de Floripa e se lembrar dos velhos tempos do Nostradamus, do Refinaria 227, do Chaplin, da Dizzy;
ir num show de pagode numa danceteria com o nome de New Time, agarrar umas empregadas e dizer pros amigos "porra, agarrei autax goxtosa";
comprar o jornal de domingo só pra ler as besteiras que o idiota do Cacau escreve e ainda por cima, escritas erradas;
ter que ouvir "mas bah, tu visse aquela guria? Tri gostosa";
ir tomar cerveja no shopping, ficar bêbado e cantar a funcionária do Mac'Donald's;
achar-se o máximo comendo um big mac pequeno e caro;
terminar a noite comendo um delicado sanduíche de 2 quilos no "Hause" e sair com fome;
ficar dançando numa noite fria no Koxixo's com um som que vale muito mais que o carro;
ficar no posto de combustível pra fazer um ixquenta;
ter como cidade vizinha Biguaçu, Palhoça;
morar nessas cidades e emplacar o carro em Florianópolis pra não ter fama de barbeiro;
enfrentar congestionamentos gigantes numa sexta-feira chuvosa na beira-mar e ter coragem de sair à noite a achar "a naiti autus massa"
ficar 2 horas na fila pra entrar na Continental e ficar uma hora lá pagando os olhos da cara;
ter um dicionário ilhéu;
comer peixe com pirão d’água e achar isso "féxion";
ficar piruando o jogo de dominó dos velhinhos na Praça xv;
ser um dos velhos que joga dominó;
ficar conversando no Ponto Chic;
perder a sua vaga na federal para um gaúcho, paranaense ou paulista e ter que ir estudar em alguma faculdade particular nos cafundós do Judas;
inaugurar o mesmo viaduto duas vezes;
achar que Florianópolix tem plano diretor;
acreditar que a baía norte foi despoluída;
sempre perguntar “não tem?”;
comparar Beto Carreiro com a Disney;
ter conta no Bexc;
ter o tênis como principal esporte coletivo;
fazer uma ponte no mar, toda de ferro (perfeita!). E ainda por cima gastar uma grana com a manutenção sem poder trafegar nela.

Eu prefiro não ser manezinho nem lá no fim do mundo, nem aqui.



22 de set de 2005

RAPIDINHA


Sujou a roupa com baton?

Faça um pouco de espuma com creme dental, de preferência branco, espalhe e esfregue sobre a mancha. Sairá mais rápido se você usar uma escovinha. Depois de enxaguar é só esperar que seque. Pronto. Pode sair do toalete sem receio de ser interrogado/interrogada.






17 de set de 2005

COM OS OLHOS CHEIOS DE VIDRO


Tenho uma certa paixão por objetos de vidro, por mais simples que sejam. Gosto de ver as marcas do material, as pequenas bolhas eternizadas até a reciclagem, imaginar o processo de fabricação, ouvir o som do cristal produzido por batidas com os dedos. Gosto de ver documentários sobre aqueles lugares maravilhosos onde homens sopram vidro e fazem as formas mais inusitadas, coloridas e lindas.


E tenho um gosto esquisito: adoro ouvir barulho de vidro quebrando. Caindo espalhafatosamente, ou tilintintando como anjos descendo escadas. Portas mal fechadas em dia de ventania e que espatifam a vidraça também. Até quando aconteceu no meu velho apartamento. Não sei a razão e nem quero descobrir. Quanto mais fino o vidro, mais bonito o som.


Não vá meu filho pensar que quebrei as taças de cristal que ganhei dele só para ouvir o som divino que elas fizeram. Foi acidente de percurso. Mas o som foi lindo! As taças morreram dignamente, eu garanto!


Estava visitando Gin(http://noves.blogbrasil.com ) e pirei. Não descansei antes de explorar todos os links do site que ela sugeriu. É de doido, acredite! O cara é simplesmente um gênio. Já deu prá ver pela amostra aí de cima.


Eu nem digo que gostaria de ter dinheiro para comprar alguma peça. Bastaria que eu pudesse tocar. Ouvir o som, encher os olhos. Espalmar as mãos e sentir a temperatura. Fechar os olhos e absorver cada curva e linha.


Encha os olhos também. As peças são espetaculares e extremamente bem fotogragadas, o que as deixa ainda mais tentadoras. Abra cada link, visite cada sala, galeria e álbum.


Comece aqui e depois esqueça a hora.

16 de set de 2005

COMIDA PARA QUEM PRECISA (Ou o que eu vou fazer com essa sobra de espinafre?)

Não demorou nada prá ele reclamar! As acomodações são terríveis. Os companheiros de quarto incômodos. Não tem privacidade. E a comida? A comida é uma vergonha! "Nem para meu cachorro eu dou uma comida daquelas!"

Não fosse revoltante seria hilário. O que ele queria? Um hotel cinco estrelas? Um spa? Já nem discuto se ele tem recuperação ou não, acho que não dá tempo, mas reclamar da comida que nós estamos pagando prá ele, com nossos impostos? Tenha paciência! Será que ele sabe que tem milhares que deixaram de comer aquela comida que nem o cachorro dele comeria, por conta de tudo o que ele tirou de muitas fontes e mandou congelar na em países onde o frio é grátis?

Você, que não é hóspede do PF Resort Hotel, pode preparar essa delícia, para aproveitar esse clima e enquanto comer, por favor não pense nele!

É um prato rápido de preparar, de comer e de digerir. Bom para aquela fome que chega em horas inesperadas. Pode ser comido em qualquer temperatura, mas quentinha é uma perdição. Mas atenção que é calórico, então não exagere.


Ingredientes para 2 porções

1/2 lata de creme de leite light
2 copos de leite(pode ser desnatado)
1 pitada de sal
temperos verdes de sua preferência
1 maço pequeno de espinafre
1 xícara de capeletti de frango ou de carne
1 bola de queijo de búfala
pão torrado(opcional)

Preparo

Cozinhe a xícara de capeletti na água fervente conforme indica na embalagem, enquanto você prepara os outros ingredientes.
Misture o espinafre batido com o leite no liquidificador, junte os temperos. Bata de novo. Leve ao fogo. Misture o creme de leite com soro. Quando estiver fervendo junte a xícara de capeletti.
Se o caldo ficar muito espesso, acrescente um pouco de água quente ou caldo de galinha ou de carne, até alcançar a consistência que você gosta. Não deve ficar muito ralinho, prá não ficar com jeito de comida que nem o cachorro dele comeria.

Sirva e sobre o prato distribua os pedacinhos de queijo. Coma com pão torrado(ou não).

No verão pode ser comido morno ou frio, mas aproveite os últimos dias de frio(espero!) e sirva bem quente.

Eu costumo cozinhar o espinafre e congelar para gastar menos tempo na hora de preparar. Pode ser substituído por cebola, ou abóbora, cogumelos frescos, ou o legume ou hortaliça que mais lhe agradar.

Se você não está nem aí para as calorias, beba junto uma taça de vinho branco seco.

Depois dê duas voltas na quadra prá gastar as calorias, saia para dançar, pedale por uma hora, sei lá! Ou apague a luz e vá dormir de barriguinha cheia.

15 de set de 2005

SÓ COISAS BOAS? (Ou nenhum papo de anjo na geladeira)


Recebi alguns pensamentos que usam a figura lindinha(!) de Sherek, o ogro. Ele aconselha que lembremos de coisas boas e outras frases muito bonitinhas. Ta aí a resposta ao amigo que enviou a mensagem:

Pois, seu moço, costumo dizer que sempre prefiro lembrar o que houve de bom. Custa menos! As coisas menos boas desgastam o coração e amargam os dias. Claro que há a hora de pesar o que vale a pena e o que não, mas até a maior fúria um dia passa. Rancor não vale o tempo que se consome em mantê-lo.
Talvez tudo seja uma questão de sobrevivência ou de conformismo. Talvez. Por outro lado se só lembrarmos o que houve de bom, correremos o risco de repetir dores e mágoas em nós e nos outros.
Mesmo assim, ainda é melhor curar feridas por cair da árvore, do que não saber o gosto da fruta.
Também há um tempo de reciclagem, um tempo de recuperação, que ninguém é louco de sair correndo de muletas, ou com a cabeça enfaixada. Também não é prudente abrir a camisa e dizer: atire, que depois eu só vou lembrar da tua boa intenção.
Num desses cursos meio enlatados que fiz, houve um exercício de identificação de bons momentos que vieram depois de grandes problemas. Essas passagens deveriam ser usadas para manter o espírito de luta frente a óbices que parecem intransponíveis. Tipo: Se eu consegui vencer tal dificuldade, que enquanto era vivida, parecia qualquer coisa de monstruosa e definitiva, posso conseguir tudo!
(...)

E aqui o que emendei na minha cabeça:
Não me agradam as pessoas-anjos, que a tudo perdoam, oferecem a outra face e ainda sorriem o tempo todo como se nada as atingisse, nem existisse nada que pudesse magoá-las. Tipo sangue de barata. Pessoas sem alma. Pessoas que são amigas de todo mundo; que não criticam nada e ninguém para serem “zen”.
Pessoas boazinhas demais me irritam, geram desconfiança. É preciso ter algum defeito para ser humano. Eu me assusto com pessoas que são muito superiores por serem humildes demais. Nem por isso quero vampiros no teto de meu quarto, ou pessoas desonestas e diabólicas só para agitar minha vida.
Quem sabe se por ter vivido muito proximamente a freiras, como interna, quando estava entre 13 e 15 anos, idade em que se confia demais nas pessoas e se é facilmente influenciável, e por ter visto tanta hipocrisia e falta de personalidade, isto me tenha deixado precavida. Quem sabe por ser tão impulsiva, tipo italiana que fala e depois avalia se fez algum estrago. Quem sabe por preferir a verdade, mesmo difícil, constrangedora ou implacável a elogios falsos ou mentiras cobertas com calda de chocolate.
Porém, entre ficar ruminando um rancor e aproveitar um novo momento, seja ele feito do que for, prefiro a última opção. Depois de ter ficado dignamente furiosa, irritada, magoada, chorona, insone, debulhada, derretida e de ter jurado que nunca, mas nunca mais vou me deixar magoar assim.
Sei de sobra que é uma promessa vã, porque eu não acredito(mais) em promessas. E ultimamente tenho aprendido a dizer não e a recusar o que não me faça feliz por inteiro, então o risco de não ser pessoa-anjo, felizmente, não vai aparecer na minha fotografia.
Ainda sou do tipo que paga um boi para não entrar em bate-boca e confesso que é mais por medo de ofender e magoar do que de ser machucada. Tenho algumas frases que podem fazer um estrago permanente quando ditas, então deixo-as a sete chaves e mais uma. Mas depois de entrar na briga, ai Jesus!
E passado algum tempo eu esqueço, que é prá deixar lugar prá mais coisas boas, que eu não sou assim tão boba!


A foto e efeitos são de um rapaz de 19 anos que já mostra sua genialidade na fotografia aqui:
http://www.fotoamigo.com/SnowballofDoom/

14 de set de 2005

BOBAGENS LEGAIS PARA UM DIA DE CHUVA

Pato ou coelho?






Esse Freud sabia escolher no que pensar!







Mais dessas bobagens interessantes aqui:

http://www.planetmike.com/opticalillusions/

O que eu posso fazer? Escrevi duas páginas e com um toque distraído foi-se! Sorte de vocês! Mas eu atacarei novamente amanhã.

10 de set de 2005

9 de set de 2005

PARA UMA SEXTA-FEIRA CHUVOSA

Você clica e assiste. Ou copia e cola, clica e assiste.

Bruno Bozzetto é sensacional!

http://www.bozzetto.com/neuro.htm

Gostou? Alguma semelhança?

8 de set de 2005

CÁ COM MEUS BOTÕES


Por que Romeu e Julieta são ícones do amor? Por que são falados e lembrados, atravessaram os séculos, incólumes no tempo, instalando-se no mundo de hoje como casal modelo de amor eterno? Recebem aplausos de quem já amou, de quem nunca teve essa sorte. São citados por quem nunca leu nem ouviu uma linha do gênio.
Porque morreram e não tiveram tempo de passar pelas adversidades a que os relacionamentos estão sujeitos.
Eles eram apenas dois adolescentes e quem já foi sabe que um “não” cria muito amor por aí afora.
Senão, provavelmente, Romeu estaria hoje com Manoela e Julieta com Ricardão. Romeu nunca traiu Julieta numa balada com uma loura linda e siliconada, motivado pelo álcool. Julieta nunca ficou cinco horas seguidas esperando Romeu, fumando um cigarro atrás do outro, ligando incessantemente para um celular desligado. Romeu não disse para Julieta que a amava, que ela era especial e depois sumiu por semanas. Julieta não teve a oportunidade de mostrar para ele o quanto ficava insuportável na TPM. Romeu não saía sexta-feira à noite para jogar futebol com os amigos e só voltava às seis da manhã, bêbado e com um sutiã perdido no meio da jaqueta. Julieta não teve filhos, não engordou, não ficou cheia de estrias, celulite e histérica com as tantas tarefas para fazer. Romeu não disse para Julieta que precisava de um tempo, que estava confuso, querendo na verdade curtir a vida. Nem disse que ainda era muito novo para se envolver definitivamente com alguém. Julieta não tinha um ex-namorado. Nunca ficou com aquela cara de mosca tonta, deixando Romeu com a pulga atrás da orelha. Romeu nunca deixou de mandar flores para Julieta no dia dos namorados alegando estar sem dinheiro. Julieta nunca tomou um porre fenomenal, nunca se descontrolou, nem deu um sonoro tabefe em Romeu no meio de um bar lotado. Romeu nunca se preocupou com a virgindade de Julieta. Julieta nunca ficou com o melhor amigo de Romeu. Romeu nunca foi a uma despedida de solteiro com os amigos. Julieta nunca teve uma crise de ciúme achando que Romeu estava dando mole(ou duro) para uma amiga dela. Romeu nunca disse para Julieta que, na verdade, só queria sexo e não um relacionamento sério e que ela deve ter confundido as coisas. Julieta nunca cortou dois dedos de cabelo e, depois, teve uma crise porque Romeu não percebeu a mudança. Romeu não tinha uma ex- mulher que infernizava a vida da Julieta. Julieta nunca disse que estava com dor de cabeça, virou para o lado e dormiu. Romeu nunca fez amor e roncou em dez minutos. Romeu nunca chegou para buscar a Julieta com uma camisa xadrez horrível, de manga curta, cheirando a perfume barato. Nenhum deles chamou o outro para uma conversa séria. Julieta nunca quis passar as férias em Roma e Romeu na Grécia. A sogra de Julieta nunca se meteu na vida e cozinha dela.
Eles morreram se amando. Tudo o que morre jovem se eterniza.
O genial escritor sabia disso desde sempre. E sabia esconder a simbologia por trás de uma história bem contada.



Cá com meus botões:
Nunca consegui entender qual era a desse cara que se assinava Shakespeare. Genial, profundo conhecedor da natureza humana, encantador de palavras, mas como é que um gênio como ele faz um homem ser tão burro que não sabe a diferença entre uma mulher dormindo e uma mulher morta?
Será que era isto que ele queria mostrar? Ou ele também não acreditava em amor eterno? Aquele amor eterno que se transforma para não se perder, envolve pessoas que se querem bem e não se cobram, são sensíveis, pagam contas, levam filhos à escola, dançam, sonham, engolem coisas para não magoar o outro e depois se vingam amorosamente, viram amigos ou quebram a cara um do outro e desperdiçam tudo o que tiveram.
Vai ver ele queria contar que adolescente faz bobagem mesmo, quando é contrariado!
Um sentimento dura o exato tempo que deve durar. Depois, como semente, se muda e germina em outro lugar ou apodrece a alma de quem não se renova.


(Céus! Ou eu perdi meu credo no amor em algum romance mal escrito, ou vou ler todas as histórias da Carochinha outra vez. )


Presta atenção! Este texto já foi roubado, já virou slide com erros ridículos e já circulou por dois continentes via e-mail. Se copiar, pelo menos cite a fonte e não cometa crimes ortográficos.

7 de set de 2005

UM, DOIS! FEIJÃO COM ARROZ!


MEU BRASIL?


Pátria amada!
Oh, Brasil,
de que te ufanas?

Dos descalços,
desesperados,
desempregados,
desembestados,
descamisados,
deserdados?

Dos que estão
pelas ruas,
pelas casas,
peneirando o lixo,
dormindo o desespero,
chorando a fome dos filhos,
morrendo à mingua,
ou de sede,
ao lado dos latifundiários,
morenos do sol
de Copacabana ou Côte d’Azur?

Pátria amada!
Oh, Brasil!
De que te orgulhas?
Dos desdentados,
dos desnutridos
caminhantes desnorteados,
morrendo aos punhados
em paus -de - arara de arribação,
buscando o sul?

Pátria amada!
Oh, Brasil!
De que podem ser feitos os nossos sonhos?
Sem esperança,
sem substância,
teimosamente sobrevivendo,
renascendo a cada golpe...

Pátria amada?
Oh, meu Brasil!
Até quando serás nosso?
Até quando serás meu?

19/10/92

6 de set de 2005

FIAT LUX!


Vai trocar a lâmpada?
Não custa dar uma espiadinha em alguns conselhos e sugestões da Revista Pro Teste (
http://www.proteste.org.br ), edição de Julho/2005, para comprar a lâmpada certa.

Um resumo útil:
Quanto duram as lâmpadas?
Incandescentes 1.000 horas
Halógenas 2.000 horas
Fluorescentes 7.500 horas
Fluorescentes compactas 10.000 horas


Mas não se deixe impressionar só pela duração. Cada espaço deve ter a lâmpada certa para que seja feita a economia desejada e dure mais.
 Incandescentes são mais baratas, menos poluentes, aquecem, duram pouco e são pouco eficazes. São indicadas para espaços em que as lâmpadas são acesas e apagadas com freqüência. Ideais para aquele acende-apaga do corredor e do banheiro.

Fluorescentes Tubulares precisam de instalações especiais, são mais caras que as incandescentes, demoram alguns segundos para atingir a luminosidade máxima. São indicadas para ambientes onde as lâmpadas ficam acesas por muitas horas seguidas.

Fluorescentes Compactas ou eletrônicas já trazem o reator acoplado, são mais caras que as incandescentes. Se quebrarem poluem(usam mercúrio*). São mais eficientes, mais econômicas. São indicadas para ambientes onde ficarão acesas por muitas horas seguidas. Só devem ser usadas onde fiquem acesas por, no mínimo, 9 minutos.


Halógenas também são mais eficientes que as incandescentes, são mais caras que as anteriores e são indicadas para locais que necessitam de alta luminosidade e onde são acesas e apagadas com freqüência.

Só deixe lâmpadas acesas onde houver necessidade. Isto também é prova de inteligência, além de ser uma medida de economia.

A duração de uma lâmpada depende de quantas vezes é acesa e apagada e de quanto tempo fica acesa cada vez que é acionada.A foto e montagem são do Mike, como no post anterior.

* Quando quebrarem, areje o ambiente, recolha o material sem tocar, feche num vidro e deposite em lixeira apropriada. O mercúrio e seu gás são extremamente prejudiciais aos animais e seres humanos.

4 de set de 2005

ALCOÓLICAS III



Alturas, tiras, recorto-as
E pairamos as duas, eu e a Vida
No carmim da borrasca. Embriagadas
Mergulhamos nítidas num borraçal que coaxa.
Que estilosa galhofa. Que desempenados
Serafins. Nós duas nos vapores
Lobotômicas líricas, e a gaivagem
Se transforma em galarim, e é translúcida
A lama e é extremoso o Nada.
Descasco o dementado cotidiano
E seu rito pastoso de parábolas.
Pacientes, canonisas, muito bem-educadas
Aguardamos o tépido poente, o copo, a casa.

Ah, o todo se dignifica quando a vida é líquida.

3 de set de 2005

PAPO SEM PÉ NEM CABEÇA!


Nunca entendi porque dois sexos tão diferentes querem se entender. Como diz o mestre Manuel Bandeira"... os corpos se entendem, mas as almas não."

Procuro enriquecer minha vida com pessoas que buscam alegria, crescimento, sabedoria, prazer e harmonia. Aquela fase em que eu me esforçava para que tudo estivesse bem com os outros passou faz tempo. Hoje eu cuido de mim. Se quem estiver por perto for compatível, ótimo, se não...boa sorte! A gente aprende!

Por outro lado, a mulher que vive comigo, eu mesma, acha que essas irritações com as diferenças e rotinas de convivência têm uma forma muito fácil de serem resolvidas e só não se resolvem quando não há conversa entre "as partes". Mas se tudo fosse tão fácil, de que viveriam os advogados?

De verdade, de verdade, tanto homens como mulheres fariam melhor se não ficassem procurando no sexo oposto o que o deles não tem. Isso é coisa de quem não está satisfeito com o que tem. Oposto não é isso? Eu A-DO-RO as diferenças!

Outra metade da laranja é a coisa mais estúpida que alguém inventou. Eu sou laranja inteira, que é isto de achar que vai "me completar"?

O melhor da vida é acordar todo o dia e pensar: o que eu posso fazer hoje para ser mais feliz? Se isto incluir alguém mais do que eu, maravilha! Mas não me tolhe. Por que jogar a responsabilidade de minha felicidade nas mãos de outro(s)?

Eu me derreto, me dedico, me entrego, esqueço de mim. Se alguém me derruba, me engana, mente e não corresponde ao que eu esperava, eu quase desapareço de tanto chorar, mas quando levanto estou inteira de novo. Não perco pedaço; deixo marcas. Tudo é intenso, até a decisão de que terminou a história, mas que eu continuo.

Às vezes encontro alguns espécimes femininos que me fazem pensar na sorte que eu tenho de ser mulher e não ter que aturar outra. Nós somos complicadas mesmo. Porque somos simples, mas polivalentes. E isto é difícil de alguém aceitar. Somos exigentes, dengosas, caprichosas, algumas são honestas, outras jogam; trabalhamos muito, sim, enfrentamos coisas que derrubariam muitos homens metidos a machões, de repente somos gueixas....

Mas, por outro lado, tem cada homem, que valha-me Nossa Senhora dos Homens Perdidos!

Não dá prá conciliar isto. Não dá prá entender como entre tantos bilhões alguém se arvora de ser a pessoa ou de ter encontrado a pessoa certa. É o mesmo que acreditar que todas as ruas só têm uma direção, ou coisa ainda pior, que todas as outras pessoas são tão ruins, que jamais dariam certo. Ou que você é tão ruim, que qualquer um é melhor que você, e que você tem que aceitar o que vier.

Não entendo que os homens se esforcem tanto(ou não se esforçam nada!) para ter uma mulher ao lado deles, de preferência o dia todo, todos os dias por muitos dias e reclamam, reclamam, reclamam do que escolheram. Não seria o caso de ver o que estão levando prá casa? Vá entender esses homens! Também não entendo que as mulheres façam fofoca de seus homens para outras mulheres. Isto é propaganda para o inimigo.

Vai ver eu ando mesmo achando que não creio mais no I love You, mas se outros conseguem crer, porque tirar o salário dos poetas, não é?

Não, eu não bebi. Eu avisei que isso era um papo sem pé nem cabeça!

O desenho da bichinha (com cabeça) eu copiei daqui, ó: http://www.haroldocauduro.com.br/minhoca/minhoca.htm

2 de set de 2005


Aposto que você já está preparando seu final de semana. Bom, né? E isto inclui aquelas comidas e bebidas que não vão deixar saudades na segunda-feira? Mas vão deixar você com a sensação de que está pesada. E nem estou falando de peso de consciência por ter quebrado sua dieta, que ninguém é de ferro. Mas aquele peso mesmo, que veio do excesso de gordura ou de doces. Aquela sensação de que está inchada.

Então prepare este chá e tome durante a segunda-feira. Além de ser diurético ele é desintoxicante.

Ingredientes

2 folhas de funcho
4 colheres (ou um maço bem pequeno) de salsinha fresca
4 colheres de cabelo de milho.

O funcho está na prateleira de legumes do supermercado. A salsinha também. O cabelo de milho na espiga que ainda esteja na palha, ou com algum feirante mais cuidadoso.

Ferva1 litro d'água. Lave bem os ingredientes e coloque num recipiente. Despeje a água fervente sobre os ingredientes. Tampe e deixe descansar por 20 minutos. Não ferva depois de despejar a água. Beba quente, morno ou frio, durante o dia todo. Sem açúcar, claro.

E não esqueça que é diurético. Você fará diversas viajens à "casinha".

Importante: nenhum chá deve ser consumido passadas 12 horas de sua preparação.

Bons goles!

1 de set de 2005

CAI O REI DE ESPADAS!

Eu olho. Esbugalho os olhos. Escuto. Traduzo o que posso. Às vezes as imagens e as falas são muito fortes. Eu não agüento e choro junto. Eu relembro a fome. A sede. Por motivos diferentes, mas fome e sede só sabe quem já experimentou.

Desligo para descansar os olhos e o coração. Ligo outra vez. A chuva que cai aqui não me deixa opções. As imagens e entrevistas se repetem. Então sou forçada a acreditar. A nação mais poderosa do mundo é incapaz. É ineficiente. É um engodo. É desorganizada. É só fachada. É bagunça geral. É desgraça. É sujeira. É fome. É morte. É mentira!

Juro que se não houvesse identificação das imagens eu pensaria que aqueles amontoados de gente, negra na sua maioria, eram cenas de algum país africano miserável. De gente em busca de comida. De gente mostrando crianças sedentas e mal abrigadas. De gente que é tirada dos lugares alagados e colocada sobre pontes e ali largada sem qualquer outra providência. Simplesmente largada ali. Assim como gado tirado do Pantanal e colocado em pasto seco. De gente morta às centenas. Mortes não reveladas. De gente que se acumula em frente aos hospitais e é impedida de entrar. Em frente aos estádios e é impedida de entrar.

As gangues e aproveitadores fazem a festa roubando o que precisam, o que podem e o que não deveriam. Acompanho a entrevista de um idoso, que foi rendido em sua casa e ameaçado de morte para que entregasse dinheiro. Penso que se trata de alguma favela brasileira. Coisas que já estamos tão acostumados a ver em noticiários. Mas o lamento do homem é em inglês! E eu não consigo desgrudar os olhos da tela e nem ficar indiferente.

O bonequino vai à TV, desta vez com o cabelo já penteado, e declara que amanhã sobrevoará a área. Que em dois dias o socorro chegará. Dois dias. Imbecil! Vá para trás da porta chorar pela tua incompetência e de quem te bajula!

O mundo olha atônito essa incompetência. Os repórteres não resistem e choram com os entrevistados. Eu fico pasma e não consigo evitar de pensar que se fossem cidades onde a maioria foasse branca e muito rica, as coisas andariam mais depressa. Não consigo. E nem sou racista. De nenhuma cor. E também não faço parte de grupo de defesa de ninguém. Não sou porta-voz de minorias. Mas que vergonha, USA! Que vergonha!

Que vergonha para um povo que foi à Lua. Que está espiando Marte. Que tem estação espacial. Que tem as armas mais modernas do mundo. Que vergonha para um povo que se acha o mais esperto do mundo.

Também não consigo evitar um pensamento que antecipa outra tragédia: as doenças que se seguirão e que aumentarão o número de vítimas. Lá e quem sabe onde mais. Provavelmente isso só aconteceria na África, ou em algum desses países subdesenvolvidos, que os americanos ajudam e onde se intrometem nem sempre de graça.

América! América! O que será de vocês, americanos, que moram sobre a falha geológica que espreita abaixo do solo da Califórnia?

Que vergonha, incompetentes! Agora a prioridade de vocês é evitar saques, não salvar vidas?

Mesmo com todas as nossas necessidades e sujeira que nos assola, meu Deus! que bom ser brasileira numa hora dessas.

BZZZZZZZZ!!!

Eu quase queimo a língua!

Saiu uma parcial da avaliação dos estabilizadores.

Leia com muito susto. E proteja-se como puder!


http://www.proteste.org.br/BR_comunicados_detail.asp?id=540

COM O DEDO NA TOMADA

Não é de hoje e não é segredo. A gente vive sendo enganado, ludibriado, roubado. Mas quando alguém consegue na Justiça(!) uma liminar proibindo que a revista Pro Teste publique os resultados da análise (sempre muito séria) e comparação entre os estabilizadores de voltagem, alguma coisa está podre. E nós ficamos sem saber os riscos que corremos por adquirir porcarias, coisas que oferecem riscos.

Eles estão com medo de serem desmascarados pela incompetência, pelo abuso, pela safadeza que podem causar prejuízos aos usuários? Ou quem sabe, o que seria pior, que podem até nos ferir?

Temos direito à informação, mas a Justiça(!) entendeu que os resultados não deveriam chegar a nós. Você está sentindo cheiro de podre?

Já que a matéria foi proibida, visite o site (http://www.proteste.org.br ) e acesse muitas outras informações e conselhos desse pessoal, que é muito sério e competente e que pela sua seriedade está botando medo nos que vivem de enganar.