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24 de dez de 2005

Recomendado do Dia


Já li o suficiente para não acreditar que esse bambino nasceu em Belém. Também não acredito na lenda de gruta e palha, mas numa comunidade de essênios muito desenvolvida, onde ele passou a juventude, aprendendo tudo o que era necessário para ser o avatar que foi/é. Quem quiser saber mais comece por aí.

Porém...

Tudo mais sobre o Natal? Clique no link e descubra o que cada símbolo representa, a origem das tradições em vários países, de modo muito bem exposto e sem aquele cheiro de mofo de sacristia. Um texto prá lá de caprichado. Excelente fonte de pesquisa, com direito a bibliografia e tudo. Eu recomendo. Guarde o link para ler um pouco por dia. Mostre às crianças e amigos. Tem coisas muito curiosas mesmo!

Explore mais o blog dessa futura mamãe, que escreve de modo muito gostoso.

E FELIZ NATAL para quem acredita e para quem nem tá aí! Eu vou esperar Papai Noel, mesmo sabendo que ele não existe. Vou refletir um pouco mais sobre o lado místico desse dia(eu disse místico, não religioso), depois vou encher a boca de bombons, que eu só estava esperando uma desculpa prá me dar esse direito.

Ho! Ho! Ho! Ho!

Tela e foto de Shakeh, from Irã

21 de dez de 2005

Deu no Poste!

Ano terminando e sobraram problemas?

Ah, por favor! Não dá prá exigir demais de quem dormiu com temporal, acordou com chuva, ficou hooooooras na fila do supermercado. Todos os gaúchos, paulistas, paranaenses, argentinos, uruguaios, cariocas, goianos, bolivianos, colombianos, mineiros (esqueci alguém?), que estão por aqui, tiveram a mesma idéia que eu.

É. Nem todo dia é dia de rede!

14 de dez de 2005

Mineira em verso e prosa

Ela conta causos e histórias e transporta quem quiser para uma cidadezinha, para um sítio, para uma roda de conversa, para uma cidade grande feroz, para a água. Para dentro do coração.

Difícil escolher o que mais me encanta. Em parte me reconheço, em parte arranho a superfície.

Eu peguei a água, essa universal origem e espalho, para os bons olhos, um pouco da poesia de Dalva, a Paloma. Matreira, troquei a foto, que nada mais é, que a seqüência da praia onde fiz a imagem que ela usou no blog.


(Morro das Pedras-Fpolis Clarice De Marco)
Desejo de Oceano
Dalva Maria Ferreira

Eu trago dentro da alma um desejo de oceano,
Tão grande
Que qualquer porto do mundo me basta,
Contanto
Que seja sempre um agente passivo,
Receptivo,
Para toda essa agressividade, toda a força
Dessa voragem.

Que seja um porto e intimidade de enseada,
Concavidade,
Onde eu me atire feroz, sem eira nem beira,
Onde eu me arroje.
Um rochedo ancião, fruto de uma outra era,
Que resista
Quando a fúria dos meus sentimentos libertos
Espancar os seus flancos.

Eu quero me embater contra as muitas arestas
Agudas
Da solidão de outra forma pungente de vida
Insular.
E contornar, com a minha aura amorosa
E diáfana,
O limite oscilante da distinta e abandonada forma
Do corpo vencido.

Quero, afinal, ofegar como fera em repouso,
Pulsando,
Ou maré que retorna, enrolada e mansamente
À eterna praia.
Eu quero lamber com carinho o veludo da areia
Molhada
E deixar para trás tão somente o rastro branco
Da espuma.

13 de dez de 2005

Pequenas alegrias





Fui dormir botão

acordei gardênia.









Foto: a primeira das vinte e oito mini-gardênias, que perfumaram meu paraíso.

12 de dez de 2005

Rapidinha

Juro que ouvi aquela lourinha do BandNews, que dá notícia como quem conta historinha prá criança, dizer "copa das Américas", depois corrigiu para "cópula das Américas".

Ah, bom! Agora eu entendi aquela zorra toda do Chavez! Prô Bush ele gritou " Alca, Alca, Alcarajo!". Já no Brasil...

No tempo que eu lia evangelho aos domingos, só podia encarar microfone quem soubesse ler!

8 de dez de 2005

Pirão de náilon*

Eles chegaram de manhã e foram ficando. A princípio, pensei que fossem pescadores buscando refúgio, obedecendo ordens do vento para entrar na enseada. Muitas vezes olho pela janela e sei que em breve vai ter ressaca ou mar alto, vento forte, chuva, ou temporal, mesmo com céu azul, pelo número de embarcações que buscam abrigo nas águas mais calmas, perto das ilhas, sempre do lado oposto ao que sopra o vento. Fico acompanhando de binóculos a chegada deles.

Esses tinham um formato diferente dos que eu conheço. Conheço baleeira, canoa, caiaque, bateira, iate, barco de rede de arrasto, de camarão, de pescar lula, navio, navio cargueiro. Também já vi por aqui os que armam as redes para pegar lanço de tainha, mas desses eu não sei o nome. Eles chamam simplesmente de barco. E eu também.

Posicionaram-se esses barcos, colocaram as redes, muitas redes, navegando de lá prá cá com os barquinhos vermelhos por toda a orla. Homens de uniforme azul. Não há como negar que a paisagem ficou interessante, bonita. À noite pareciam pinheirinhos adiantados de Natal. Era como se alguém tivesse colocado casas iluminadas dentro d'água. (Minha câmera é muito modestinha e nem me atrevi a fotografar à noite. Mas dá prá ter uma idéia do movimento diurno. Ela também não faz panorâmicas como a de meu filho. Ele teria gostado de fotografar.)

Fazia calor e o mar penteava a areia mansamente. Água limpa, mas fria. Eu saí de casa só prá fotografar, tentando alcançar a última luz da tarde e olhar aquele movimento diferente. Já era o terceiro dia que eles estavam por ali. Saíam às vezes, mas voltavam um depois do outro prá passar a noite. Não podia perder a chance. Eles poderiam sair na manhã seguinte e não voltar.
Na beiradinha d'água, um pescador, dos que eu encontro sempre quando saio para minha caminhada, arriscava uma tarrafeada, numa competição desigual. Os peixes eram cercados, arrastados e sugados por aqueles monstrinhos disfarçados de branco. Mas ele mantinha a esperança. Teimava em jogar a tarrafa, duas, cinco, dez vezes. E eu ali, sentada na areia dourada, esperando o desfecho. Torcendo por ele, contra os peixes e contra os barcos. Arriscando novas fotos. Esperando o final da história.


Foi assim: ele olhou para trás, para mim, depois para o mar, recolheu a tarrafa, baixou a cabeça e saiu andando devagar, bem devagar.

Eu voltei prá casa, imaginando a frase quase suspirada, na soleira da porta de casa, olhando a mesa posta:

"É! Hoje de novo só pirão de náilon!"

_______________________________________________________________________

* pirão de náilon: água fervendo jogada sobre farinha de mandioca, mexida até misturar bem e que resulta num pirão com aparência transparente, semelhante ao náilon das linhas de pesca, geralmente acompanhada de peixe, ovo, carne, ou lingüiça.

Fotografias: minhas (Florianópolis- SC)

7 de dez de 2005

Quem comeu essa cara?



Vige! Que susto!

A explicação para essa foto, tem que procurar aqui , no post do dia 2/12/2005.

Eu fiquei de cara. Com cara de manga! Não só com a fruta, mas com o trabalho e as histórias vindas do meio da floresta. Vale ler algumas enquanto procura pelo post.

A cara da manga parece com alguém que você conhece?

25 de nov de 2005

Qual é a sua Graça?



Entre tantas correspondências trocadas, recebi, há muito tempo, possivelmente há trinta e cinco anos ou mais, uma lista de nomes colhidos do banco de nomes do INSS, que naqueles tempos era INPS, ou INAMPS, ou , como dizia aquela italiana da minha cidadezinha: INEPISSETA.
Essa lista está em uma das caixas de papéis ainda invioladas desde a mudança. Mas recebi outra, nada real, mas muito engraçadinha. Brasileiro, prá não deixar escapar um lugar-comum, é criativo até na desgraça, quanto mais na gozação da cara do vizinho.
A propósito, a lista é anônima.

OS NOMES

Ana Lisa - Psicanalista

P. Lúcia - Fabricante de Bichinhos

Pinto Souto - Fabricante de Cuecas

Marcos Dias - Fabricante de Calendário

Olavo Pires - Balconista de Lanchonete

Décio Machado - Guarda Florestal

H. Lopes - Professor de Hipismo

Oscar Romeu - Dono de Concessionária

Hélvio Lino - Professor de Música

K. Godói – Portador de hemorróidas

Alberta Alceu Pinto - Garota de Programa

H. Romeu Pinto - Garoto de Programa

Eudes Penteado - Cabeleireiro

Sara Vaz - Mãe de Santo

Passos Dias Aguiar - Instrutor de Auto-escola

Édson Fortes - Baterista

Sara Dores da Costa - Reumatologista

Jamil Jonas Costa - Urologista

Iná Lemos - Pneumologista

Ester Elisa - Enfermeira

Ema Thomas - Traumatologista

Malta Aquino Pinto - Médico especialista em doenças venéreas

Inácio Filho - Obstetra

Oscar A. Melo - Confeiteiro


Rabisque aí aqueles nomes que têm a ver com essa lista.

(Na foto, Mayuko, fotografada pelo marido .)

22 de nov de 2005

É muita cara de pau!


Não sei se fico furiosa ou torço prá que Luiz Fernando Veríssimo jamais receba o anexo que eu acabei de abrir. Alguém quis se valorizar, pegou o nome do inspirado e respeitado escritor e tascou no meu texto, publicado neste bloguinho, no dia 08/09/2005.

Pelamor!

Além de copiar mal e porcamente, não colocou crédito algum, desconsiderou o final do texto em que fiz referência a Shakespeare e ainda tirou uma lasquinha, mandando beijos.

Não sei quem é M@, mas cá prá nós, não seja rato! Não ofenda Luiz Fernando Veríssimo. Tenha dó! Aquilo foi uma brincadeira com o tão importante e mais que louvado Shakespeare!
Se quiser se valorizar, respeite a autoria de seja lá o que for. Treine. Estude 17 anos. Faça cursos. Leia. Leia muito. Mais de mil livros. Escreva durante vinte e oito anos para ganhar a vida. Leia blogs de gente interessante e inteligente. Leia alguma coisa sobre ética e respeito.

Depois pegue um lápis e escreva seus textos. Escreva e apague até aprender a ler o que está escrito. Ou procure um terapeuta.

Já ouvi dizer que Luiz Fernando Veríssimo declarou, que se tivesse escrito tudo o que colocam como de sua autoria, estaria devendo anos de vida, ou algo parecido.

O texto original tá aqui. Sem os meus pensamentos minhocais que o acompanharam.

Prá deixar saber o quanto fiquei furiosa, tenho que repetir. Tô furiosa! Tô furiosa! Possessíssima! Não interessa se é um texto mixuruca ou sem pé nem cabeça. Não devia usar o nome do cara(desculpe L.F.V.)prá valorizar as fotos.

Meu texto:

"Por que Romeu e Julieta são ícones do amor? Por que são falados e lembrados, atravessaram os séculos incólumes no tempo, instalando-se no mundo de hoje como casal modelo de amor eterno? Recebem aplausos de quem já amou, de quem nunca teve essa sorte. São citados por quem nunca leu nem ouviu uma linha do gênio.Porque morreram e não tiveram tempo de passar pelas adversidades a que os relacionamentos estão sujeitos.Eles eram apenas dois adolescentes e quem já foi sabe que um “não” cria muito amor por aí afora.Senão, provavelmente, Romeu estaria hoje com Manoela e Julieta com Ricardão. Romeu nunca traiu Julieta numa balada com uma loura linda e siliconada, motivado pelo álcool. Julieta nunca ficou cinco horas seguidas esperando Romeu, fumando um cigarro atrás do outro, ligando incessantemente para um celular desligado. Romeu não disse para Julieta que a amava, que ela era especial e depois sumiu por semanas. Julieta não teve a oportunidade de mostrar para ele o quanto ficava insuportável na TPM. Romeu não saía sexta-feira à noite para jogar futebol com os amigos e só voltava às seis da manhã, bêbado e com um sutiã perdido no meio da jaqueta. Julieta não teve filhos, não engordou, não ficou cheia de estrias, celulite e histérica com as tantas tarefas para fazer. Romeu não disse para Julieta que precisava de um tempo, que estava confuso, querendo na verdade curtir a vida. Nem disse que ainda era muito novo para se envolver definitivamente com alguém. Julieta não tinha um ex-namorado. Nunca ficou com aquela cara de mosca tonta, deixando Romeu com a pulga atrás da orelha. Romeu nunca deixou de mandar flores para Julieta no dia dos namorados alegando estar sem dinheiro. Julieta nunca tomou um porre fenomenal, nunca se descontrolou, nem deu um sonoro tabele em Romeu no meio de um bar lotado. Romeu nunca se preocupou com a virgindade de Julieta. Julieta nunca ficou com o melhor amigo de Romeu. Romeu nunca foi a uma despedida de solteiro com os amigos. Julieta nunca teve uma crise de ciúme achando que Romeu estava dando mole(ou duro) para uma amiga dela. Romeu nunca disse para Julieta que, na verdade, só queria sexo e não um relacionamento sério e que ela deve ter confundido as coisas. Julieta nunca cortou dois dedos de cabelo e, depois, teve uma crise porque Romeu não percebeu a mudança. Romeu não tinha uma ex- mulher que infernizava a vida da Julieta. Julieta nunca disse que estava com dor de cabeça, virou para o lado e dormiu. Romeu nunca fez amor e roncou em dez minutos. Romeu nunca chegou para buscar a Julieta com uma camisa xadrez horrível, de manga curta, cheirando a perfume barato. Nenhum deles chamou o outro para uma conversa séria. Julieta nunca quis passar as férias em Roma e Romeu na Grécia. A sogra de Julieta nunca se meteu na vida e cozinha dela.Eles morreram se amando. Tudo o que morre jovem se eterniza.O genial escritor sabia disso desde sempre. E sabia esconder a simbologia por trás de uma história bem contada.
(...)"

Clarice, muito De Marco, ratão!

HUMPF!

16 de nov de 2005

Por mais estranho que pareça


Hoje é (quase já se foi) o dia internacional da tolerância. Faz muito tempo que inventaram esse dia, na ingênua pretensão de que, assinando um papel, as diferenças seria nubladas ou clareadas e todos dariam batidinhas amistosas nos ombros uns dos outros.
Depois disso é que inventaram as tais casas pelo mundo afora. Sempre tem quem entenda mal as coisas!
Por essas ironias que acontecem neste planetinha, o tal documento que instituiu esse dia foi assinado na cidade que hoje se esbugalha em manifestações de intolerância. É. Paris.
Eu tenho minha dose de intolerância, a maioria gástrica ou por ruídos fora de hora, principalmente na hora de dormir e na hora de não acordar. Por violência, burrice por opção e tantas cositas más...Alguns cuidados que não chegam a perturbar o mundo, muito menos este bairro mais que lindo onde eu moro.
Hã-hã! Pensou que eu iria contar sobre meus preconceitos? Nã nã nã! Posso não ser muito esperta, mas não sou burra de escrever aqui e levar um puxão de algum advogadozinho-de-porta-de-cadeia, que esteja fazendo a ronda.
Você é totalmente tolerante? Peninha de você! Assim tipo bateu ali oferece o outro lado? É?
Claro que não é disso que se trata essa tolerância comemorada hoje. Trocando a palavra por "respeito" o mundo ficaria mais igual, menos metido a besta. Não acha, não?
Desde cedo estou matutando sobre a intolerância que invade todos os lugares e corações, mas não me sinto com um currículo que me permita falar muito sobre isso.
Melhor desejar que a tchurma seja tolerante com as mudanças deste rascunho de diário e que continue a me acompanhar nessa minha viagem de vaidade.
Ah, você é novo por aqui? É que eu já registrei até em cartório que fotografo por prazer e escrevo por vaidade. É prá dar uma alternativa. Se não gostar do que escrevo ainda tem a chance de ver o que fotografo e mostro aqui e o que eu mostro pros gringos verem. Tudo na maior tolerância. Se gostar pode dizer; se não gostar, também. Com respeito, por favor!



A foto é dela

15 de nov de 2005

Palavras Guardadas


VERBOS DA VIDA
Ser
estar
andar
ficar
amar.
Ser
estar
andar
ficar
amar
partir.
Ser
partir
ficar
chorar.
Morrer.
(Seara, 1975)

14 de nov de 2005

Para uma Folguinha em Véspera de Feriado

Houve um tempo que eu tinha chefe. Tive vários. Demais. Alguns marcaram pela capacidade, outros pela petulância e outros por não serem nada além de chefes. Só isso. Mas houve entre os tantos que tive, um que me remetia a uma estratégia especial, depois que ele tinha ataques de sei-tudo-porque-já-li-tudo-e sei-enrolar-você. Eu, geralmente, fingia que ele me enrolava e depois fazia do jeitinho que eu queria. Ele esquecia o que tinha falado, porque o excesso de perfeição tem um efeito colateral: o cara fica tão, mas tão preocupado em controlar tudo, que sempre deixa escapar alguma coisa.
Bem verdade que até tivemos algumas discussões bem ao estilo Alemanha versus Itália, e quando o sangue parava de ferver, eu precisava terminar de esvaziar o balão, antes de voltar ao trabalho que havia sido motivo da discussão. Então, eu procurava um papel qualquer e rabiscava até furar, ou abria meu arquivo de piadas seletas( entenda-se: boas porcarias) e lia por cinco ou dez minutos. O teto que caísse! Eu tinha que colocar uma barreira entre a discussão e a retomada do trabalho. Quando parei de fazer isso fui parar no SOS Cárdio, portanto era um santo remédio essa fuga.
Um dia topei com esse texto. Não pare de ler até o final, que não é nenhum daqueles textos que foram fabricados para abrir telas e telas de apresentação, apelando para teus sentimentos e no final te ameaçam se não passar adiante. Nada disso. E sem figurinhas, prá não distrair.




Joe tinha uma carreira de sucesso, mas ele era golpeado por uma dor de cabeça crônica, que aumentava a cada ano. Quando sua saúde mental e sua vida amorosa começaram a ficar ameaçadas ele procurou auxílio médico. Depois de perambular de um especialista para outro, ele finalmente descobriu um médico que resolveu o problema.
- A boa notícia é que eu posso curar sua dor de cabeça. A má notícia é que isso requer sua castração. Você tem uma condição muito rara, que causa o esmagamento de seus testículos contra a base da espinha. A pressão causa uma dor de cabeça insuportável. A única maneira de diminuir a pressão é removendo os testículos.
Joe ficou chocado e deprimido. Ele questionou se havia algum motivo para continuar vivendo. Mas mesmo não tendo encontrado a resposta, algum tempo depois decidiu entrar na faca.
Quando deixou o hospital, sua cabeça estava límpida e sem dor, mas ele sentia que algo importante dele havia desaparecido. Andando pela rua, ele percebeu que era outra pessoa. Ele podia recomeçar e viver uma nova vida. Ao passar por uma loja de roupas masculinas ele pensou: -"É disto que eu preciso: um terno novo".
Entrou na loja e disse ao vendedor.
- Gostaria de ver um terno.
O vendedor olhou para ele e disse:
- Vejamos... tamanho 52, longo.
Joe riu:
- Você está certo! Como você conseguiu?.
- É minha profissão, disse o vendedor.
Joe experimentou o terno. Caiu feito uma luva. Enquanto Joe olhava-se no espelho, o vendedor perguntou:
- E que tal uma camisa nova?
Joe pensou um segundo:
- Tá certo...
O vendedor olhou para Joe:
- Vejamos... 42 largo.
Joe ficou surpreso:
- Você está certo! Como você conseguiu?
- É minha profissão, disse o vendedor.
Joe experimentou a camisa e ficou perfeita. Enquanto Joe ajustava o colarinho pelo espelho, o vendedor disse:
- E que tal um par de sapatos novos?
Joe não hesitou:
- Vamos lá!
O vendedor olhou para os pés de Joe:
- 42.
- Você está certo! Como você conseguiu?
- É minha profissão!
Joe experimentou os sapatos e eles encaixaram como chinelos. Ele andou um pouco dentro da loja para confirmar o conforto. E o vendedor aproveitou para vender-lhe um chapéu, uma malha e uma camiseta, sempre acertando o tamanho só de olhar.
Por fim, o vendedor ofereceu-lhe uma cueca nova. Joe aceitou e o vendedor disse:
- 42.
Joe deu uma risada.
- Agora você errou! Eu sempre usei 40!
O vendedor balançou a cabeça e disse:
- O senhor não pode usar 40. Vai ficar muito apertada, irá pressionar seus testículos contra a espinha e vai lhe dar uma puta dor de cabeça.


Pára com isso! Eu avisei que era um bela porcaria! Só falta um título, que fica por sua conta.

11 de nov de 2005

Não Vá se Perder por aí!


Pensando em viajar no feriadão? Ah, vai a Curitiba, aquela chamada cidade- modelo?

Prestenção! Siga o roteiro ou você ficará tão perdido, que nunca mais será encontrado, nem por fiscal da Receita Federal.



* O Parque Tingui fica no Pilarzinho e não no bairro Tingui;
* O Hospital do Cajuru fica no Cristo Rei e não no bairro Cajuru;
* A Guabirotuba fica no Prado Velho e não no bairro Guabirotuba;
* O Presídio do Ahu fica no Cabral e não no bairro do Ahu;
* A Rua da Cidadania do Portão fica na Fazendinha e não no bairro Portão;
* O bairro Champanhat não existe, pois é apenas um condomínio fechado no bairro Bigorrilho;
* O bairro Jardim Botânico não existe, pois o nome oficial é Vila Capanema, onde se localiza o Parque Jardim Botânico;
* O bairro do Carmo não existe, pois é somente uma praça no bairro do Hauer;
* O bairro Ecovill não existe, pois é apenas um condomínio fechado no bairro do Mossunguê;
* O Carrefour Champanhat não fica no Campanhat, nem no Bigorrilho, mas no bairro do Mossunguê;
* No Edificio Bradesco fica a agência do Banco Itaú;
* O bairro Boa Vista tem esse nome por causa de um primeiro morador muito fofoqueiro, que mesmo tendo um olho de vidro, via tudo o que acontecia na sociedade da cidade e contava a todo mundo;
* Se o destino de ônibus for Santa Cândida, Capão Raso ou Pinheirinho, tome muito cuidado. O terminal de ônibus do Pinheirinho fica no Capão Raso. Já o terminal Capão Raso fica no bairro Novo Mundo e o terminal Santa Cândida, no bairro Tingui.

Esta é Curitiba, a cidade que sorri. Deve ser de desgosto.

Tudo isso foi publicado no Jornal Gazeta do Povo, em 25 setembro 2005, página 5, como garante Neu, meu amigo nada anônimo, que enviou essas preciosidades.

Na foto, coisas desta praia, encontradas pelo filhão.

9 de nov de 2005

8 de nov de 2005

Ora, Pílulas!


Você é do tipo que não toma remédio nem se estiver desmaiando de dor? Confesso que não admiro gente assim, porque ninguém nasceu para sentir dor. Isto eu ouvi de um médico. E adotei como uma boa frase. Não que eu mesma tome remédio por gostar e também não por qualquer fisgadinha no dedo mínimo do pé. Mas quem é colunável ou já teve uma enxaqueca daquelas que dão vontade de bater com a cabeça na parede, sabe que existem dores e dores.

Ah, você é do tipo que se o médico(ou quem sabe a mocinha da farmácia) receitar, toma qualquer coisa, não quer nem saber se tem prazo de validade, se tem interação medicamentosa, ou se tem algum componente que vai causar "distúrbios gástricos"? Também não invejo você, nem um pouquinho. Gente assim não se gosta muito ou gosta muito de remédio. Ou gosta muito da mocinha da farmácia.

Quem gosta de saber um mínimo sobre o que está botando goela abaixo, quer tirar dúvidas sobre algum remédio e está cansado de tentar entender aquele palavrório hermético, aqui tem um site da ANVISA que ajuda. Bom para consultar e bom para guardar.

Como dizia a mensagem de minha amiga, "um presentinho para os hipocondríacos". E para gente normal também.

Já que o assunto é da área, alguém aí quer saber mais sobre homeopatia , o que é, como escolher um profissional e outras informações muito interessantes?

Dica: meio copo d'água a cada hora previne contra muitos dodóis e cura muitos outros. E é quase de graça!

4 de nov de 2005

De Cinema!

O dia hoje está tão-tão, tão-tão de lindo e gostoso, mesmo com esse vento teimoso, que fica complicado descrever esse céu azul, o sol abusado desde cedo, esse clima de verão se anunciando, essa sensação de que a vida é uma coisa de louco. Sei lá se choveu semanas a fio! Nem lembro. Pelo menos até a próxima.

Fotos não vão fazer justiça, mas eu arrisco uma.


Um dia assim faz esquecer até minhas dificuldades em acertar meu novo site de fotos no flickr, neste computador, que funciona com válvulas desde que voltou do conserto.

Tem que aproveitar dias como este prá fazer um pouco de alongamento, esquecer qualquer coisa que incomode. Talvez um soninho relaxante...


O gato é do MIKE e a foto também.

1 de nov de 2005

Uma Nuvem é uma Nuvem, é uma Nuvem...


Eu sei que é difícil, porque a paisagem é majestosa, impressiona, dá vontade de estar lá(aqui). Mas, se conseguir desviar um pouco os olhos do mar da praia da Armação, que eu fotografei do alto do morro do convento, você vai perceber que tem uma nuvem estranha, baixa, densa, sobre a vila da Armação e já subindo o morro.


Depois eu avanço para dentro dela, passo por baixo e fico esperando que ela suba o morro e vá para o outro lado, prá ver no que isso vai dar.


Fico espreitando. Ela chega como uma cascata. Não tem outra forma de descrever: a nuvem desce soprada por um vento manso, acha espaço entre dois morros e invade a vila do Pântano do Sul. Cobre tudo, aos poucos, como se fora um rio. É estranho ver como a nuvem flutua em direção ao mar, espichando-se, espalhando suas minúsculas gotas, e desaparecendo na paisagem marinha.

É um fenômeno especial, porque nuvens já as vi de todas as formas, tamanhos e cores. Do chão, da sacada, da janela, de dentro d'água, da janela do avião. Elas dançam com muita freqüência sobre os morros por aqui. Anunciam temporais ou chuva miúda. Ou apenas nos dão uma folga em dias de calor. Mas ficar acima da nuvem estando não mais alto que 15 metros, é especial. Ser invadida por ela a essa altura é mais especial ainda.

Naquela noite fui dormir de alma cheia, a máquina estourando de tanta fotografia. E sem computador para ver tudo no tamanho que a paisagem merece. Nem dava prá saber se as fotos tinham ficado boas. Foi uma longa espera, um sofrimento. Mas valeu cada segundo de ansiedade.

A seqüência toda está neste espaço especial. Vá espiar com calma e depois me conte o que achou.

Ângela, prá você olhar outra vez, enquanto digere as panquecas.

29 de out de 2005

Transversal do tempo

Em 1976, alguma coisa me levou a rascunhar isso, que acabo de encontrar entre papéis, que aos poucos, bem aos poucos, respeitando o andar das horas no paraíso, estão sendo ordenados, rasgados, guardados de novo. A cada mudança de endereço o volume de papéis guardados diminui, mas tem sempre uma caixa que me acompanha. Questão de segurança: se um dia eu perder a memória, abro a caixa e saco meu passado todinho. Faz de conta!

Há quem diga que o presente é que importa. Eu concordo, e não fujo dele, mas é tão doce se deixar transportar de volta por segundos, fechar os olhos, sorrir e tentar lembrar de como eram as pessoas, o ambiente, a paisagem, nosso leiaute, os sentimentos, os cheiros, os sons... Oh! Yeah! Só coisas boas, que são o combustível para lembrar de quem somos, o quanto forte já fomos e tirar de letra as dificuldades que nos cercam agora. As lembranças menos boas só devem servir prá não repetir burradas.

Nossa! Último ano de faculdade, vai ver já era crítica contra políticos. Ou o tempo estava rápido demais. Não pode ser confissão de pessimismo.




Na rua vazia
o tempo voa.
No tempo dos homens
a vida vazia.

A rua,
a vida,
vazia.

Na rua,
no tempo,
a glória dos homens.

Na rua da vida
a chuva
e a glória
viciam.

Na rua da vida
a vida-mania.
O tempo
vazio.

No vício dos homens
a chuva embacia
os olhos do tempo.

A vida
sempre
vicia.

A chuva
sempre
embacia.

A gória
sempre
vazia.

O tempo
sempre
a mania.


Foto e efeitos de MIKEDONAHUE

27 de out de 2005

LA VIE EN ROSE...


Quando aqueles dois que comeram a maçã foram expulsos, devem ter sentido o que sinto cada vez que não tem mais como adiar e preciso ir ao centro da cidade. Hoje foi o dia. Claro que saí com sol e voltei com chuva, qual seria a novidade nisto? Também nada estranho ficar atrás do caminhão com uma piscina, nem da carrocinha, nem do carro da mocinha aprendendo a dirigir. Normal. Normalíssimo.

No roteiro, depois de outras estações, uma loja de puxadores, cabides, toalheiros e outras coisas liiiiindas, a que a gente só resiste se sair de casa sem talão de cheques, sem cartão de crédito e sem dinheiro. Vê se eu iria fazer uma viagem dessas assim desprovida.

Não sou o que se possa chamar de perdulária, gastadeira, viciada em comprar. Nada disto. Acho até que sou controladíssima. Registro cada real gasto e nunca vou além do que tenho. Mas da próxima vez vou ficar na soleira da porta da loja e chamar a vendedora, entregar o bilhetinho e esperar. Juro que não dá prá ver tanta coisa e não se presentear com um caquinho que seja.

O raciocínio é mais ou menos assim: "Se vou comprar tanto para a casa, então posso me dar alguma coisa que custe, digamos, um por cento do total da compra", mais ou menos isso. Antes que o um por cento virasse coisa muito séria, tive que mandar passar o traço e saí correndo.

Quem mandou colocarem em oferta as panelas de inox, que eu estou namorandoandoandoando, desde que vi a reportagem sobre a encrenca que é usar panelas com teflon? Menos da metade do preço da outra loja? Não dá prá deixar lá. Isto nem é presente. É investimento.Hohoho! E lá se foram as panelas para a sacola. E a irmã que fez aniversário? Na próxima visita tem presente? Tem. Vai o presente. Pois, entre panelas, potes e cabides, salta o meu presente! Foi a dica prá achar a porta.

Quando no meio desse sacrifício que é comprar(hi!hi!hi!) a gente se derrete por ouvir alguma coisa romântica(calma, nada comigo!), tem que reconhecer que o coração tá amolecido. Será que o susto com o cara que quase bateu em meu carro me deixou vulnerável e nervosinha?

Coloca isso na tela: Ele aponta um puxador e diz: "Tesouro, veja que lindo esse! Muito prático e bem discreto, não é?" E dirige um sorriso para a mulher que está a seu lado. " Você sempre encontra coisas lindas, meu querido!", responde a mulher. Não, eles não estavam me vendo, estavam até bem isolados, então não era teatro. Ah, vai, cena comum em qualquer loja, qual é a grandeza disso? Pois eu achei. Afinal ele tinha fácil, fácil, mais de 70 anos e ela uns 60 e tantos.

Eu não sou uma bobona romântica? Mas foi lindo ver e ouvir isso. Pode ser que já tenham brigado, dito coisas menos doces um para o outro, mas quem conversa assim quando pensa que está sozinho deve ser mesmo o melhor amigo do seu amor. Ai! Ai!

Tá bom, em casamento desse tipo eu até faço fé!

(A foto é de Shakeh/, que mora no Irã e faz arte com tinta e colagem.)

25 de out de 2005

OLHANDO DE BINÓCULOS


De vez em quando aparece uma mensagem sobre casamento em minha caixa. Até hoje não encontrei razão para isso, além de que eu faça parte de uma lista de endereços, pois meus amigos sabem que não sou casada e nem penso nisso; que acredito em amor e não em fórmulas e contratos. Se o texto é bom eu leio. Caso contrário, tem o destino que merece.

Casamento da forma instituída e seguida por ali e alhures não me
atrai. "Amor eterno enquanto dure e um beijo no queixo." Amigos
para sempre já é complicado, mas ainda acho que é mais fácil ser amigo-amor que amor-para-sempre.

De qualquer forma, para quem é casado, pensa ser ou nem pensa nisto, há textos inteligentes, apesar de não terem muitas novidades.
Há perspectivas de que minha caixa continue recebendo estímulos. Quanto a mim, vou ficar filosofando se vale a pena colocar todos os ovos na mesma cesta.

(Foto de Mike Donahue)


Stephen Kanitz é administrador por Harvard e tem este site. Aproveite.

24 de out de 2005

Ma, que bella!

Ciao!

Isso de entrar num site de um lugar como Venezia, vista do chão ou do alto, talvez de um satélite, é um perigo! Se a gente espiar pela webcam então, é pura perdição! Clica e clica e clica, enche o ambiente de oh! e ah! e quando vê perdeu a hora, o arroz queimou, a água secou na chaleira, a caminhada fica prá amanhã, o cafezinho esfria. Mas sem nenhum remorso, porque é uma viagem que custa pouquíssimo, nada mais além de um pouco de tempo.

Se você está disposto a perder a hora, deixar aquela carta ou aquele serviço prá amanhã, clique nos links.

Mesmo porque esse lugar, que sobrevive construído sobre estacas, está afundando e quem viu, viu, quem não viu, melhor olhar logo, porque enquanto os arquitetos brigam entre si, procurando o melhor jeito de manter tanta beleza, história e cultura sobre a água, ela vai subindo mais um degrau.

Repare na foto que Sallie chamou de "Entrada do Restaurante" e veja outras de vários lugares da Itália, principalmente de Napoli aqui.




Ciao!

(Dica do site: Lê)

12 de out de 2005

MÁQUINA NA TERCEIRA IDADE (Ou antes que eu jogue esta tralha pela janela)

Enquanto o computador vai para uma cirurgia(adiei enquanto pude, mas ele está me deixando maluca), em busca de prolongamento da vida, deixo vocês com o Bruno Bozzetto, sempre divertido mas profundo .

Quando a caixa de lata voltar, eu espero encontrar recado dos meus 9 muitíssimo seletos leitores. Fazer o quê? Sou otimista.

11 de out de 2005

BOM DEMAIS!


Hum, vai chegar uma turma de grandinhos e pequenininhos no feriado e você ainda não pensou na sobremesa? Que tal o rei dos pudins prá ajudar?

Enquanto eles brincam lá fora, você toma uma cervejinha e prepara essa delícia.

Vamos lá!


Ingredientes

4 ovos
1/2 lata de creme de leite com soro
1 colherzinha de café de essência de baunilha
85 gramas (ou 5 colheres bem cheias) de açúcar ( mais 6 colheres de açúcar para as claras)
180 gramas de miolo de pão esfarelado
1 pitada de sal
1 pote de doce em calda de amora, ou damasco, ou morango, ou pêssego, ou...

Preparando

Coloque o doce de frutas no fundo de uma forma refratária.
Em outra tigela misture 1 ovo inteiro mais 3 gemas com o creme de leite, o acúcar, a essência de baunilha e o farelo de pão esmigalhado.
Coloque essa mistura sobre o doce de frutas
Leve ao forno por 30 a 40 minutos em forno médio.


Bata as claras em neve com a pitada de sal e 2 colheres de açúcar para cada clara até ficar brilhante e fazer picos.
Depois de assar o pudim, retire do forno, cubra com as claras batidas e faça pontinhas com um garfo, para enfeitar. Leve ao forno novamente po 15 minutos(até dourar).

Retire uma porção e guarde para você, porque não vai sobrar nadinha!

Ah, você é do tipo preguiçosa? Compre um pote de sorvete e sirva com biscoito champanhe. Ou faça uma torre de bombons e coloque no meio da mesa. Ou corte laranjas doces descascadas, sem sementes, em fatias e cubra com calda fervente de laranja e sirva com biscoitos de chocolate.

O mais importante é ser doce. O mais importante é o carinho. Deixe a criançada brincar. Brinque com eles! Não reclame da sujeita ou da bagunça. Não amanhã. Leve doces ou brinquedos para crianças de alguma creche. Mostre aos seus filhos ou sobrinhos ou filhos de amigas, que existem crianças menos favorecidas. Faça um passeio diferente. Pegue aquele álbum de fotografias e relembre sua infância ou a de seus filhos. Ria com eles. Vá a algum parque e participe de alguma brincadeira. Não deixe a infância deles (e a sua) passar em branco, pelo menos amanhã. Tá combinado?

Feliz dia da criança!

( O menino rolando nas dunas é meu filho, fotografado por mim, faz um tempão.)

7 de out de 2005

Sem frescuras, mas com gelo e muitas louras

Se você está a fim de trocar aquele velho drinque por uma nova experiência, gosta de bebidas com um toque adocicado, experimente este:

Num copo alto coloque duas rodelas de limão esmagadas, 4 cubos de gelo, cubra o gelo com vinho do Porto.

Pronto! Tá esperando o quê? Pode beber!

Tim! Tim!

Também, com este tempo meleca, até a inspiração e vontade de escrever vão prás cucuias. Sobra o tempo de pensar no que se vai comer e beber, não tô certa?

Abra este site antes de beber, prá não botar a culpa no álcool.

6 de out de 2005

POW!!! CRASH!!!

Faz uns dez anos. Sete horas da matina. Até aquela hora tudo tinha sido obra do piloto automático. Levantar, lavar, comer, vestir, escolher o ônibus certo, embarcar. Tive sorte. Janela. Pelo menos fiquei livre do cheiro de sovacos e roupas mal lavadas.
Quando eu tinha menos sorte e viajava em pé, me chamava de idiota por deixar o carro na garagem e ir de ônibus trabalhar, mas era isso ou ficar rodando em busca de vaga. Depois, o dia inteiro torcendo prá encontrar o carro intacto à noite. Ou pelo menos encontrar o carro onde eu o havia deixado. Ou onde eu pensava ter deixado. Mais de uma vez eu lembrava da vaga ocupada no dia anterior e esquecia que naquele dia o carro estava do outro lado da cidade. E toca a caminhar! Coisas do estresse. Que não era pouco.
Andar de ônibus tinha algumas compensações. Eu olhava a paisagem, sempre belíssima. E lia doidamente. Era a única coisa que não me deixava ouvir aquele povo conversando como se fosse o último dia que tivessem o dom da palavra. Por Zeus! Como eles tinham vontade de conversar tanto e com tanta animação àquelas horas? Eu mal sabia a direção que deveria tomar, tenha dó! Só iria acionar a máquina umas duas horas depois. Então eu lia e me refugiava nesse silêncio que só os bons livros concedem a quem viaja nas palavras. Às vezes eu resolvia palavras cruzadas, mas só na volta, quando o cérebro já tinha sido aquecido. De manhã seria suicídio.
O ônibus esperava pelo sinal verde na ladeira. Mais dez minutos e chegaríamos ao terminal. Era todo o tempo que eu tinha prá terminar de acordar um lado do cérebro. Alguém sentou na vaga deixada ao meu lado. Levantei os olhos do livro. Alguns rapazes murmuraram alguma coisa sobre a moça de cabelos negros e encaracolados que descia pela calçada, bem perto de minha janela. Conferi distraída se a figura merecia tanto assanhamento- eles acordam a toda, esses meninos! Eu ia tentar voltar ao livro, mas uma outra moça em sentido contrário me distraiu. Mais comentários e alguns assobios dos rapazes. Ah, sim, até que eram bonitinhas, bem vestidas, bem arrumadinhas. E foi sem aviso. Quero ser um mico de circo se alguém naquele ônibus poderia imaginar o que iria acontecer. Enquanto o ônibus começou a se movimentar as duas se atracaram. Foi ao mesmo tempo. Uma olhou para a outra e se agarraram pelos cabelos. Acho que a de cabelos longos já saiu perdendo. Foi com gana. Com ódio. Uma querendo trucidar a outra. O ônibus arrancou de vez e os rapazes deram um jeito de ir para o fundo e foram narrando a briga até que as duas desapareceram de vista.
Eu passei o dia pensando na cena. E de vez em quando ela volta e ainda me faz rir pelo inusitado. Claro que tinha homem na história. Foi o comentário geral no ônibus, entre risadas nada disfarçadas. Parecia óbvio. Mas poderia não ser. E se fosse caso de serem vizinhas mal resolvidas? Fofocas, quem sabe? Não. Só podia ser coisa de namorados. De amores mal resolvidos. Até aquele encontro, porque aquilo deve ter sido definitivo.
Que exista a tal coincidência, mas dar de cara uma com a outra assim, de manhãzinha, em plena calçada?
Do outro lado da rua, a Delegacia da Mulher. É de imaginar que a delegada tenha mandado algum policial separar as duas. Separar duas mulheres de unhas afiadas deve ter apagado o sorriso dele. Sim, sim, eu já estou no campo das adivinhações, mas garanto que o povo todo do ônibus concordou que a passagem naquele dia valeu o dobro.

( A moça aí da foto é Olga Bakalopolous, profissional de outro tipo de briga. )

5 de out de 2005

Nada como Poder Pensar


Coisas em que tenho pensado:



Aborto é, definitivamente, assunto de mulher. Vamos deixar de hipocrisia! Se sua mãe, irmã, namorada, esposa for estuprada e resultar dessa violência uma gravidez?

Você só é contra tinta de cabelo até aparecerem os primeiros cabelos brancos.

Se armas garantissem segurança, os Estados Unidos seriam o país mais seguro do mundo. E isto não é verdade.

Se você for assaltado ou seqüestrado e tiver uma arma, a possibilidade de você ser assassinado com ela é de 9o%.

75% dos seres humanos têm dentes desalinhados. O documentário da TV levanta a hipótese de que esteja acontecendo uma nova evolução da espécie.

Enquanto você lê esta frase, mais uma criança morreu de fome, abuso, guerra ou desnutrição. São trinta mil por dia.

Eu tenho direito de não me sentir mal por não ser gorda, nem tão magra quanto uma top model. Cada um que cuide do que come.

Cirurgia plástica faz quem quer, quem pode e quem precisa.

Eu fujo de homens de capricórnio.

O rapaz das propagandas das Casas Bahia é um mala!

Eu não suporto mais notícias do Iraque.

Traz, atrás e antraz são coisas bem diferentes.

Existe presidente perfeito?

Toda dieta começa no supermercado.

As Igrejas que cuidem da fé. Da política cuidem os eleitores.

Eu tenho atraído muita porcaria. Preciso de um banho de sal grosso ou os opostos ainda se atraem?

Se guerra resolvesse, só teria havido uma.

Velhice não me inspira respeito. Canalhas também envelhecem.

Um país que elege Lampião como herói e um seqüestrador como deputado merece o quê ?

O casamento e os filhos de psicólogos e psiquiatras deveriam ser perfeitos.

Os médicos não deveriam adoecer.

Eu tenho pensado coisas muito esquisitas. Mas é um direito meu. Exerça o seu.

A foto é de Mike Donahue

3 de out de 2005

Ela Chegou!

A primavera chegou dia 22, mas só desembarcou ontem. O domingo foi dessa cor, ó:
Eu não fiz fé, porque tem chovido tanto! Mas hoje o dia foi mais um presente, cheio de vento e de azul.
Ser feliz é assim. Azul.
(A aprendiz de fotógrafa fui eu. )

30 de set de 2005

Antes que Desapareça!

Recebi de Lenora, com a recomendação de ver isto com urgência, antes que as agências de controle norte-americanas retirem o site do ar. Depois de ver dá prá adivinhar as razões.
Eu até pensei que já tivesse visto tudo e até demais sobre esse assunto- tem hora que enche, confesso- , mas vale parar, assistir e duvidar de tudo o que se viu e ouviu. Quando se trata desses meninos é bom deixar o tempo passar, como deve ser com todos os fatos históricos.
Sempre achei que eles são muito bons para fazerem "roteiros" em países de terceiro mundo, mas na terra deles? Isto tem cheiro e não é de bolo de chocolate!

29 de set de 2005

Não são legítimas, têm cheiro e soltam as tiras

A filha de um grande amigo, que mora com marido e filhos, no país do cara que não concorda em reduzir a poluição, pediu, já faz algum tempo, que eu colocasse aqui algumas sugestões de como poupar o planetinha de tanta sujeira.

O Pai dela assistia e participava de minhas campanhas bem escancaradas para que houvesse menos desperdício de papel. Todo mundo sabe que depois que colocaram impressoras ao lado de computadores, não há papel que chegue - todo mundo quer cópia de tudo-, o que destruiu a teoria de que a tal caixa de lata reduziria o consumo de papel e de árvores.

Assim, eu sugeria que colocassem uma caixa de papelão embaixo da mesa e recolhessem os papéis descartados. Foi meu mísero mas fulgurante sucesso nesta área. Alguns demoraram para adotar a medida, mas quando cinco ou seis aceitaram, outros não quiseram ficar para trás. Em poucos meses, centenas e centenas de folhas e restos de papel foram aparecendo nas caixas. Mais tarde despachados para a reciclagem ou reutilizadas.

Meu argumento foi de que numa empresa com mais de cinco mil empregados, se cada um jogar fora uma folha de papel por dia, bem, a conta é fácil, não é? E onde você trabalha como é?

A figura de quem defende o bom uso da natureza já deixou de ter aquele sabor de antipatia generalizada. Não precisa ser chato para ser ecologicamente correto, nem fazer milagres ou absurdos, nem desfraldar bandeiras. Não precisa nem ser radical. Basta ser um pouquinho inteligente e coerente.

Trago do WWF uma regra muito simples: Os três "RE"

REduza o consumo
REcicle tudo o que puder
REutilize tudo o que puder



Gostou do modelito?

26 de set de 2005

A Eterna Boazuda


Ela fazia o tipo bonita e gostosa. Com carnes fartas onde deveria ter e um sorriso ensaiado para não fazer pés- de-galinha ao redor dos olhos. Dizem as más línguas que depois que clareou o cabelo ficou burra. Se não era fazia o tipo. Será que alguém se importava com isso? Vai ser linda para sempre, porque morreu antes da chegada da celulite e antes que peito e bunda despencassem, como aconteceu com Bardot. Ainda faz suspirar moços e velhos. É de crer que se tentasse entrar no mundo do cinema nos dias de hoje, seria devolvida à cidade de origem, com frete a pagar, nestes tempos em que cabides de ossos estão na moda. Para nós, mais pesadinhas ou pesadonas ela ainda é modelo de beleza.

Uma beleza triste, é verdade. Teve quase tudo o que quis e o que não esperava. Viveu. Por mais espetaculares que sejam todas as fotos e engraçadinhos os filmes que fez, sempre lembro dos olhos dela enquanto saía pela última vez de uma clínica. A beleza sempre custa caro.

Ela tem site oficial, sim senhor! Mesmo que você não entenda lhufas de inglês, explore as fotos e outros links.

23 de set de 2005

MANEZINHO É A MÃE!

Lá no fim do mundo onde eu nasci, chamar alguém de mané, era alguma coisa entre chamar de burro ou simplório, tacanho, ignorante. Coisas assim. Em Florianópolis esse substantivo vira quase adjetivo e perde esses significados. É motivo de orgulho, de preconceito, e vive na boca de todo mundo, como se ser manezinho da Ilha fosse passaporte para algum clube de pessoas muito especiais.
Até onde eu sei, manezinho é aquele que conserva as tradições da Ilha e tem atitudes e comportamento muito tradicionais. Coisas que a quase totalidade dos orgulhosos manezinhos já esqueceu.
Faz algum tempo que alguém, anonimamente, ironizou esse orgulho e empáfia dos que se dizem manezinhos da Ilha. Já circularam diversas versões, mas para os que conseguiram sobreviver aos falsos e chatos manezinhos, vai uma delas.



Ser mané é:

Ir ao açougue e pedir dox meio quilo de boi ralado;
dobrar às ixquerda na servidão e seguir toda vida;
assar um surraxquinho;
acreditar no Expiridião e ter uma prefeita, que além de fanha é sua esposa(dele);
ter como bar famoso o box 32, agüentar aquela catinga de peixe, pagar os olhos da cara e achar que está abafando;
achar o shopping”Beiramar” muito grande;
ir naLlupus e tomar aquela cerveja horrorosa;
sair na noite de Floripa e se lembrar dos velhos tempos do Nostradamus, do Refinaria 227, do Chaplin, da Dizzy;
ir num show de pagode numa danceteria com o nome de New Time, agarrar umas empregadas e dizer pros amigos "porra, agarrei autax goxtosa";
comprar o jornal de domingo só pra ler as besteiras que o idiota do Cacau escreve e ainda por cima, escritas erradas;
ter que ouvir "mas bah, tu visse aquela guria? Tri gostosa";
ir tomar cerveja no shopping, ficar bêbado e cantar a funcionária do Mac'Donald's;
achar-se o máximo comendo um big mac pequeno e caro;
terminar a noite comendo um delicado sanduíche de 2 quilos no "Hause" e sair com fome;
ficar dançando numa noite fria no Koxixo's com um som que vale muito mais que o carro;
ficar no posto de combustível pra fazer um ixquenta;
ter como cidade vizinha Biguaçu, Palhoça;
morar nessas cidades e emplacar o carro em Florianópolis pra não ter fama de barbeiro;
enfrentar congestionamentos gigantes numa sexta-feira chuvosa na beira-mar e ter coragem de sair à noite a achar "a naiti autus massa"
ficar 2 horas na fila pra entrar na Continental e ficar uma hora lá pagando os olhos da cara;
ter um dicionário ilhéu;
comer peixe com pirão d’água e achar isso "féxion";
ficar piruando o jogo de dominó dos velhinhos na Praça xv;
ser um dos velhos que joga dominó;
ficar conversando no Ponto Chic;
perder a sua vaga na federal para um gaúcho, paranaense ou paulista e ter que ir estudar em alguma faculdade particular nos cafundós do Judas;
inaugurar o mesmo viaduto duas vezes;
achar que Florianópolix tem plano diretor;
acreditar que a baía norte foi despoluída;
sempre perguntar “não tem?”;
comparar Beto Carreiro com a Disney;
ter conta no Bexc;
ter o tênis como principal esporte coletivo;
fazer uma ponte no mar, toda de ferro (perfeita!). E ainda por cima gastar uma grana com a manutenção sem poder trafegar nela.

Eu prefiro não ser manezinho nem lá no fim do mundo, nem aqui.



22 de set de 2005

RAPIDINHA


Sujou a roupa com baton?

Faça um pouco de espuma com creme dental, de preferência branco, espalhe e esfregue sobre a mancha. Sairá mais rápido se você usar uma escovinha. Depois de enxaguar é só esperar que seque. Pronto. Pode sair do toalete sem receio de ser interrogado/interrogada.






17 de set de 2005

COM OS OLHOS CHEIOS DE VIDRO


Tenho uma certa paixão por objetos de vidro, por mais simples que sejam. Gosto de ver as marcas do material, as pequenas bolhas eternizadas até a reciclagem, imaginar o processo de fabricação, ouvir o som do cristal produzido por batidas com os dedos. Gosto de ver documentários sobre aqueles lugares maravilhosos onde homens sopram vidro e fazem as formas mais inusitadas, coloridas e lindas.


E tenho um gosto esquisito: adoro ouvir barulho de vidro quebrando. Caindo espalhafatosamente, ou tilintintando como anjos descendo escadas. Portas mal fechadas em dia de ventania e que espatifam a vidraça também. Até quando aconteceu no meu velho apartamento. Não sei a razão e nem quero descobrir. Quanto mais fino o vidro, mais bonito o som.


Não vá meu filho pensar que quebrei as taças de cristal que ganhei dele só para ouvir o som divino que elas fizeram. Foi acidente de percurso. Mas o som foi lindo! As taças morreram dignamente, eu garanto!


Estava visitando Gin(http://noves.blogbrasil.com ) e pirei. Não descansei antes de explorar todos os links do site que ela sugeriu. É de doido, acredite! O cara é simplesmente um gênio. Já deu prá ver pela amostra aí de cima.


Eu nem digo que gostaria de ter dinheiro para comprar alguma peça. Bastaria que eu pudesse tocar. Ouvir o som, encher os olhos. Espalmar as mãos e sentir a temperatura. Fechar os olhos e absorver cada curva e linha.


Encha os olhos também. As peças são espetaculares e extremamente bem fotogragadas, o que as deixa ainda mais tentadoras. Abra cada link, visite cada sala, galeria e álbum.


Comece aqui e depois esqueça a hora.

16 de set de 2005

COMIDA PARA QUEM PRECISA (Ou o que eu vou fazer com essa sobra de espinafre?)

Não demorou nada prá ele reclamar! As acomodações são terríveis. Os companheiros de quarto incômodos. Não tem privacidade. E a comida? A comida é uma vergonha! "Nem para meu cachorro eu dou uma comida daquelas!"

Não fosse revoltante seria hilário. O que ele queria? Um hotel cinco estrelas? Um spa? Já nem discuto se ele tem recuperação ou não, acho que não dá tempo, mas reclamar da comida que nós estamos pagando prá ele, com nossos impostos? Tenha paciência! Será que ele sabe que tem milhares que deixaram de comer aquela comida que nem o cachorro dele comeria, por conta de tudo o que ele tirou de muitas fontes e mandou congelar na em países onde o frio é grátis?

Você, que não é hóspede do PF Resort Hotel, pode preparar essa delícia, para aproveitar esse clima e enquanto comer, por favor não pense nele!

É um prato rápido de preparar, de comer e de digerir. Bom para aquela fome que chega em horas inesperadas. Pode ser comido em qualquer temperatura, mas quentinha é uma perdição. Mas atenção que é calórico, então não exagere.


Ingredientes para 2 porções

1/2 lata de creme de leite light
2 copos de leite(pode ser desnatado)
1 pitada de sal
temperos verdes de sua preferência
1 maço pequeno de espinafre
1 xícara de capeletti de frango ou de carne
1 bola de queijo de búfala
pão torrado(opcional)

Preparo

Cozinhe a xícara de capeletti na água fervente conforme indica na embalagem, enquanto você prepara os outros ingredientes.
Misture o espinafre batido com o leite no liquidificador, junte os temperos. Bata de novo. Leve ao fogo. Misture o creme de leite com soro. Quando estiver fervendo junte a xícara de capeletti.
Se o caldo ficar muito espesso, acrescente um pouco de água quente ou caldo de galinha ou de carne, até alcançar a consistência que você gosta. Não deve ficar muito ralinho, prá não ficar com jeito de comida que nem o cachorro dele comeria.

Sirva e sobre o prato distribua os pedacinhos de queijo. Coma com pão torrado(ou não).

No verão pode ser comido morno ou frio, mas aproveite os últimos dias de frio(espero!) e sirva bem quente.

Eu costumo cozinhar o espinafre e congelar para gastar menos tempo na hora de preparar. Pode ser substituído por cebola, ou abóbora, cogumelos frescos, ou o legume ou hortaliça que mais lhe agradar.

Se você não está nem aí para as calorias, beba junto uma taça de vinho branco seco.

Depois dê duas voltas na quadra prá gastar as calorias, saia para dançar, pedale por uma hora, sei lá! Ou apague a luz e vá dormir de barriguinha cheia.

15 de set de 2005

SÓ COISAS BOAS? (Ou nenhum papo de anjo na geladeira)


Recebi alguns pensamentos que usam a figura lindinha(!) de Sherek, o ogro. Ele aconselha que lembremos de coisas boas e outras frases muito bonitinhas. Ta aí a resposta ao amigo que enviou a mensagem:

Pois, seu moço, costumo dizer que sempre prefiro lembrar o que houve de bom. Custa menos! As coisas menos boas desgastam o coração e amargam os dias. Claro que há a hora de pesar o que vale a pena e o que não, mas até a maior fúria um dia passa. Rancor não vale o tempo que se consome em mantê-lo.
Talvez tudo seja uma questão de sobrevivência ou de conformismo. Talvez. Por outro lado se só lembrarmos o que houve de bom, correremos o risco de repetir dores e mágoas em nós e nos outros.
Mesmo assim, ainda é melhor curar feridas por cair da árvore, do que não saber o gosto da fruta.
Também há um tempo de reciclagem, um tempo de recuperação, que ninguém é louco de sair correndo de muletas, ou com a cabeça enfaixada. Também não é prudente abrir a camisa e dizer: atire, que depois eu só vou lembrar da tua boa intenção.
Num desses cursos meio enlatados que fiz, houve um exercício de identificação de bons momentos que vieram depois de grandes problemas. Essas passagens deveriam ser usadas para manter o espírito de luta frente a óbices que parecem intransponíveis. Tipo: Se eu consegui vencer tal dificuldade, que enquanto era vivida, parecia qualquer coisa de monstruosa e definitiva, posso conseguir tudo!
(...)

E aqui o que emendei na minha cabeça:
Não me agradam as pessoas-anjos, que a tudo perdoam, oferecem a outra face e ainda sorriem o tempo todo como se nada as atingisse, nem existisse nada que pudesse magoá-las. Tipo sangue de barata. Pessoas sem alma. Pessoas que são amigas de todo mundo; que não criticam nada e ninguém para serem “zen”.
Pessoas boazinhas demais me irritam, geram desconfiança. É preciso ter algum defeito para ser humano. Eu me assusto com pessoas que são muito superiores por serem humildes demais. Nem por isso quero vampiros no teto de meu quarto, ou pessoas desonestas e diabólicas só para agitar minha vida.
Quem sabe se por ter vivido muito proximamente a freiras, como interna, quando estava entre 13 e 15 anos, idade em que se confia demais nas pessoas e se é facilmente influenciável, e por ter visto tanta hipocrisia e falta de personalidade, isto me tenha deixado precavida. Quem sabe por ser tão impulsiva, tipo italiana que fala e depois avalia se fez algum estrago. Quem sabe por preferir a verdade, mesmo difícil, constrangedora ou implacável a elogios falsos ou mentiras cobertas com calda de chocolate.
Porém, entre ficar ruminando um rancor e aproveitar um novo momento, seja ele feito do que for, prefiro a última opção. Depois de ter ficado dignamente furiosa, irritada, magoada, chorona, insone, debulhada, derretida e de ter jurado que nunca, mas nunca mais vou me deixar magoar assim.
Sei de sobra que é uma promessa vã, porque eu não acredito(mais) em promessas. E ultimamente tenho aprendido a dizer não e a recusar o que não me faça feliz por inteiro, então o risco de não ser pessoa-anjo, felizmente, não vai aparecer na minha fotografia.
Ainda sou do tipo que paga um boi para não entrar em bate-boca e confesso que é mais por medo de ofender e magoar do que de ser machucada. Tenho algumas frases que podem fazer um estrago permanente quando ditas, então deixo-as a sete chaves e mais uma. Mas depois de entrar na briga, ai Jesus!
E passado algum tempo eu esqueço, que é prá deixar lugar prá mais coisas boas, que eu não sou assim tão boba!


A foto e efeitos são de um rapaz de 19 anos que já mostra sua genialidade na fotografia aqui:
http://www.fotoamigo.com/SnowballofDoom/

14 de set de 2005

BOBAGENS LEGAIS PARA UM DIA DE CHUVA

Pato ou coelho?






Esse Freud sabia escolher no que pensar!







Mais dessas bobagens interessantes aqui:

http://www.planetmike.com/opticalillusions/

O que eu posso fazer? Escrevi duas páginas e com um toque distraído foi-se! Sorte de vocês! Mas eu atacarei novamente amanhã.

10 de set de 2005

9 de set de 2005

PARA UMA SEXTA-FEIRA CHUVOSA

Você clica e assiste. Ou copia e cola, clica e assiste.

Bruno Bozzetto é sensacional!

http://www.bozzetto.com/neuro.htm

Gostou? Alguma semelhança?

8 de set de 2005

CÁ COM MEUS BOTÕES


Por que Romeu e Julieta são ícones do amor? Por que são falados e lembrados, atravessaram os séculos, incólumes no tempo, instalando-se no mundo de hoje como casal modelo de amor eterno? Recebem aplausos de quem já amou, de quem nunca teve essa sorte. São citados por quem nunca leu nem ouviu uma linha do gênio.
Porque morreram e não tiveram tempo de passar pelas adversidades a que os relacionamentos estão sujeitos.
Eles eram apenas dois adolescentes e quem já foi sabe que um “não” cria muito amor por aí afora.
Senão, provavelmente, Romeu estaria hoje com Manoela e Julieta com Ricardão. Romeu nunca traiu Julieta numa balada com uma loura linda e siliconada, motivado pelo álcool. Julieta nunca ficou cinco horas seguidas esperando Romeu, fumando um cigarro atrás do outro, ligando incessantemente para um celular desligado. Romeu não disse para Julieta que a amava, que ela era especial e depois sumiu por semanas. Julieta não teve a oportunidade de mostrar para ele o quanto ficava insuportável na TPM. Romeu não saía sexta-feira à noite para jogar futebol com os amigos e só voltava às seis da manhã, bêbado e com um sutiã perdido no meio da jaqueta. Julieta não teve filhos, não engordou, não ficou cheia de estrias, celulite e histérica com as tantas tarefas para fazer. Romeu não disse para Julieta que precisava de um tempo, que estava confuso, querendo na verdade curtir a vida. Nem disse que ainda era muito novo para se envolver definitivamente com alguém. Julieta não tinha um ex-namorado. Nunca ficou com aquela cara de mosca tonta, deixando Romeu com a pulga atrás da orelha. Romeu nunca deixou de mandar flores para Julieta no dia dos namorados alegando estar sem dinheiro. Julieta nunca tomou um porre fenomenal, nunca se descontrolou, nem deu um sonoro tabefe em Romeu no meio de um bar lotado. Romeu nunca se preocupou com a virgindade de Julieta. Julieta nunca ficou com o melhor amigo de Romeu. Romeu nunca foi a uma despedida de solteiro com os amigos. Julieta nunca teve uma crise de ciúme achando que Romeu estava dando mole(ou duro) para uma amiga dela. Romeu nunca disse para Julieta que, na verdade, só queria sexo e não um relacionamento sério e que ela deve ter confundido as coisas. Julieta nunca cortou dois dedos de cabelo e, depois, teve uma crise porque Romeu não percebeu a mudança. Romeu não tinha uma ex- mulher que infernizava a vida da Julieta. Julieta nunca disse que estava com dor de cabeça, virou para o lado e dormiu. Romeu nunca fez amor e roncou em dez minutos. Romeu nunca chegou para buscar a Julieta com uma camisa xadrez horrível, de manga curta, cheirando a perfume barato. Nenhum deles chamou o outro para uma conversa séria. Julieta nunca quis passar as férias em Roma e Romeu na Grécia. A sogra de Julieta nunca se meteu na vida e cozinha dela.
Eles morreram se amando. Tudo o que morre jovem se eterniza.
O genial escritor sabia disso desde sempre. E sabia esconder a simbologia por trás de uma história bem contada.



Cá com meus botões:
Nunca consegui entender qual era a desse cara que se assinava Shakespeare. Genial, profundo conhecedor da natureza humana, encantador de palavras, mas como é que um gênio como ele faz um homem ser tão burro que não sabe a diferença entre uma mulher dormindo e uma mulher morta?
Será que era isto que ele queria mostrar? Ou ele também não acreditava em amor eterno? Aquele amor eterno que se transforma para não se perder, envolve pessoas que se querem bem e não se cobram, são sensíveis, pagam contas, levam filhos à escola, dançam, sonham, engolem coisas para não magoar o outro e depois se vingam amorosamente, viram amigos ou quebram a cara um do outro e desperdiçam tudo o que tiveram.
Vai ver ele queria contar que adolescente faz bobagem mesmo, quando é contrariado!
Um sentimento dura o exato tempo que deve durar. Depois, como semente, se muda e germina em outro lugar ou apodrece a alma de quem não se renova.


(Céus! Ou eu perdi meu credo no amor em algum romance mal escrito, ou vou ler todas as histórias da Carochinha outra vez. )


Presta atenção! Este texto já foi roubado, já virou slide com erros ridículos e já circulou por dois continentes via e-mail. Se copiar, pelo menos cite a fonte e não cometa crimes ortográficos.

7 de set de 2005

UM, DOIS! FEIJÃO COM ARROZ!


MEU BRASIL?


Pátria amada!
Oh, Brasil,
de que te ufanas?

Dos descalços,
desesperados,
desempregados,
desembestados,
descamisados,
deserdados?

Dos que estão
pelas ruas,
pelas casas,
peneirando o lixo,
dormindo o desespero,
chorando a fome dos filhos,
morrendo à mingua,
ou de sede,
ao lado dos latifundiários,
morenos do sol
de Copacabana ou Côte d’Azur?

Pátria amada!
Oh, Brasil!
De que te orgulhas?
Dos desdentados,
dos desnutridos
caminhantes desnorteados,
morrendo aos punhados
em paus -de - arara de arribação,
buscando o sul?

Pátria amada!
Oh, Brasil!
De que podem ser feitos os nossos sonhos?
Sem esperança,
sem substância,
teimosamente sobrevivendo,
renascendo a cada golpe...

Pátria amada?
Oh, meu Brasil!
Até quando serás nosso?
Até quando serás meu?

19/10/92

6 de set de 2005

FIAT LUX!


Vai trocar a lâmpada?
Não custa dar uma espiadinha em alguns conselhos e sugestões da Revista Pro Teste (
http://www.proteste.org.br ), edição de Julho/2005, para comprar a lâmpada certa.

Um resumo útil:
Quanto duram as lâmpadas?
Incandescentes 1.000 horas
Halógenas 2.000 horas
Fluorescentes 7.500 horas
Fluorescentes compactas 10.000 horas


Mas não se deixe impressionar só pela duração. Cada espaço deve ter a lâmpada certa para que seja feita a economia desejada e dure mais.
 Incandescentes são mais baratas, menos poluentes, aquecem, duram pouco e são pouco eficazes. São indicadas para espaços em que as lâmpadas são acesas e apagadas com freqüência. Ideais para aquele acende-apaga do corredor e do banheiro.

Fluorescentes Tubulares precisam de instalações especiais, são mais caras que as incandescentes, demoram alguns segundos para atingir a luminosidade máxima. São indicadas para ambientes onde as lâmpadas ficam acesas por muitas horas seguidas.

Fluorescentes Compactas ou eletrônicas já trazem o reator acoplado, são mais caras que as incandescentes. Se quebrarem poluem(usam mercúrio*). São mais eficientes, mais econômicas. São indicadas para ambientes onde ficarão acesas por muitas horas seguidas. Só devem ser usadas onde fiquem acesas por, no mínimo, 9 minutos.


Halógenas também são mais eficientes que as incandescentes, são mais caras que as anteriores e são indicadas para locais que necessitam de alta luminosidade e onde são acesas e apagadas com freqüência.

Só deixe lâmpadas acesas onde houver necessidade. Isto também é prova de inteligência, além de ser uma medida de economia.

A duração de uma lâmpada depende de quantas vezes é acesa e apagada e de quanto tempo fica acesa cada vez que é acionada.A foto e montagem são do Mike, como no post anterior.

* Quando quebrarem, areje o ambiente, recolha o material sem tocar, feche num vidro e deposite em lixeira apropriada. O mercúrio e seu gás são extremamente prejudiciais aos animais e seres humanos.

4 de set de 2005

ALCOÓLICAS III



Alturas, tiras, recorto-as
E pairamos as duas, eu e a Vida
No carmim da borrasca. Embriagadas
Mergulhamos nítidas num borraçal que coaxa.
Que estilosa galhofa. Que desempenados
Serafins. Nós duas nos vapores
Lobotômicas líricas, e a gaivagem
Se transforma em galarim, e é translúcida
A lama e é extremoso o Nada.
Descasco o dementado cotidiano
E seu rito pastoso de parábolas.
Pacientes, canonisas, muito bem-educadas
Aguardamos o tépido poente, o copo, a casa.

Ah, o todo se dignifica quando a vida é líquida.

3 de set de 2005

PAPO SEM PÉ NEM CABEÇA!


Nunca entendi porque dois sexos tão diferentes querem se entender. Como diz o mestre Manuel Bandeira"... os corpos se entendem, mas as almas não."

Procuro enriquecer minha vida com pessoas que buscam alegria, crescimento, sabedoria, prazer e harmonia. Aquela fase em que eu me esforçava para que tudo estivesse bem com os outros passou faz tempo. Hoje eu cuido de mim. Se quem estiver por perto for compatível, ótimo, se não...boa sorte! A gente aprende!

Por outro lado, a mulher que vive comigo, eu mesma, acha que essas irritações com as diferenças e rotinas de convivência têm uma forma muito fácil de serem resolvidas e só não se resolvem quando não há conversa entre "as partes". Mas se tudo fosse tão fácil, de que viveriam os advogados?

De verdade, de verdade, tanto homens como mulheres fariam melhor se não ficassem procurando no sexo oposto o que o deles não tem. Isso é coisa de quem não está satisfeito com o que tem. Oposto não é isso? Eu A-DO-RO as diferenças!

Outra metade da laranja é a coisa mais estúpida que alguém inventou. Eu sou laranja inteira, que é isto de achar que vai "me completar"?

O melhor da vida é acordar todo o dia e pensar: o que eu posso fazer hoje para ser mais feliz? Se isto incluir alguém mais do que eu, maravilha! Mas não me tolhe. Por que jogar a responsabilidade de minha felicidade nas mãos de outro(s)?

Eu me derreto, me dedico, me entrego, esqueço de mim. Se alguém me derruba, me engana, mente e não corresponde ao que eu esperava, eu quase desapareço de tanto chorar, mas quando levanto estou inteira de novo. Não perco pedaço; deixo marcas. Tudo é intenso, até a decisão de que terminou a história, mas que eu continuo.

Às vezes encontro alguns espécimes femininos que me fazem pensar na sorte que eu tenho de ser mulher e não ter que aturar outra. Nós somos complicadas mesmo. Porque somos simples, mas polivalentes. E isto é difícil de alguém aceitar. Somos exigentes, dengosas, caprichosas, algumas são honestas, outras jogam; trabalhamos muito, sim, enfrentamos coisas que derrubariam muitos homens metidos a machões, de repente somos gueixas....

Mas, por outro lado, tem cada homem, que valha-me Nossa Senhora dos Homens Perdidos!

Não dá prá conciliar isto. Não dá prá entender como entre tantos bilhões alguém se arvora de ser a pessoa ou de ter encontrado a pessoa certa. É o mesmo que acreditar que todas as ruas só têm uma direção, ou coisa ainda pior, que todas as outras pessoas são tão ruins, que jamais dariam certo. Ou que você é tão ruim, que qualquer um é melhor que você, e que você tem que aceitar o que vier.

Não entendo que os homens se esforcem tanto(ou não se esforçam nada!) para ter uma mulher ao lado deles, de preferência o dia todo, todos os dias por muitos dias e reclamam, reclamam, reclamam do que escolheram. Não seria o caso de ver o que estão levando prá casa? Vá entender esses homens! Também não entendo que as mulheres façam fofoca de seus homens para outras mulheres. Isto é propaganda para o inimigo.

Vai ver eu ando mesmo achando que não creio mais no I love You, mas se outros conseguem crer, porque tirar o salário dos poetas, não é?

Não, eu não bebi. Eu avisei que isso era um papo sem pé nem cabeça!

O desenho da bichinha (com cabeça) eu copiei daqui, ó: http://www.haroldocauduro.com.br/minhoca/minhoca.htm

2 de set de 2005


Aposto que você já está preparando seu final de semana. Bom, né? E isto inclui aquelas comidas e bebidas que não vão deixar saudades na segunda-feira? Mas vão deixar você com a sensação de que está pesada. E nem estou falando de peso de consciência por ter quebrado sua dieta, que ninguém é de ferro. Mas aquele peso mesmo, que veio do excesso de gordura ou de doces. Aquela sensação de que está inchada.

Então prepare este chá e tome durante a segunda-feira. Além de ser diurético ele é desintoxicante.

Ingredientes

2 folhas de funcho
4 colheres (ou um maço bem pequeno) de salsinha fresca
4 colheres de cabelo de milho.

O funcho está na prateleira de legumes do supermercado. A salsinha também. O cabelo de milho na espiga que ainda esteja na palha, ou com algum feirante mais cuidadoso.

Ferva1 litro d'água. Lave bem os ingredientes e coloque num recipiente. Despeje a água fervente sobre os ingredientes. Tampe e deixe descansar por 20 minutos. Não ferva depois de despejar a água. Beba quente, morno ou frio, durante o dia todo. Sem açúcar, claro.

E não esqueça que é diurético. Você fará diversas viajens à "casinha".

Importante: nenhum chá deve ser consumido passadas 12 horas de sua preparação.

Bons goles!

1 de set de 2005

CAI O REI DE ESPADAS!

Eu olho. Esbugalho os olhos. Escuto. Traduzo o que posso. Às vezes as imagens e as falas são muito fortes. Eu não agüento e choro junto. Eu relembro a fome. A sede. Por motivos diferentes, mas fome e sede só sabe quem já experimentou.

Desligo para descansar os olhos e o coração. Ligo outra vez. A chuva que cai aqui não me deixa opções. As imagens e entrevistas se repetem. Então sou forçada a acreditar. A nação mais poderosa do mundo é incapaz. É ineficiente. É um engodo. É desorganizada. É só fachada. É bagunça geral. É desgraça. É sujeira. É fome. É morte. É mentira!

Juro que se não houvesse identificação das imagens eu pensaria que aqueles amontoados de gente, negra na sua maioria, eram cenas de algum país africano miserável. De gente em busca de comida. De gente mostrando crianças sedentas e mal abrigadas. De gente que é tirada dos lugares alagados e colocada sobre pontes e ali largada sem qualquer outra providência. Simplesmente largada ali. Assim como gado tirado do Pantanal e colocado em pasto seco. De gente morta às centenas. Mortes não reveladas. De gente que se acumula em frente aos hospitais e é impedida de entrar. Em frente aos estádios e é impedida de entrar.

As gangues e aproveitadores fazem a festa roubando o que precisam, o que podem e o que não deveriam. Acompanho a entrevista de um idoso, que foi rendido em sua casa e ameaçado de morte para que entregasse dinheiro. Penso que se trata de alguma favela brasileira. Coisas que já estamos tão acostumados a ver em noticiários. Mas o lamento do homem é em inglês! E eu não consigo desgrudar os olhos da tela e nem ficar indiferente.

O bonequino vai à TV, desta vez com o cabelo já penteado, e declara que amanhã sobrevoará a área. Que em dois dias o socorro chegará. Dois dias. Imbecil! Vá para trás da porta chorar pela tua incompetência e de quem te bajula!

O mundo olha atônito essa incompetência. Os repórteres não resistem e choram com os entrevistados. Eu fico pasma e não consigo evitar de pensar que se fossem cidades onde a maioria foasse branca e muito rica, as coisas andariam mais depressa. Não consigo. E nem sou racista. De nenhuma cor. E também não faço parte de grupo de defesa de ninguém. Não sou porta-voz de minorias. Mas que vergonha, USA! Que vergonha!

Que vergonha para um povo que foi à Lua. Que está espiando Marte. Que tem estação espacial. Que tem as armas mais modernas do mundo. Que vergonha para um povo que se acha o mais esperto do mundo.

Também não consigo evitar um pensamento que antecipa outra tragédia: as doenças que se seguirão e que aumentarão o número de vítimas. Lá e quem sabe onde mais. Provavelmente isso só aconteceria na África, ou em algum desses países subdesenvolvidos, que os americanos ajudam e onde se intrometem nem sempre de graça.

América! América! O que será de vocês, americanos, que moram sobre a falha geológica que espreita abaixo do solo da Califórnia?

Que vergonha, incompetentes! Agora a prioridade de vocês é evitar saques, não salvar vidas?

Mesmo com todas as nossas necessidades e sujeira que nos assola, meu Deus! que bom ser brasileira numa hora dessas.

BZZZZZZZZ!!!

Eu quase queimo a língua!

Saiu uma parcial da avaliação dos estabilizadores.

Leia com muito susto. E proteja-se como puder!


http://www.proteste.org.br/BR_comunicados_detail.asp?id=540

COM O DEDO NA TOMADA

Não é de hoje e não é segredo. A gente vive sendo enganado, ludibriado, roubado. Mas quando alguém consegue na Justiça(!) uma liminar proibindo que a revista Pro Teste publique os resultados da análise (sempre muito séria) e comparação entre os estabilizadores de voltagem, alguma coisa está podre. E nós ficamos sem saber os riscos que corremos por adquirir porcarias, coisas que oferecem riscos.

Eles estão com medo de serem desmascarados pela incompetência, pelo abuso, pela safadeza que podem causar prejuízos aos usuários? Ou quem sabe, o que seria pior, que podem até nos ferir?

Temos direito à informação, mas a Justiça(!) entendeu que os resultados não deveriam chegar a nós. Você está sentindo cheiro de podre?

Já que a matéria foi proibida, visite o site (http://www.proteste.org.br ) e acesse muitas outras informações e conselhos desse pessoal, que é muito sério e competente e que pela sua seriedade está botando medo nos que vivem de enganar.

31 de ago de 2005

'IRETO 'O 'ARAU!

Eu não resisto e transcrevo uma das criações que apareceram no sarau da Nóvoas(http://www.novoaemfolha.com ).

Acho que entre tantas graças sem graça e às vezes até de gosto duvidoso, sobre essa crise, este é mais ou menos o resumo. Com muita graça.


O POEMA DO FANHO(O 'OEMA 'O 'ANHO)

'inha 'miga 'hristiana
'u 'dorei 'eu 'arau
'en 'anta 'ente 'acana
E 'ada 'erso 'egal!

'ou 'alar 'rá 'odo 'undo
O 'ue eu acho de 'rasília:
É uma 'orja de 'afados,
De 'achorro, uma 'atilha!

Eu 'enso 'ue 'oda 'essoa
'eja 'olítico ou 'ão
'eve ter a 'alma 'oa
'em CPI, 'assação.

Eu 'inha 'anta 'oesia
'rá 'olocar 'o 'eu 'log
Mas 'ensalão, e 'PI
'ssa 'ente só me 'ode!!!

"ó não 'osto do 'ue 'ejo
No 'osso 'uerido 'rasil
'uita 'aca e 'ouco 'ueijo
'a prá 'uta 'ue 'ariu!

'á 'om, eu 'ão 'alo 'ais
'alavrão, 'ê me 'esculpa
'omo as 'essoas 'ormais
'deio esses 'ilhos da 'uta...

(Paloma Dawn)

MANDE OS VELHOS EMBORA!


Mouses, cabos, monitores, gabinetes, placas...Aquele amontoado de cacarecos, sobras de quando você melhorou seu computador estão ocupando lugar demais na sua sala, na sua estação de trabalho, nos armários de seu apartamento, na sua casa?

Sei, você ia vender. Mas o tempo foi passando e o valor não compensa sequer a pesquisa ou o tempo que você iria gastar.

Entre neste site e descubra como esse" lixo" pode ajudar pessoas que têm nenhuma ou pouca condição de entrar no mundo da informática: http://www.cdi.org.br

Segredinho: A natureza não gosta de espaços vazios!

Quando você se livra de coisas velhas, em desuso, que só ocupam lugar, logo, logo, algo novo ocupará o espaço criado. Acredite! Experimente! Isto funciona com tudo. Com aquela capa de chuva e aqueles sapatos que até criaram mofo. Com aquele livro, que você prometeu reler, mas a promessa se perdeu há uns dez anos. Funciona com aquelas roupas, que entra estação sai estação, ficam dobradas no armário. Passe prá frente!. Renove a energia que está perto de você! Crie espaço para a chegada de coisas novas!

30 de ago de 2005

A SALVAÇÃO DA LAVOURA


Tem algum lugar do Brasil precisando de chuva? Podem me chamar. Ela me acompanha. Basta eu ter de sair de casa e ela cai impiedosa. No cardápio tem chuva mansa, chuva miúda, chuva torrencial, vendaval molhado, enxurrada e outras variações.
Olha o dia que eu escolhi para melhorar um pouco o que estraguei com chocolates e essas coisas que dizem que não fazem mal à pele. O primeiro dia da volta do frio. Com sua noiva a chuva, claro!
Saio de mangas curtas com um casaquinho leve no banco do carona. A tecnologia da previsão do tempo é bárbara, mas é previsão. Só isso. Se a chuva chegar antes do prazo estou prevenida. Não gosto de passar frio. Acho que ninguém gosta.
Saio lépida e fagueira(estas duas palavrinhas sempre estão de braços dados, assim como fria e calculista, reparou?) e atravesso a cidade em busca daquela mágica quase carniceira, que sempre me castiga e me xinga pelos excessos ou faltas contra a pele.
Antes da metade do tratamento ela chegou. Com uma trovoada de tremer o prédio. E eu torcendo prá ela parar antes que eu pegasse a estrada. Que nada!
Como a distância é mais ou menos de 35 quilômetros até eu chegar em casa, ela veio me acompanhando. Era sempre a nuvem seguinte que caía em cima de meu carro. Ele agradeceu, porque assim toma um banho há muito desejado, mas eu sou posta à prova no volante. Quase paro em busca de abrigo, mas a fome saiu ganhando.
Ufa! Como diz uma amiga: Como é bom ter um lugar prá onde voltar!
Mas olha que belezura eu fiquei depois de todos os apertões e cremes, vapores, massagens e máscaras!