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6 de jun de 2017

Esse palavrão não é pra mim!

Hiperadrenocorticismo ou hipoadrenocorticismo?
Investigando meus dodóis o dia todo. 
Isso dói nela e em mim. 

Talvez isso explique algumas coisas.

29 de mai de 2017

Do fundo do baú

Uma das lembranças de minha infância é uma varanda em frente de minha casa, que foi se desmontando, desmanchando. Não sei quando caiu a primeira tábua, mas depois de várias perdas, ela sumiu. Alguém decidiu que ela era inútil.
Essa lembrança fotográfica da varandinha sobra de saudades. Talvez porque ela guarde o encanto de brincar de boneca e casinha com minha irmã mais velha.Como sobrou essa lembrança da imagem de uma boneca caída do lado de fora e nós debruçadas entre as tábuas, tentando alcançar?
 No canto dessa varanda se enlaçava num barrote uma trepadeira com flores delicadas, azuis, parecidas com cachos de uvas. Há bem poucos anos eu descobri o nome dessa lindeza: glicínia.
E descobri também, para minha tristeza, o motivo dela ter minguado e desaparecido: sede.
Investigando para ver se ela vingaria aqui -sim, essa é a idade de refazer memórias-, soube que ela adora água. Nunca vi ninguém regando a pobre coitada.
Vou gastar os olhos com a mudinha que plantei. Quem sabe consiga alguma imagem assim?
(Faça um agrado aos seus olhos e digite Glicínia no Google/Imagens. Tem branca, azul, rosa, lilás.)

10 de abr de 2017

Era uma Vez um Deque

Você começa consertando um barrote podre, descobre a incompetência e acaba com essa paisagem.
O perigo morava debaixo dos pés, silencioso.

Dentro de casa, com tudo amontoado para dar lugar ao material de construção, só se anda de luz acesa, com muito cuidado e com GPS, para não tropeçar, não derrubar nada, nem se perder.


22 de fev de 2017

Meu Raio de Sol

Obrigada, Sunshine, pelas doces alegrias, companheirinho valente, forte, carinhoso mesmo nas piores horas. 
Na minha vida um lugar sempre especial e cheio de gratidão.
Ficam comigo todos os teus dias, que sempre fizeram os meus ficarem melhores e mais importantes.
Contigo aprendi a ter mais alegria, mais paciência, mais esperança, e a ser recebida com entusiasmo.
Meu colinho nunca mais será o mesmo sem você, mas minha vida sempre será melhor por causa de você.

11 de fev de 2017

Que coisa doida!

Olha só essa uva, que até onde pesquisei é uva dedo-de-moça. 
Tem na EMBRAPA de Bento Gonçalves, RS, e pode ser cultivada em vaso. Ai, me segura!

26 de dez de 2016

O sono mole da dupla

Há um horário entre 18 e 22:00 horas que eles tombam.

Sunshine, sem pelos, ainda precisa de uma roupinha para se acomodar, apesar do calor.

De vez em quando dá uma invejinha!


1 de dez de 2016

7 de nov de 2016

Meu amor pela água nasceu assim

Desde pequenos aprendemos a cuidar da água, que chegava em casa desde uma fonte lá no morro, bem longe, talvez uns dois quilômetros. Estive lá na fonte poucas vezes, sempre pra limpar o filtro do cano, tirar uma folha que entupira a entrada.
Espiávamos o morro pra ver se não aparecia algum boi extraviado. Bebíamos na concha da mão aquela água quase gelada, que descia  o morro por canos enterrados e nos servia para tudo. Nunca nos fez mal bebida assim. Em casa passava pelo filtro de cerâmica, aquele de velas, que eu odiava lavar.  

Havia tanques na casinha - que nunca foi chamada de edícula, que horror de nome! Para ter uma ideia, a primeira porta da tal casinha era uma grande gaiola, onde foram criados frangos, galinhas, até coelhos. 

Depois um sanitário. Aí vinha um banheiro bem grandão, com um chuveiro de água fria e um chuveiro de fazenda, daqueles de encher com água aquecida no fogão,de puxar a cordinha pra soltar água. Chuá!!!



Aí vinham os tanques de água.Um de água limpinha, tão limpinha onde lavávamos às vezes as frutas e as cenouras colhidas na horta. A água escorria para outro tanque, onde se enxaguava a roupa, e o terceiro acolhia a primeira lavagem, sempre com sabão em pedra. Essa água escorria para as árvores, quando ficava muito suja. 








(Olha a audácia de desenhar. Era mais ou menos assim.)

Eram caquizeiros, pés de vime, copos de leite, tudo regadinho sem esforço. E lá mais embaixo, depois da taipa de pedras, os pés de milho da vizinha ainda tiravam uma casquinha. Depois, a água já purificada do sabão ecológico, ia pro rio, que nem sempre era tão limpo assim e onde tomávamos banho, quando o verão explodia.

Essa relação com a água tinha um acento de fartura, de um nunca mais acabar. Mas não abusávamos dela. O banho era curto, mesmo quando aquela lata suspensa foi substituída por um chuveiro que aquecia, colocado num banheiro recém construído, grudado na casa. Oh, luxo dos luxos!

Quando crianças, usávamos uma banheirinha de latão, de zinco talvez. A água escoava num ralo, do chão da despensa para debaixo da casa,onde não havia nada, só terra seca, quase inacessível. Então essa água com cheiro de sabonete, de banho de sábado, iria perfumar teias de aranha e espantar algum rato desprevenido. Nos dias de inverno com geada, essa era a opção.

Banho de sábado. Não tinha banho todos os dias, imagina! Justamente porque o chuveiro ficava fora da casa, ou, quem sabe, se lavar os pés, o rosto e a bunda fosse suficiente. Mas no sábado era uma esfrega geral. Sem esquecer atrás da orelha, hein!

Esse ritual vinha antes das aulas de catecismo. Na volta delas a vida voltava ao normal: trocar de roupa,subir em árvore, ler algum livrinho, brincar de casinha ou boneca.(

Aí as pessoas se vão pela vida e só tem água com cheiro de cloro ou numa garrafa. Beber da fonte, na concha da mão, nem pensar! 

Um dia desses comentando sobre o assunto com uma de minhas irmãs ela acrescentou: Lembra como era nosso cabelo com aquela água?

E eu emendo: E a água cristalina, que a gente tomava das valetas da estrada, quando ia caminhar com a turminha e dizia que era pura se tivesse passado por sete pedras? De onde saía isso? Por que ninguém ficava doente?

Suspiro...
Suspiro...Suspiro...


21 de out de 2016

Adeus, querido Lenzi!

Uma das pessoas de mente mais aguda e perspicaz. Culto e inteligente. Sério e debochado. Uma pessoa que acompanhava meu pensamento e se antecipava a ele. Um dos poucos que me desafiava: “Melhore o argumento!” “Ainda não me convenceu.” “Continue...continue.”

Qualquer assunto poderia ser abordado, inclusive os extremamente pessoais e dolorosos. Quase acadêmicas as discussões. Se ficassem muito intensas parávamos quase ao mesmo tempo, trocávamos um olhar e o assunto mudava. Vinha a música, o teatro, a literatura.

O lado profissional ou famoso dele só era abordado quando algum caso o incomodava, se obtinha algum sucesso trabalhoso, e quando a nomeação almejada na área da Justiça chegou.

Ficávamos em qualquer mesa de bar ou restaurante e a conversa se desenrolava sem ponteiros. Se batia a fome pelo adiantado da hora, pedíamos qualquer coisa e a conversa seguia solta e sem fim, até que um dos dois lembrasse do relógio. Um abraço generoso, um beijo e a vida seguia até o próximo chamado ou encontro ao acaso.

Se topasse comigo na praia, interrompia a caminhada e chamava uma água de coco ou cervejinha. ”Enchendo os olhos na praia, lageano?” Ele fingia uma zanga divertida: ”Só tenho olhos pra ti, italiana difícil!” E ria, debochado.

Sua cretina!, você dizia com um sorriso, quando eu, maliciosamente, desviava uma discussão, fugia dos galanteios de conquistador, ou ganhava de seus argumentos. Eu devolvia: Não seja canalha!

Quando se via sem saída arranjava um palavrão sem censura. Ou gargalhava, talvez para se contradizer e me surpreender.

Existia uma paixão no ar, mas não havia chance de deixar que progredisse. Nosso melhor lado era a amizade. Até aquele dia que nos descuidamos, brigamos feio por um motivo idiota e nos afastamos. Para sempre, agora eu sei.

Ontem descobri, quase por acaso, que você morreu há dois anos. Como você fez isso comigo, italiano? Ir sem aviso, sem outro encontro?

Eu olhei para o computador e não sabia se chorava ou chamava você de tratante.

Como você saiu de uma discussão que extrapolou nosso acordo e ficou tanto tempo inacessível, sem me dar a chance de gargalhar sobre essa tolice como fizemos tantas vezes?

Que jeito de zerar o placar, lageano! Que surpresa sem graça! Que dor! Que dor! Que dor!

Por que eu sempre achei que um dia nos sentaríamos outra vez para falar de tudo e nada? Por que eu continuei afastada, pensando em você como um dos meus melhores amigos e achando que você era eterno? 

Porque você é.

11 de out de 2016

Vai comprar? Vai Gastar?

O que você gasta quando compra alguma coisa não é o dinheiro. O que você gasta é o tempo de vida que usou para ganhar aquele dinheiro. José Mujica

30 de set de 2016

Encontrei por aí

"Quantos anos tenho?
Tenho a idade em que as coisas são vistas com mais calma, mas com o interesse de seguir crescendo.
Tenho os anos em que os sonhos começam a acariciar com os dedos e as ilusões se convertem em esperança.
Tenho os anos em que o amor, às vezes, é uma chama intensa, ansiosa por consumir-se no fogo de uma paixão desejada. E outras vezes é uma ressaca de paz, como o entardecer em uma praia.
Quantos anos tenho? Não preciso de um número para marcar, pois meus anseios alcançados, as lágrimas que derramei pelo caminho ao ver minhas ilusões despedaçadas, valem muito mais que isso...
O que importa se faço vinte, quarenta ou sessenta?!
O que importa é a idade que sinto. Tenho os anos que necessito para viver livre e sem medos. Para seguir sem temor pela trilha, pois levo comigo a experiência adquirida e a força de meus anseios.
Quantos anos tenho? Isso a quem importa? Tenho os anos necessários para perder o medo e fazer o que quero e o que sinto..."
[José Saramago]


Será mesmo do Saramago?

Justine a palavra é sua.